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Falando (um pouco) de Cultura!

por neves, aj, em 30.04.04

Falando (um pouco) de Cultura
... da nossa Cidade também e onde não falta historieta metediça pelo meio!

Cultura é o saber... é opinião maioritariamente aceite. No entanto, as enciclopédias dizem que Cultura também pode ser arte ou história de um povo e até pode estar referenciada como amanho da terra que, por óbvio, é matéria que escapa ao bom entendimento de quem vos escreve e falemos, então, do saber!
Não só desse saber que vem nos livros e que outrora nos incutiam como a definição mais próxima de Cultura, mas também do saber próprio do povo. E não só o cantar de Aleixo, mas também aqueloutro saber que permite ao cidadão comum cubicar uma árvore ou uma pipa sem recorrer às chatas fórmulas matemáticas servindo-se sim de simples artimanhas que não são mais que uma harmoniosa combinação do saber científico (que um dia teria ouvido a letrado qualquer) com o saber empírico fruto das experiências vividas.
Desde os tempos de jovem estudante que esse saber do povo, por tão rico e enigmático, me intrigou e não resisto a relatar episódio onde aprendi que não era condição obrigatória saber enunciar o Teorema de Pitágoras para "tirar a esquadria" ou seja "tirar uma perpendicular". O teatro das operações era o velho Estêvão de Faria, o argumento era a remarcação das linhas de campo de jogo e um dos actos era traçar a linha da área perpendicular à linha de cabeceira. Indecisão daqui e dali e eis que homem na altura ligado à construção civil e (ainda) hoje dirigente carismático dos Pinguins bradou: basta construir um triângulo com três, quatro e cinco como medidas (dos lados). Era, afinal, a aplicação fiel do Teorema.
A cena foi de tal modo marcante que ao longo dos anos sempre me servi deste episódio como muleta pedagógica aquando da transmissão do Pitágoras a jovens alunos de modo a propiciar-lhes, com suavidade e alegria, uma solidificação mais forte desse conhecimento que (regra geral) era adquirido à base de empinanço por não verem utilidade alguma de tal lenga-lenga na vida real.
Com os ventos da mudança,a Cultura deixou de ser tabu e passou a ser vista com outros olhos. Pelos governantes e pelas gentes. Hoje não deve haver Autarquia no nosso país que não possua pelouro consagrado aos assuntos culturais da sua região e até as populações já têm consciência que aquele conjunto de sentimentos, crenças, valores e costumes de uma dada comunidade é também Cultura, tendo o cuidado de não confundirem esse legado ancestral com algumas tradições que mais não são que glorificações bárbaras ao sangue e à morte.
Também as gentes da nossa cidade estão conscientes que ao preservarem essa herança, estão a fazer a sua História, a contribuir para o seu bem-estar e (em especial) para o crescimento saudável de seus filhos. Pede-se a criação de grupos (teatrais, folclóricos ou outros) para que as raízes da árvore cultural santacombadense jamais deixem de ser regadas e em escritos neste semanário os articulistas lembram as condições (actuais e futuras) que Santa Comba oferece e não se cansam de incentivar a juventude. Certamente que os jovens da nossa Cidade (é bom alertar que os seus limites já ultrapassam os da freguesia de Sta Comba) estarão receptíveis a propostas e eles próprios as terão. Ouçamo-las. E se problema houver (a expressão "conflito de gerações" ainda não perdeu a validade) pois que se aplique a velha máxima "se Maomé não sobe à montanha... que venha a montanha até Maomé".
E nesta "coisa" do que se faz e fica por fazer, é bom recordar (chovam as críticas que choverem) que a nossa Autarquia muito tem feito a favor da Cultura, promovendo eventos, apoiando grupos já existentes e incentivando à formação de novos, para além da criação de espaços já sobejamente conhecidos e à disposição de todos, não me esquivando de nomear o Espaço Internet, a Biblioteca Municipal (palmas pela colocação do elevador nas escadas), o Pavilhão Gimnodesportivo (Desporto também é Cultura) e esse "monstro sagrado" ainda em fase de acabamento, a Casa da Cultura.
Aqui, com mágoa, sou obrigado a refrear a prosa, pois a última imagem viva retratada na retina dos meus olhos são as pontas das varetas de ferro (armado) a saírem dos primeiros pilares e o que sei da evolução da obra (segundo consta com provável inauguração ainda este ano) é-me relatado pelas notícias neste semanário e no portal de Santa Comba Dão na internet onde fotos explícitas ainda me mostram algo mais.
Já que falo no nosso site electrónico não posso deixar de exteriorizar o receio de ficarmos sem acesso ao Fórum de Discussão. Este espaço aberto é (era?) um ponto de encontro de santacombadenses onde cada um poderia expressar a sua opinião sobre temas variados, com incidência natural sobre coisas da nossa terra. Para explicar esse bloqueio do Fórum (em finais de Agosto) foi-nos dito que o portal se encontrava em actualização e verdade seja dita que ela até se impõe visto que o site não estará a responder totalmente às expectativas que cada um de nós criou. Mais não nos resta esperar que a dita actualização seja rápida e pedir que se leve em conta que lá por alguns inquilinos terem pintado as paredes com mensagens de palavras mais abusadas não se pense em deitar a casa abaixo quando outros querem continuar a erguê-la ... e assim driblar a distância para continuarmos a sentir o aconchego do tecto materno.
E... quanto ao futuro da Casa da Cultura de Santa Comba Dão, pois que seja um espaço verdadeiramente cultural, que a população se associe e participe e que os eventos não faltem. Em suma que o motor desta Casa jamais pare por falta de combustível e que o lubrificante seja sempre o mais indicado para eliminar todos os atritos.

SP, 27 de Outubro de 2003

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publicado às 20:36

Dissertações Veraneantes

por neves, aj, em 30.04.04
... a última crónica in loco!

Uma publicação jornalística jamais deve ficar imóvel.Afirme-se inclusive que é proibitivo parar. De facto, as máquinas impressoraspoderão permanecer no maior dos silêncios, por justo prémio após um ano detrabalho, mas a alma mater de um jornal, o artigo, está em constanteebulição. Tanto que a inspiração ainda não faltou e o material nãoescasseia.
Mas, se por um lado
a escrita é relaxante quanto baste, ajudando-nosa “dar a volta” em momentos menos agradáveis: ora no combate à ansiedadeem vésperas de salto transcontinental ora na forma sensata e ponderada deexprimir desabafos
por outro lado
pode levar-nos a cometer pecado, porventuravenial, se a sua divulgação só ocorrer após um período de tempo mais oumenos longo. Que, verdade seja dita, é lapso facilmente colmatado com pequenoesforço de localização temporal por parte dos leitores.
E em uma dashabituais deambulações ribeirinhas (que já se estavam a tornar penosasdado o aspecto deplorável da Ribeira) os nossos olhos congratularam-se ao veremque o alindamento da Ribeira das Hortas não deixou ainda de ser preocupaçãodos nossos gestores autárquicos.

Fosse por se aproximarem as festas da nossaterra (anunciadas como Festas da Cidade e ficando por compreender que noutrolocal da sua área também se realizasse romaria) ou fosse por ser a zona maisfortemente apreciada, o trajecto entre a Relva e a Ponte/Viaduto das Hortas foio único privilegiado. Contudo, deseja-se que o restauro de todo o cursoda velhinha ribeira (e a isso tem direito) vá para além do sonho...
Mas, aqueletrajecto maravilhoso da Ribeira das Hortas merece mais umas linhas dededicação. Está à vista de todos que está enfermo. Durante o Inverno ossinais da doença de que padece estão mascarados, mas quando a água escasseiano período estival constata-se que sofre de maleita grave. É doloroso observaros aristocráticos palmípedes a nadar no betão. Para onde foi a água?Evade-se naturalmente? Então averigúe-se e limpe-se o leito, nem que seja atéà nascente. É desviada pela mão humana? Então fiscalize-se e tomem-seprovidências. Tanta interrogação... E realce-se que o ano nem foi de seca.Mesmo em anos tais, há que estudar formas de regular o caudal da Ribeira dasHortas. Para isso é que foram construídas as represas.. ou não?
E como podeacontecer que haja escorrência de esgoto a céu aberto numa zona que foi úteroe também (ainda) coração da nossa cidade?
Com preocupação de não retirarema (pouca) areia ainda existente no leito da ribeira, homens e máquinas raparamcuidadosamente a lama acumulada sobre ela. Não restarão dúvidas a quem “tenhadois dedos de testa” que esta camada lodosa e negra, brilhante e oleosa,pestilenta e outros qualificativos de produtos petrolíferos será a causa maisque provável pelo desaparecimento da fauna piscícola outrora tão abundantenestas águas. Investigue-se e administre-se remédio. Com ou sem dor...
Osvegetais (teimosos) das paredes foram mais uma vez cortados e a palha tabúado recanto mereceu desbaste correcto e aprimorado. Como agora se apresenta temosprazer em o denominar de tufo.
Ao tempo que redigimos, com nulas hipóteses de ocomprovarmos pessoalmente, perguntamo-nos se também as pedras graníticas daponte centenária e das paredes ribeirinhas irão ser lavadas.
O Chafariz daPonta Praça é que deveria ser merecedor de atenção mais esmerada. Diríamosaté que tamanha falta de cuidado para com ele é afronta à memória dos nossosantepassados.
Já secular, esta obra arquitectónica de estrutura hexagonal é,para além de ex-libris do local, um verdadeiro Compêndio queencerra páginas e páginas de admiráveis episódios do quotidianosantacombadense de outrora: o convívio domingueiro, os bailaricos, osnamoricos... O facto de acreditarmos de a génese de muitos de nós ter tidocomo ponto de partida os encontros namoradeiros junto a este chafariz, leva-nosa sentir vergonha por estar votado a tal desleixo. Se a abolição doestacionamento (desregrado) automóvel à sua volta ainda não é possível porora, que se eliminem pelo menos os musgos e as folhas caídas na caixa-d’água.E que se invente forma de a água que jorra da única bica resistir aos ventos epasse a “acertar no alvo”, impedindo assim que o granito cimeiro doreservatório e o chão à volta estejam permanentemente alagados.
Actuar,embelezando, para negligenciar de seguida não é norma em parte alguma domundo!
E (jamais descurando o pensamento anterior) avance-se afirmando, queem dia de Verão é de aplaudir o jorrar de água, por agulheta saída decamião cisterna, ao longo das Ruas Mouzinho de Albuquerque e AlexandreHerculano (e uma ou outra adjacente). Não que a temperatura que se fazia sentirna altura fosse excessiva, antes talvez pela urgência (tardia) em retirar osurro aos cubos dos empedrados.
É certo que nalguns pontos foi lavagem de poucadura, o que se lamenta, mas pelo menos ficou esclarecido o mistério de algumasmanchas escuras no chão das ruas da nossa cidade. Seguindo a pista dos salpicoschegamos à conclusão que afinal o “carro do lixo” também é capaz dedesempenhar missão contraditória à que se propõe, sujando. Desconhecendo seo alerta já foi dado à empresa responsável, fazemo-lo nós e aproveitamospara sugerir uma lavagem mais frequente aos contentores do lixo.
E já queestamos em matéria de asseio, festeje-se também a limpeza da Quelhajunto à antiga latoaria. Será despropositado, mas lembra-se ao cidadão comumque deve cumprir as regras básicas da decência para não haver azo aofechamento da citada viela do lado da Alexandre Herculano, continuando nós semcompreender a razão de se manter tapada a “porta” do lado da ribeira.
Finalize-sea crónica (que já vai longa) com o sonho de um dia assistirmos a umaregulamentação ordenada do trânsito na cidade de Santa Comba Dão. Demuitos casos a enumerar, redigir sobre o caos automobilístico da AlexandreHerculano e artérias circunvizinhas é partir em busca de inimigos. O problemaagudiza-se dia para dia e é motivo de altercações frequentes. Não dá paraentender que se estacione “à vontade do freguês” e que se insista em tomaresta via em direcção à zona do Mercado quando a nossa cidade já oferecealternativas viáveis, mais rápidas e mais seguras. É forçoso encontrar-seuma solução. E uma delas passará pelo fecho ao trânsito (parcial ou total)daquela estreita rua com denominação do maior historiador português, tal comoaconteceu com a Mouzinho de Albuquerque, o desbravador de terras inóspitasafricanas, e que hoje se constata ter sido medida acertada.
E com tal medida jáos Largos da Ponta Praça e do Município ficariam libertos dos anárquicosestacionamentos que só os descaracterizam.
Problema (grave) recente é o quesurgiu no polémico cruzamento da Rua de Treixedo com a parte transitável daMouzinho de Albuquerque, à farmácia.
Não bastando a balda no aparcamento dazona (na Rua de Treixedo nem existem placas identificativas), a montagem de gruaa ocupar parte da via veio reduzir o espaço de circulação automóvel e emcertas alturas é a desordem completa. À hora de redigirmos, já pelo menos osrodados de dois veículos tinham visitado o fundo da valeta desmesuradamentecavada (a exigir reparação urgente) mesmo em frente a estabelecimentocomercial de flores e presentes. E se novos transtornos não surgiram, elesvirão aí.
Atrevemo-nos a sugerir o condicionamento da circulação automóvelno local, que passaria pelo impedimento do trânsito na Rua do Casal no sentidodo Engenho ao citado cruzamento. O automobilista teria como alternativa a subidada Humberto Delgado, tomar a Heróis do Ultramar, descer a Rua de S. Estêvão evirar à direita pela Adelino Amaro da Costa para a Sá Carneiro...
... É tempode partirmos.
Fiquem em paz e divirtam-se com os Anjos

(Redigido Agosto 2002)

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publicado às 20:15

Aviso à navegação

por neves, aj, em 30.04.04

Algumas
          Considerações

Parta-se já do princípio que atravessar oAtlântico muda substancialmente a vida de qualquer um e talvez até altere omodo de ver as coisas. Direi assim que também eu alterei a minha forma deredigir e será essa a razão de fazer uma certa separação nos escritos colocando como charneira a vastidão do oceano. Arquivando em Crónicas Minhas o queescrevo a partir de terras brasileiras, coloco os artigos escritosanteriormente em Crónicas Idas se se referem a tema não específico e Crónicas Santacombadenses se referidos à terra que me viu nascer. As Palavras que Rimam completam a essencia deste sítio internético queapelidei de Voz do Seven. As razões do nome já as apontei e as razõesda criação é que não, porque nem eu sei se as há. Pergunto-me se  o Voz do Seven nasceu por necessidade de fazer as coisas àminha maneira... de colocar no ar o que me der na real gana, mas não, penso quenão. Penso que Voz do Seven surgiu por necessidade imperiosa derevelar ao mundo o que voa pelo meu pensamento e de estar em constante comunicação principalmente com o “outro lado” numa pura demonstraçãode que o Seven ou se preferirem Neves, António José não morreu e que não esquece a terra onde viveu a maior parte da suaexistência que no caso se pode também intitular de “terra ondenasceu” (realço o que acabei de dizer, pois ainda existem certas barreirasbairristas bacocas de que só é santacombadense aquele que é parido dentro doslimites da cidade). Por último repito o que já disse de que Voz doSeven é ainda criança que teve parto complicado após gestação bem difícil.Para crescer também sente inúmeras dificuldades, pois os meios de que dispõesão limitados. Muito limitados mesmo e em amiúdes ocasiões o velho provérbio“quem não tem cão caça com gato” é de aplicação obrigatória. Por tudoisso é que vos peço compreensão e apelo-vos que apontem erros ou “coisasmenos boas”.</span></font>

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publicado às 18:58

Dois anos de cidade

por neves, aj, em 30.04.04


 

Dois anos de Cidade

13 de Maio de 1999

Relacionar a nossa cidade com esta data poderá parecer, à primeira vista, um absurdo.
Não o é e a escolha do título foi intencional.
A memória das pessoas mais atentas tenderá a avisar-me que caí em erro. Que, afinal foi no passado dia 1 de Novembro que anossa secular e mui graciosa "terra" apagou as velas do segundo aniversário de elevação a cidade.
Será?
Façamos um pouco de história.
O processo começou a desencadear-se com a proposta de elevação em reunião de Câmara e de Assembleia Municipal. Seguidamente, a aspiração do Município foi exposta aos Deputados, José Junqueiro, Miguel Ginestal, Joaquim Sarmento e Rosa Maria Albernaz, que se comprometeram a apresentar a referida proposta à Assembleia da República.
Finalmente, no dia 13 de Maio de 1999, aquela Assembleia votou e aprovou por unanimidade a nossa elevação a cidade com efeitos a partir de 1 de Novembro do mesmo ano.
Na verdade, é nesta data que a quinta torre (indicativa de cidade) é colocada no brasão de Santa Comba Dão, mas os santacombadenses já se sentiam cidadãos, no verdadeiro sentido do termo, desde o dia da aprovação no Parlamento.
Assim, o 13 de Maio de 1999 passou a ser um marco na longa história de S. C. Dão. Foi o virar de página rumo ao progresso, ao desenvolvimento. Esta data assinala o renascer da esperança de uma vida melhor para as futuras gerações e, não pode nem deve, ser arrumada nas prateleiras do esquecimento.
Não é minha intenção lançar campanha, mas sou de opinião que o 13 de Maio deve ficar "registado", de modo a perdurar na memória das nossas gentes. E, para além do mais, todos nós sabemos que o nosso feriado municipal nunca teve raízes santacombadenses e o actual está descaracterizado. É unicamente mais um feriado e que, em virtude da sua mobilidade, quase que passa desapercebido.
Podereis vós, agora, considerar que será um absurdo o que a seguir exponho, mas atrevo-me a fazê-lo:
– Espera-seque os novos órgãos autárquicos a eleger no próximo 16 de Dezembro se debrucem sobre o tema e aprovem a mudança do Feriado Municipal da Cidade de Santa Comba Dão para o dia 13 de Maio.
(Redigido Outubro 2001)

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publicado às 11:27

O Estado de S Paulo

por neves, aj, em 30.04.04

Conheça o mais populoso
dos Estados brasileiros

... in São Paulo - Conhecer Melhor do Voz do Seven

 

Estado de São Paulo

Heráldica:
A Bandeira simboliza de modoperfeito a génese do povo brasileiro, as três raças de que ela se compõe -branca, preta e vermelha.
As quatro estrelas a rodear um globo, em que se vê o perfil geográfico do país,representam o Cruzeiro do Sul, a constelação indicadora da latitude astral do Estado.

(por proposta do escritor e jornalista Júlio Ribeiro, em 1888, pouco após a Abolição da Escravatura, mas só foi oficializada mais de meio-século depois)
(navegue pelas expressões sublinhadas)

O Estado de São Paulo é uma das 27 estrelinhas inseridas na Bandeira Brasileira às quais correspondem os 26 estados e o Distrito Federal (onde se encontra acapital Brasília) que formam a República Federativa do Brasil. O Estado situa-se na denominada Região Sudeste e tem porcapital a cidade de São Paulo. A grandeza do Estado de São Paulo é tal que asua superfície é superior à do Reino Unido e duas vezes e tal quase três a área de Portugal ea sua população de mais de 36 milhões é superior à da Roménia, bem próximada população da Polónia e mais do triplo da de Portugal.
A administração éfeita por um Governo de Estado, cujo governador é eleito democraticamente(assim como a Câmara de Deputados) pelos paulistas, habitantes do Estado de SãoPaulo que englobam também os paulistanos, os residentes na Cidade de SãoPaulo.
Muito há a dizer sobre o Estado de São Paulo, mas como facilmente se compreende, é para mim tarefa bem árdua e praticamente impossível e, assim, em apontamentofinal mais não me restará que vos conduzir a sítios onde podereis conhecer umpouco mais quer sobre o Estado em si e as suas metrópoles, quer sobre estaimensidão territorial chamada Brasil. Um desses sítios internéticos que maisme cativou é o City Brasil - Percorrendoo Brasil de A a Z que oferece ao visitante, em mapas bem estruturados, adivisão administrativa do país e de cada estado, os “números”populacionais, de superfície, densidade demográfica, etc... e dá-nos tambéma conhecer um pouco de História, fala-nos de Economia e Clima e até nos revela locais paradisíacos.
Boa navegação!

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publicado às 11:16

Dissertações Ribeirinhas

por neves, aj, em 30.04.04

Dissertações Ribeirinhas...
(apropósito do Ambiente em S.ta Comba)

 

Mudarde opinião é um direito da mente de qualquer um. Não deve ser acto condenávelse for desprovido dos useiros interesses pessoais que atropelam terceiros. E atése pode considerar acto evolutivo se a intenção é fazer melhor, como se julgano caso presente.
Tendocomo premissa que "ovelha que berra é bocada que perde", também sepode considerar, com ligeira alteração, que facto ocorrido e não berradona devida altura, deixa de parecer... notícia.
Edeixou de ter sentido a ideia inicial de se incluir na peça "Ambiente emS.ta Comba" -publicada neste número- o que neste momento se expõe.
Ribeirad'águas turvas...
Optou-see pensa-se que bem, destacar em artigo independente o que se está a passar coma Ribeira das Hortas. Ao mesmo tempo que se faz um alerta, dá-se voz aosdiscordantes.
Nãodesejando emitir juízos falaciosos diremos apenas que, ultimamente, a Ribeiradas Hortas tem períodos em que se mostra com "cara de doente". Assuas águas apresentam-se sujas com turvação acizentada e não é raro manchasgordurosas boiarem à tona, mais evidente no remanso junto à vivenda dos palmípedes.
Mistério!
Sepadece de alguma enfermidade e se esta é ou não grave, são factores que jáfogem à alçada de quem escreve. Este deve unicamente preocupar-se em dar corpoao que observa e fazer relato com isenção.
 E,mais do que uma vez, "estes olhos que a terra há-de comer"constataram os sinais acima descritos. Transeuntes, que já se tinham apercebidoe justamente criticado, garantiram-nos que tal acontece de segunda asexta-feira.
Natentativa de dar ajuda aos técnicos analistas das questões ambientais,recorde-se então que as "crises" são ao final da tarde de cada diade trabalho e  que ao fim-de-semana dá ideia que a Ribeira recupera.
Adúvida instala-se e especula-se.
Despejos?Fixos ou ambulatórios? Onde? Ruptura de tubagem?
Emexame complementar acrescente-se que a fauna piscícola parece que desapareceu.Morte ou migração dos pequenos peixes para paragens de águas mais limpas?Pura coincidência ou consequência imediata dos efeitos dos materiais lançadosno pequeno curso de água?
Têma palavra as autoridades sanitárias e autárquicas não necessariamente poresta ordem.
Ribeirade paredes limpas...
Coma chegada de temperaturas mais amenas, os passeantes ao longo da Ribeira sãocada vez em maior número.
Zonaademais contemplada, admirada e readmirada tanto por visitantes como por genteslocais é quase imperativo um bom e contínuo estado de conservação eembelezamento.
É,pois, com satisfação que seregista a limpeza das paredes e do leito da Ribeira das Hortas.
O"Recanto" junto à arcada em pedra que faz ponte entre os Largos Eng.Urbano e do Município, está mais apresentável. Mas continuamos com a teimosiade que o tufo de palha-tabúa (ou que outro nome tenha ou que lhe queiramdar) merecia desbaste lateral. A relação água/vegetal dá a ideia de rostodesaparecido no emaranhado de cabeleira farta e despenteada.
Nãopodemos deixar de alertar que doisdos "bancos de jardim" sobranceiros à Ribeira não podem serutilizados impedindo as pessoas de usufruirem descontraidamente a sombra de árvorepróxima. Verdadeiro contra-senso este vegetal. Fornece apetecível sombra, masao mesmo tempo derrama uma resina que poderá colar às travessas do banco o"coiso das calças" do mais distraído.
Fazer"desaparecer" os bancos durante o tempo quente de modo a impedir a idaprecoce das vestes à lavandaria? É ideia bem estúpida.
Abateda árvore e permanência dos bancos? Ideia ainda mais estúpida que nem deveriaser escrita.
Esem sugestões plausíveis, será melhor ficarmos por aqui!

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publicado às 09:22

Outeirinho

por neves, aj, em 30.04.04

Outeirinho...

(combreve incursão ao Douro)

Outeirinho.
Édiminutivo de outeiro, pequeno monte ou elevação...
Vemnos livros.
...simpático, carinhoso, adjectivamos nós.
Outeirinho.
Élugar reconfortante e recheado de emoção.
Élivro e também Diário de páginas gravadas com instantes das etapasmais saborosas da vida: a infância e a adolescência.
Tambémé rua.
Quelhe chamo minha: nela não nasci, mas foi lá que cresci. E como eu,outros mais. O planeamento ainda estava a décadas de distância.
Nãofoi sempre assim a minha rua.
Naqueletempo... no tempo dos calções e quando a penugem na cara ainda era miragem, aparte final da minha rua ficou mais desafogada após recuo de muro.
Tambémo "demoníaco" largo terminal (o correr dos tempos quer baptizá-lo demiradouro) que punha o "coração nas mãos" às nossas cuidadosas mães,foi arranjado. Antes, eu nem podia circular livremente com o meu triciclo detracção pedaleira à roda da frente.
Davedação por murito com meia dúzia de centímetros de altura, cresceuesbelta cercadura de granito (esculpido por mãos sábias) bordada a azulejo. Ea tranquilidade voltou às mães. O árduo trabalho doméstico poderia agora serrealizado com mais calma e cuidado.
Ochão foi manilhado e pavimentado com cubos graníticos cimentados pelo sangue,suor e lágrimas das alegres futeboladas, mas proibidas pelos tenebrosos agentesda ordem de então.
Ótempo... não voltes para trás!
Quemtambém poderia testemunhar, não fora o facto de na altura ainda ser de tenraidade, seria o alto cipreste que hoje é sentinela no livre acesso à minharua.
Avisita de colegas das minhas antigas lides por terras do Douro, fez com que aminha mente recuasse no tempo.
Àmedida que progredíamos pelo meu Outeirinho ia-lhes falando, semnostalgia, dos meus tempos de infância.
Inevitavelmente,também recordámos as nossas peripécias por aqueles lugares recônditos, ondeas Primaveras e os Outonos são maravilhosos, mas com Verões e Invernosradicais. Recordámos as dificuldades sentidas quando, com as condições possíveis,"se fazia das tripas coração" para que a adição ou a raiz quadradafossem parte do conhecimento de jovens com direitos iguais aos das grandesurbes.
-Que mata é esta?
Umabomba estoirou no meu cérebro.
Puxavaeu por todos os galões e mais alguns na explicação de quase tudo o que anossa vista abraçava (desde a bacia das águas do Dão à torre da Igreja de Óvoa)e vai um deles fazer-me interrogação despropositada...
-Não é mata alguma... é matagal.
Atristeza invade o grupo. A mim acrescenta-se a vergonha: os verdes milharais ebatatais desapareceram e as leiras e os bataréus foram literalmente invadidospor todo a espécie de flora selvagem.
-Não tarda muito, os javalis virão cá acima mirar a paisagem.
Piadaque não é descabida de todo...
Porquestões de sobrevivência, os vegetais lutam pela luz solar que lhes permitemaior síntese alimentar e crescem, invadindo. E algumas pernadas voltam já aprivar-nos da maravilhosa panorâmica a partir do largo da minha rua.
Educarcertos visitantes do Largo do Outeirinho seria também tarefa necessária.Mas, não será fácil chamar à razão mentes ternurentas entretidas a ouvir ocanto dos passarinhos, ou será? Certamente dirão que nem com a colocação de papeleiras(... eu, pessoalmente não compreendo a sua ausência), os usados lenços eguardanapos de papel ou as embalagens de tabaco, de bolachas e de iogurtesescapariam ao lançamento no vazio. Mas, não se pode “medir todos pela mesmarasa” e a não existência de caixotes para o lixo em locais como este, é umverdadeiro convite à conspurcação.
Tendoem memória o magnífico colorido das pétalas noutros jardins da cidade, souobrigado a resistir à maléfica voz que me alerta para discriminação, e considerar que se trata apenas de falta de lembrança. Aqui fica oalerta!
Pelaminha rua acima volto ao passado, à era do sacho sem herbicida,mas com o empedrado livre de ervas daninhas.
Etambém voo em direcção ao futuro, imaginando a recuperação (condigna) docaminho entre a Rua do Outeirinho e a Beira-Rio.
Eleexistiu, era nosso e de todos. Agora, é autêntica aventura descer porele.
Tambémnão é quimera alguma a recuperação da Ribeira (nesta zona) e do Matadouro.Assim como do antigo moinho ali existente –não seria interessante ensinar aojovem de hoje um dos passos que o pão dá até chegar à mesa?
Sãoempreitadas tão possíveis quanto desejáveis.
E,afinal, eram preciosidades bem nossas que o "progresso" roubou.

(Redigidofinais 2001)

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publicado às 08:32

Mirando o... Miradouro!

por neves, aj, em 30.04.04

 Mirandoo... Miradouro!

Ninguémterá dúvidas da força que a Imprensa exerce sobre a sociedade. Seja elanacional ou regional, diária, semanal ou mensal, desportiva ou não.
Tantopoderá ser em mero artigo informativo como de opinião.
Masuma das maiores armas da Imprensa é "dar voz ao Povo". Funciona,muitas vezes, como veículo de alerta a "instâncias superiores" dosproblemas que afligem uma dada população e que por descuro ou desconhecimentocarecem de resolução. Também não é a primeira vez que denuncia situaçõesmais obscuras.
Diga-seque, por vezes, é motivo de frustração. Transcreve-se o que se vê ou o queuma boa fatia das gentes entende errado e ... nada. Ninguém liga patavina e oproblema eternamente continua.
Mas,nada nem ninguém é puro.
AImprensa também tem defeitos.
Nãopor culpa do papel, tinta ou caractere e sim daquele que intencionalmente redigeou omite uma simples vírgula de modo a desvirtuar a verdade dos factos.
Afinal,o jornalista também é Homem e este, de um modo geral, adora manipular.
Comtal título em epígrafe, que terá levado o articulista a tais divagantesdissertações?
Aomesmo tempo que dá prazer aos fiéis leitores que apreciam a sua enleada prosae o animam a continuar, aos outros afirma que, parafraseando o poeta Ary dosSantos, escriba castrado jamais será.
Mas,chega finalmente ao cerne do que o levou a escrever, não deixando ainda deapontar mais um dos defeitos de quem escreve. É dado o alerta do que estáerrado, mas com o erro reparado ou remediado, muitas vezes não se"agradece", enaltecendo.
E opequeno Largo do Outeirinho já está mais bonito.
Foiesclarecido o articulista que foi obra reparadora da Câmara Municipal,coadjuvada pelo precioso auxílio dos Bombeiros Voluntários e da Somitel.
Escrupulosamenteaparada dos braços supérfluos, a velha sobreira mais se assemelha a esbeltajovem despida de vestimenta e com copada cabeleira bem penteada.
Tambémpodadas foram as selvagens ramagens, que somente cumprem o natural ritual docrescimento, das árvores a seu lado. Para que o visitante melhor possa usufruirda magnificente paisagem que a retina de seus olhos fotografa.
Melhora apreciará se ao imponente Penedo escalar por caminho empedrado e bemarranjado. Ficou triste o autor destas linhas por não poder narrar sobre avelha oliveira, companheira do enorme rochedo, que tanta sombra em dias deradioso Sol lhe ofertou de modo a fazer leituras mais agradáveis. Mas, deixoude marcar presença no local.
Hásempre aquele triste dia em que as raízes se despegam do solo da vida.
Comotudo ou quase tudo neste mundo!
Mas,também não há bela sem senão.
Acreditandoque tal irá acontecer, pede o articulista que os limítrofes canteiros setornem residência e fonte de alimentação de harmoniosos e multicoloresmembros da vida vegetal de modo a dar mais graça a tão familiar espaço.
Eque aqueles montes de terra, sobras de alguma restaurada obra, sejam espalhadosde modo a não parecer mal aos visitantes e ao mesmo tempo se ganhar terreno aovazio da encosta do pequeno outeiro.
Desejotambém era seu que pequeno, mas estrategicamente colocado, depósito de lixomarcasse presença no local, desconfiando, no entanto, que alguns dos seusembevecidos nocturnos visitantes jamais o vejam. Preferem o "prático"baldear para além da janela do automóvel ou do granítico muro, dos"esperdícios" da terna refeição.
Efalando na bonita cercadura, que para além de impedir quedas convida ao relaxenos seus bancos, será  possível arestauração dos seus azulejos, vandalizados pelo tempo e por reles aprendizesde pedreiros e pintores de obscenas palavras?
Desligadoda realidade, em êxtase panorâmico desafia os Amantes da Natureza a umavisita.
(Redigidoem Março2002)

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publicado às 07:47

Cá pela Urbe

por neves, aj, em 30.04.04

Cápela urbe...
(soltas,mas não muito breves)

Passadiço
Poder-se-áafirmar sem sombra de dúvida que os santacombadenses adquiriram gostosamente ohábito da travessia por esta passagem em madeira, que é já emblema da cidade.
Empasseio ou em "missão de serviço", o passante poderá usufruir dafrescura e da beleza ribeirinhas ao mesmo tempo que escapa ao descabido trânsitoautomóvel na Alexandre Herculano.
Estaligação entre os Aldrógãos e a PontaPraça está a tornar-se cada vez mais agradável graças ao seualindamento. Depois da limpeza do leito e das paredes da ribeira (que se querperiódico dado o rápido crescimento das ervas), regressaram as bonitasfloreiras de petúnias que no anotransacto foram motivo de admiração de todos.
Louve-sea ideia.
Emais...
Ésurpresa agradabilíssima para os amantes da Ribeiraa entrada em restauro das traseiras (é o que neste momento salta à vista) deedifício degradado da orla ribeirinha.
Enormeaplauso.
Queos seus vizinhos tomem em consideração.

Toponímia
Éum facto.
Hánecessidade de reestruturar os "números de polícia" das portas nasruas da nossa cidade.
Bemo focou, no último Defesa, oprestimoso colaborador Sr. David Oliveira a propósito das dificuldades sentidaspelos distribuidores de correio no desempenho da sua função.
Mas,não serão só os carteiros: não é raro que própria porta"entalada" entre pares (... e entre ímpares) se interrogue sobre o númeroque lhe calhou em sorte.
Aproveitandoa onda, fale-se também das placastoponímicas que identificam as ruas.
Umas,segundo o que já lemos neste jornal, parece que desapareceram, mas consta que regressarame a sua reposição estará para breve.
Mas,outras há que deverão ser merecedoras de correcção por conterem imperfeições,nomeadamente a nível ortográfico. Recordamos, por exemplo, os errados Mousinhoe Mangericoem lugar dos correctos Mouzinho(de Albuquerque) e Manjerico.Isto para além de noutras a acentuação ter sido descurada, como são os casos de Municipio e Aldrogãos.
Sabemosque a situação não é de agora, que a responsabilidade foi de"outros", mas a reparação impõe-se.
Porúltimo... os marcos que servem desuporte a algumas placas toponímicas,como por exemplo na Av. Sá Carneiro... Em opinião estritamente pessoal,achamos que tais pequenos pedestais pecam por falta de estética. O granito, apedra beirã, deveria ter sido o material escolhido, mas os gostos são discutíveis.
Quantoà toponímia mais haveria a falar: dos lugares por assinalar a outros ainda nãodenominados ou se o estão escapa ao conhecimento público. Tomemos como exemploo Jardim fronteiro ao Palácio, que desconhecemos identificação (se a possui)e colocamos interrogações quanto à sua localização: se no Alves Mateus.. se no autoproclamado Largo do Tribunal.
Énosso desejo um dia voltar ao tema: com mais calma e munidos de dados maisprecisos. E tendo como única intenção colaborar na reestruturação toponímicada nossa cidade de Santa Comba Dão. Que é indispensável.

Ruas(não) lavadas
Poderiainiciar-se com a clássica: à semelhançade outras cidades...
Masnão!
Somosdefensores que cada terra deve ser única, com características e costumes próprios,embora sem se isolar.
Numdos giros rotineiros tomou-se atenção na sujidade de algumas das artérias danossa cidade. Não nos referimos a montículos de papéis ou de beatas ou aervas crescidas e não rapadas.
Massim à falta de lavagem... com água, do próprio pavimento das ruas.
Nomeadamentea movimentada Mouzinho de Albuquerque:está realmente suja; há manchas um pouco por toda ela. Os pequenos cubos basálticosnecessitam de um "lavar de cara"...
Mas,outras ruas também estão necessitadas.
Oregisto que aqui se faz é apenas um lembrete, já que se sabe de antemão queé tarefa de fácil execução para carro cisterna munido de agulheta.

QuelhaM &M, L.da
Emede malfadada e de malcheirosa. E limitada.
Amente de criança sempre a viu como estreita e escondida. Secreta também: sem passagem para lado algum e só com acesso àRibeira era por vezes ponto de alívio d'águasem necessidade repentina.
Nãosomos conhecedores de outro registo toponímico desta travessa da AlexandreHerculano para além do nome popular "quelha do latoeiro", hojelegítima homenagem à saudosa oficina de latoaria outrora ali existente.
Actualmentelá continua entalada entre prédios que, segundo parece, irão a obras.
Comode obras nada se observa por ora e o taipal do lado da Ribeira lá continua, osmais receosos interrogam-se se não será "aviso" à população deque o acesso deixará de existir. Não podemos crer que tal vá acontecer, poispara além de ser passagem pertencente ao Povo ( há mais de 3 decénios que euo constato), são estas ruelas castiças e labirínticas que dão vida e graçaàs zonas ribeirinhas.
Masa verdade é que se construiu um problema.
Comas silvas a avançarem e a envolverem o entulho ali existente e com o fecho doacesso ribeirinho a dar mais tranquilidade aos imundos, criou-se aqui mais umverdadeiro espaço sanitário público
Paraalém do odor nauseabundo característico, jamais é de excluir assombração de"homem de calças na mão". Aconteceu a grupo de turistas abelhudase por nós foi  testemunhada.
Atéas obras recomeçarem, das duas uma:
ouderruba-se já o taipal e limpa-se a quelha de todo o entulho de modo a que apouca vergonha ainda existente nos ditos imundos os impeça de a utilizar oucria-se um "espaço de ninguém", colocando um tapume deste lado, dolado da entrada.
(RedigidoJunho 2002)

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publicado às 07:30

(mais) uma Viagem!

por neves, aj, em 30.04.04
... redigido em Fev / 2003 e nunca publicado!

Esta é tão somente o relato de (mais)uma viagem, que se quer de Paz!
Na verdade é uma viagem, mas uma Viagembem diferente daquelas que costumava fazer com o meu companheiro felpudo e quevos narrava nas páginas do "semanário da terra" em relatos fiéis sobre lugares danossa cidade. Agora, como sabeis, tal não me é possível, mas com a ajuda dosmeios tecnológicos de que disponho sempre me é permitido calcorrear (à distância,mas na hora) os caminhos do meu país e do mundo. E tão tortuosos que elesseguem.
Em consulta aos jornais e revistas, que salta imediatamente à vista?
Que os tambores da guerra já rufam. Que a guerra no Golfo Pérsico deixou deser ameaça vã para poder ser facto, tal é a determinação norte-americana einglesa. Perguntam os mais sensatos se haverá mesmo necessidade de um conflitoarmado para desarmar o Iraque, para despojá-lo das bombas químicas, biológicase/ou de destruição maciça, que eventualmente possui. E, a existirem, não serãoessas bombas gémeas das tais, daquelas fabricadas por Saddam com obeneplácito  do “ocidente” (queaté lhe forneceu componentes) para enfrentar o Irão e cometer genocídio sobreos curdos? Só que nos anos 80 os maus da fita eram os seguidores do AyatollahKomeni.Mudam-se os tempos...
Interrogam-se ainda esses mesmos sensatos sobre a forçadas Nações Unidas e se o verdadeiro motivo da guerra é o aludido... e nós, na UniãoEuropeia, continuamos sem união alguma. Resta interrogarmo-nos se os líderesda França, da Alemanha e da Rússia extra-comunitária não estarão loucos aodesertarem do seguidismo aos EUA. Mesmo tendo em conta que sãoverdadeiros passarões, aquelas potências europeias revelam vontade eideias próprias –apresentaram um projecto comum para o desarmamento pacíficodo Iraque– ao contrário dos outros, os pardalitos, que certamente já sonham com as sobras de umas gotas de petróleo e com uns restaurozitosno futuro território destruído Para agravar a situação, a Coreia do Nortevem ameaçar (também) com “ataques preventivos” por temerem possívelagressão após a resolução do problema Iraque.
A Igreja pela voz doseu representante máximo na Terra apelou à Paz. “A guerra é sempre uma derrotapara a humanidade”, frisou João Paulo II. Preladosportugueses (nem todos) seguiram-lhe o exemplo nas suas homilias. Movimentospacifistas não param de se manifestar nas cinco partes do mundo. Também aquinesta crónica se apela, também aqui se diz NÃO à guerra!
Continuando aviagem
... os jornais continuam a relatar casos de abusos sexuais a menores.Agora sem receio e acreditando na Justiça, aumentam as denúncias dessa infâmiaque alastra no nosso país poluindo mais que maré-negra de desastre petrolífero.As notícias surgem em catadupa. Recordemos que o despoletar do escândalo foi adetenção de um alegado pedófilo, funcionário da Casa Pia. Depois, Portugalviu cair em desgraça um dos seus maiores comunicadores da Rádio e da TV.Apesar de semanas antes ter negado veemente ante as câmaras, o homem dosconcursos televisivos é detido pela polícia e considerado suspeito por possíveisligações ao já denominado caso de “pedofilia na Casa Pia”.Posteriormente, a Comunicação Social traz à ribalta muitos mais nomes“ilustres” passíveis de investigação.
Fala-se em Polvo pedófilo.Talvez seja Hidra de muitas, muitas cabeças. Cabeças adultas (?) quesofrem de atracção sexual patológica por crianças. Cabeças de “Públicasvirtudes, vícios privados”, como se intitula em artigo da revista Visão referindo-se à carreiradiplomática de um “ilustre”. Os amigos e admiradores dessas cabeçascoroadas pela fama, pela diplomacia ou até pelo exercício de profissõesconsideradas nobres dão-lhes apoio, defendem-nas afirmando que prisãopreventiva não é sinónimo de culpabilidade e que a inocência irá serprovada Chegam a pôr em causa a credibilidade dos testemunhos e até jáfalaram em conluio.
Concordo que todo o ser humano deve ser considerado inocenteaté julgamento e que até possa haver declarações falsas ou exacerbadas emdeterminados depoimentos. Mas, o que opinam esses senhores sobre a situação doarguido toxicodependente (ou ladrãozeco), que se apresenta mal vestido e comausência de modos educados perante um juiz? Dirão que está escrito na caraque ele é culpado, que merece a prisão, não será? Como escreve articulistaem dado artigo no jornal Público:“... criminoso não é o autor do crime mas o feio,porco e mau;é quem está estigmatizado Marcado, substituoeu, para melhor entendimento. Os simpáticos, os bem falantes e bem vestidos sãodos nossos e são incapazes de tais vilanias, não é verdade?
Nãopretendo julgar e muito menos acusar. Pretendo apenas alertar que é tempo de nãosermos tão tolerantes com a gravata e o colarinho branco. Os mediáticos e osfamosos também são homens e como tal erram. Não acreditando que as nossas Políciase os nossos Tribunais estejam loucos, creio na Justiça. Acredito que as medidasque foram tomadas eram as que tinham de o ser. E espero, tal como milhões, queseja aplicada justiça. Sem complacência!

 

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publicado às 07:24

A Biblioteca Municipal

por neves, aj, em 30.04.04

A BibliotecaMunicipal

Verdadeira Jóiada Cultura da nossa evolutiva cidade de Santa Comba Dão, a BibliotecaMunicipal passou por momentos algo conturbados até meados da última década,altura em que ganhou o estatuto de verdadeiro espaço de cultura e que hojeconhecemos.
Inicialmentecriada pelo Município, devido essencialmente a ofertas de várias pessoas daregião, foi largamente beneficiada com a doação da vasta e valiosa colecçãobibliográfica do Cónego Alves Mateus, feita pelo Dr. António daSilveira, seu herdeiro. Refira-se que aquele prelado, nascido nesta cidade em1835, era considerado um dos mais eloquentes oradores da época (séc. XIX),sendo-lhe atribuído o dom dos antigos pregadores. Bacharel pela Universidade deCoimbra, foi deputado em diferentes legislaturas, sendo considerado umparlamentarista vigoroso e de espírito liberal. Foi cónego da Sé de Angra doHeroísmo e da Sé de Braga e faleceu em 1903.
A BibliotecaMunicipal, agora mais rica, estava instalada nos baixos da Câmara, em duaspequenas salas pouco condignas. A consulta aos seus livros tornava-se difícil,pois aqueles estavam literalmente amontoados. Assim, em 1944, a CâmaraMunicipal tomou de aluguer a Casa dos Arcos, antigo solar dos Barões deSanta Comba.
Para a instalação e catalogação detodo o espólio existente, foi nomeado responsável da Biblioteca, o Sr. AntónioSimões Cravo Lima, chefe da Estação dos Correios.
Em 1968, o edifíciofoi considerado de interesse público e adquirido pelo Estado.
Já na décadade 80, devido à necessidade de restauro do imóvel e tendo já como intençãopremente a edificação de instalações condignas de uma biblioteca, esta étransferida provisoriamente para uma sala no Palácio da Justiça.
Anos de impassese seguem!
Com a entrada denova equipa camarária, curiosamente idêntica à que actualmente preside aosdestinos da autarquia, a biblioteca passa a ser prioridade e a expensas suas, aCâmara Municipal, executa a obra. Assim, em 1994 a Biblioteca Municipalregressa ao seu verdadeiro espaço com instalações modernas e funcionais.
Refira-se que aBiblioteca Municipal faz parte da Rede Nacional de Leitura Pública, apósprotocolo assinado entre a Câmara Municipal  e o Instituto Português do Livro e Leitura – IPLL, hoje denominado do Livro e dasBibliotecas - IPLB.
No hall de entrada, imediatamentedesperta ao visitante um computador com acesso à Internet onde qualquerutilizador poderá livremente navegar.
Na ampla e bemmobilada Sala de Leitura Geral, o utilizador poderá consultar com livreacesso às estantes, os títulos desejados. Para maior simplicidade as obras estãocolocadas por assuntos, mas em caso de dúvida, solícitas técnicas ajudarão.Esta sala recebeu o nome de David Oliveira, em homenagem a este artistasantacombadense. Nela poderão ser admiradas obras da sua autoria na área damedalhística (onde mais se notabilizou), escultura, fotografia e pintura queele próprio doou.
Anotícia também está ao alcance. O leitor poderá encontrar jornais diáriosnacionais (“Jornal de Notícias” e “Diário de Notícias”) e desportivos – “Record”, um grande leque de jornais regionais e títulosde várias revistas na Sala dos Periódicos. Um semanário de âmbitonacional está também ao dispor.
Os mais pequenospoderão frequentar a Sala de Leitura Infantil/Juvenil. Aqui, para alémde terem acesso a uma pequena biblioteca, poderão ainda dar largas à suaimaginação, fazendo teatro ou pintura, sempre com acompanhamento de funcionárias.Em complemento existe uma outra, a Sala da Hora do Conto, onde poderãoouvir uma história ou visionar um filme vídeo ou DVD.
A Sala deAudio-Visuais está vocacionada para os grupos etários mais velhos, ondetambém poderá ser visionado um filme ou ouvir um agradável CD.
Se necessidadeou curiosidade houver em consultar livros, revistas ou jornais antigos, algunsainda em circulação e outros já desaparecidos, como “Sul da Beira”,“Beira Dão”, “Santacombadense” ou “Diário da Manhã”, estesencontram-se em arquivo na Sala de Reservados ou do Livro Antigo.
O funcionamento da Biblioteca Municipalé assegurado pelos Serviços Técnicos. Em gabinete próprio, estesserviços carimbam o livro recebido que seguidamente é registado, catalogado,classificado e etiquetado. Finalmente a obra irá ocupar o seu lugar próprio naestante. É igualmente garantido um serviço de fotocópias, para além doinevitável apoio ao utilizador.
Igualmenteé de sublinhar a existência de dois postos, não directamente relacionados coma Biblioteca, mas que funcionam no local, devido a protocolos estabelecidosentre a Câmara Municipal e a Secretaria de Estado da Juventude. Um deles, o PIJ(Posto de Informação Juvenil) instalado no hall de entrada,informa e dá apoio aos jovens. Neste posto pode ser adquirido o Cartão Jovem.O outro é o Centro da Fundação para a Divulgação das Tecnologias deInformação (FDTI) que funciona em sala própria. Organiza cursos de informáticadestinados à comunidade e, em especial, aos jovens, para melhor preparar a suaintegração na Sociedade de Informação. Este Centro também dá apoio informáticoà própria Biblioteca.
Finalizando,refira-se que este espaço cultural é muito solicitado por jovens estudantescom o intuito de fazer pesquisa para a realização dos seus trabalhos. O horáriode funcionamento é das 9 às 12:30 horas e das 14 às 18:30 horas.
–
Especialagradecimento aos Serviços Técnicos da Biblioteca Municipal e ao Sr. HelderMaurício.–
(Redigido emOutubro 2001)

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publicado às 06:22




  


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