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Independência ou Morte

por neves, aj, em 07.09.04
7 de Setembro</span>
Dia da Independência do Brasil

Reza a História que foi no ainda não tão longínquo dia 7 de Setembro de1822 que D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal proclamou o célebre"Independência ou Morte". A expressão ficou imortalizada como o"Grito de Ipiranga", por o acontecimento se ter passado nas margens dopequeno riacho com aquele nome aqui às portas de São Paulo, e simboliza ocorte do cordão umbilical da então colónia com a "mãe-Pátria".
Mas fique desde já assente que a Independência do Brasil não resultou dumasimples proclamação de D. Pedro. Ela decorreu de um longo processo dedecadência  do sistema colonial português, marcado pelos crescentesmovimentos conspiratórios sintomáticos no Brasil, como a InconfidênciaMineira, a RevoluçãoPernambucana ou a Revoltados Alfaiates, todas elas marcadas como manifestações de ideias liberais.
Para saberdes um pouco mais, pois todo ou quase todo esteprocesso de emancipação é desconhecido de nós portugueses, encaminho-vospara esta  enciclopédia que achei credível e onde podereis tomar um conhecimentomais aprofundado sobre a Independência do Brasil.
À procura de mais saber, apreciei também o que li nestapágina que vos indico e em atitude meramente curiosa (e jamais saudosista)tentei recordar o que se passava em Portugal por esta altura. Teria Portugaltambém "dado" o seu contributo?
Do meu velho livro (que tive o cuidado de trazer) de História de Portugal, daquela "História" quenos era incutida na Escola nos idos anos de 60 do século passado, busco algunsdados e transcrevo, com uns salpicos ali e ali bem à minha maneira, o que poderá se considerar o contributo português para a Independência doBrasil ou seja aquilo que os historiadores chamam de causas.
Nos finais do século XVIII, reinava em Portugal D. Maria I, A Piedosa. Teriaenlouquecido e seu filho D. João foi nomeado regente do Reino. Entretando naEuropa, mais propriamente em França, Napoleão Bonaparte cresce e busca oalargamento dos seus domínios. Decreta o Bloqueio Continental à Inglaterra, emque todas as nações teriam de proibir a entrada nos seus portos aos naviosingleses, não podendo com eles comercializar. Tradicional aliado dosbritânicos, Portugal não adere ao dito Bloqueio e é invadido pelas tropasfrancesas. Comandada por Junot, esta primeira Invasão (das três queaconteceram) dirige-se rapidamente a Lisboa para prender a família real que àspressas, em louca correria, abandona o país e foge para o Brasil deixando opovo abandonado à sua sorte. Estava-se em 1807.
Chegado ao Brasil em Janeiro de 1808, em pleno Verão brasileiro, D. João esua numerosa corte instala-se no Rio de Janeiro e logo de imediato decreta guerra à Françaabrindo os portos aos amigos ingleses. Por morte de sua mãe (1816), o regenteé aclamado rei como D. João VI e recebe a pomposa designação de Rei do ReinoUnido de Portugal, Brasil e Algarves, o que teria agradado imensamente à corte,visto que a fidalguia parasitária deixava de residir numa colónia e sim numreino. Mesmo com Napoleão já derrotado o rei resolve ficar por terrastropicais. Não regressa à Pátria... governa à distância. Enquanto desenvolve a colónia deixa o "seu" país entregue aos "amigos ingleses"...o povo português enfrenta a miséria e orei lá longe curte a vida, numa de sol e banhos. Terei mesmo de concordar que "...era quasecomo se agora Portugal fosse colónia do Brasil", frase que li no CanalKids, sítio destinado a crianças, mas que vos recomendo para um entendimentorápido e simples desta Independência e não só. (fica o alerta aonacionalismo luso que poderá não gostar de alguns termos empregues)
Continuemos. O descontentamentoem Portugal era grande e após a Revolução de1820  os ingleses foram postos a andar, sendo o governo absolutosubstituído pelo constitucional. Registe-se que aquela revolução, tambémchamada de Revolução do Porto foi  arquitectada por Fernandes Tomás,Ferreira Borges e outros, onde se destaca também o santacombadense Silva Carvalhonascido na Vila Dianteira. A junta governativa, de regência, impõe o regressode D. João VI. O rei, talvez por arrependimento qualquer e por desejo de morreronde nasceu, regressa em 1821 à Pátria  que nunca deveria ter abandonadoeno ano seguinte jura a Constituição. Antes de partir tinha deixado seu filhoPedro como regente do Brasil e o resto já sabemos. Resta dizer que D. João VIsó reconhece a Independência do Brasil no ano de 1825 e morre em 1826.
Em remate e voltando aos dias actuais, mais precisamente hoje,digo que a Festa da Independência foi bonita, pá. Desfiles a vincar opatriotismo foram feitos um pouco por todo o Brasil, com destaque na capital Brasília.


(mais fotos)
(notícia)

Via TV pude ver,surpresa das surpresas, o "nosso" Primeiro Ministro ao lado (esquerdo)do Presidente da República do Brasil, Luís Lula da Silva. Lindo de apreciarlado a lado o "colonizador" e o "colonizado que se rebelou",provando que "águas passadas não movem moinhos"!

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publicado às 14:55




  


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