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Progresso

por neves, aj, em 24.05.04
... evolução ou involução... eis a questão!
(Redigido Dezembro 2003)

Serãoos “avanços” observados no mundo e que apelidamos amiúde de progressofrancamente evolutivos?
Aquestão é um verdadeiro paradoxo ou contra-senso visto que em simples consultaa dicionário constata-se que os vocábulos são referenciados como sinónimos;no entanto tal semelhança não será tão linear. É um facto que ambos sãoindissociáveis, mas não faltará a esse movimento para diante quedefine o progresso uma certa orientação ou ordem, predicados próprios daevolução? O processo evolutivo, apesar de lento tem a particularidade de sercalculado, autocontrolando-se, sem necessidade de se promover. É muito própriodos seres vivos e parte sempre em busca de uma situação melhor, mais perfeita,segura e duradoura tanto para o indivíduo (ser vivo) como para a comunidade emque ele está inserido. Por si, o progresso tal como o conhecemos hoje, apesarde necessário e indispensável tende a não ser gradual. Tende a ser rápido emdemasia (muitas vezes em velocidade eleitoral) e global, não dimensionando asconsequências nem olhando a quem nem aos meios para atingir os fins. Fins estesque posteriormente verificamos interferirem de modo pernicioso no verdadeiroprocesso evolutivo.
Como (maus) exemplos salta imediatamente à memória o quase aniquilamento, emprol da civilização e do progresso, de povos de outras raças noentão chamado “novo mundo” em destrinça à “velha Europa”. E também adevassidão poluidora da Revolução Industrial no século XIX e do uso e abusodos derivados de petróleo nos nossos dias. Anos atrás o caso Chernobylfoi mais um desses desastres a que o progresso presidiu... mal. Que nosestará ainda reservado? O mundo parece que já esqueceu que não é capaz de controlar a brutal forçados átomos e tende a repetir aquele assustador exemplo agora na forma tentadade guerra. Sobre esta, o mundo tem dito sistematicamente NÃO, mas os receptoressão surdos. A palavra (leia-se diálogo) que foi conquista ímpar noprocesso evolutivo do Homem fica abafada por uma incontinência verbal bélicaem nome do progresso, em nome do chamado bem estar mundial e, porque não,do desejo (omitido) de testar as novas e evoluídas máquinas.

Mas,consideremos o progresso na verdadeira acepção da palavra.Consideremo-lo como a evolução gradual de um ser ou de uma comunidade naconquista do seu bem estar. Nas duas últimas décadas Portugal tem sido,num geral, um dos exemplos desta definição e a nossa cidade de Santa Comba Dãotenta também não se deixar atrasar como relatam as notícias que me chegam oraatravés do Defesa ora através do site de Santa Comba. Em pequenoparêntesis frise-se que a página na internet do nosso município estábem conseguida, com cores harmoniosas, acessos fáceis e informação quantobaste. Ainda jovem necessita de ser amplamente divulgada e tornar-se-ia aindamais apetecível com uma maior colecção de fotos de todo o concelho (tamanhassão as belezas), para além de uma maior participação dos visitantes nos fóruns.
Doque leio, não me passa ao lado o desafio lançado à veia escritora dosmais novos nem as acertadas críticas ao “esquecimento” dos direitos dos quepossuem limitações de locomoção e que se deparam com barreiras intransponíveisno acesso a vários locais-chave da cidade. Também não fiquei indiferente aodesejo (legítimo) de homenagear em lápide os nossos conterrâneos que emtempos idos foram obrigados a lutar além-mar (com consequências bem terríveis)por interesses doutrem e que eles próprios desconheciam. Aqui, as opiniões(livres) da população serão díspares: uns irão entusiasticamenteaplaudir outros condenar. Outros assim assim. Ao edificar-se tal reconhecimento,um pequeno desejo: que também seja perpetuado o sofrimento calado dasheroínas que viam partir (sem compreender e incognitamente assustadas quanto àviagem de retorno) os seus filhos ou esposos para uma guerra localizada lálonge... em nenhures!
Por último, após agradável relaxe com a anedota e a adivinha do amigo sr. JoséLuís, ponho-me a imaginar a ansiedade dos santacombadenses no que toca aoarranjo da entrada oeste da cidade. Certamente “estarão pelos cabelos”devido aos transtornos provocados pelo aumento do fluxo automóvel no “coraçãoda urbe” e com a agravante de decorrer em Inverno chuvoso, mas o progresso nãose compadece. Para melhorar é necessário saber sofrer, ter um pouco de paciência.O que realmente é discutível é a demora na execução da reconstrução da Pontedas Hortas, que já ultrapassa (consideravelmente) o tempo previsto. Havê-las-á,mas fogem do meu âmbito as razões desse atraso na reconstrução do Viaduto,este sim o nome que sempre ouvi desde criança, que tenho transmitido e jamaisserei eu a propagar outro qualquer apelido que lhe queiram colocar!

(Redigido Dezembro 2003)

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publicado às 18:50




  


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