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mail mário

por neves, aj, em 30.12.04

Caros Amigos

Para mim a festa de Natal tem um carácterprofano e serve essencialmente para juntar a família que, ao longo do ano, andaafastada e, por falta de tempo, não convive tanto quanto gostaria.

 Não pretendo que cada um de vocêstenha a mesma posição que eu em relação a esta quadra, por isso o meu desejoé que cada um a viva de acordo com as suas próprias convicções e sobretudoque sejam muito felizes com elas.

Com um abraço de amizade desejo a todos umFeliz Natal para todos.

...

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publicado às 00:09

Escrever é preciso...

por neves, aj, em 29.12.04

  2005

 

 

 

 

 

 

Bem-vindo

... de preferência ou antes, obrigatoriamente bem. E...

Fugindo aoque tinhadelineado quando dei título a este post ou entrada, vem a propósito dizer que este bemescrever que referi nada tem a ver com a arte de bem cavalgar em toda a pena, mais própriados iluminados que nos iluminam, como escritores ou colunistas... tem antes a ver com a denúncia das atrocidades à Língua Portuguesa que encontro em fóruns e outroscanais cibernéticos de comunicação ou de conversação, os chamados chats, onde cada um escreve akilo que lhedá na real gana. É verdade todos temos direito a dar pontapésna gramática, mas primar por assassinarsistematicamente os qu (e algunsC) é já abuso que depressa cairá em vício e não me espanta que um diatenhamos um ministro da educação ou da cultura (se ainda existir o termo) a dizer kakilo que se escrevia noutros temposestá ultrapassado e é necessário alterar.  Eu até mepodia marimbar para isto –por essas alturas de kapas novas até ébem provável que eu já tenha embarcado para nenhures ou se ainda pisar terra neste planeta sereisuficientemente burro teimoso para me recusar a vesti-las– mas o que eu não consigo éconcordar com este aniquilamento (por preguiça de quem escreve) do "quê de quáquá"ou "quê de nove" que tanto trabalhinho me deu na EscolaPrimária para descobrir quando é que o deveria aplicar.Só por isso é que faço o presente reparo, apesar de ter fugido da trave mestra que tinhaem mente.
Assim, entre um trago de saboroso café genuinamente brasileiro e uma passa num miserável que tenho entre dedos e que apesar de já ser quase beata ou bituca (como por cá se diz) não desiste emfumigar-me os pulmões, volto ao
Escrever é preciso

porquenão quero que fiquem com a ideia queadormeci à sombra da Árvore, que meti férias ou que o assunto esgotou.
Masescrever o quê?
Hoje não me vou socorrer da bóia-futebol, que apesar de aguentaro Voz do Seven à tona das ondas quando o mar da imaginação anda revolto, o deixa à mercê de legítimosreparos por só falar de bola (sendo, no entanto, algumas dessas observações orgulhosamente bem vindas). O lógico seria pegar na QuadraFestiva que se atravessa e aí estava eu a desejar Bom ou Feliz Natal. Acontece que nem todoscomungam das mesmas ideias ou convicções e vem aqui a propósito, bem a propósito,transcrever-vos um mail que recebi do meu amigo Mário, autor d' AChama do Dragão de que vos costumo falar, mas que também assina no Acuso1 e nos críticos Acuso 2 e Atrás da Orelha. Por outro lado aoobservar as cinco letrinhas de Feliz, a felicidade de escrever fogeimediatamente lembrando-me das Injustiças Sociais que se nos deparam no dia-a-dia.
Penseifalar da Consoada, mas imediatamente o meu estômago se contorceu fazendo-me lembrara Fome que grassa nomundo.
Ainda me tentei socorrer de coisas, de palavras dopassado, dos meus tempos de infância, e até recordei que na azáfama da feitura doPresépio a última coisa a colocarera uma pequena faixa no telhado da casita-estábulo da Adoração aoMenino e que dizia mais ou menos isto: Glória a Deus e Paz na Terra... comovêem nem os sonhos de uma criança eu vos posso transmitir ou desejar.
Por fim poderia desejar-vos o habitual Feliz ou Próspero 2005. E é até o que "sinto na alma".Mas acreditais vós que o Novo Ano nos traga melhorias? Sociais... ou até ambientais?Que as desigualdades entre as pessoas irão diminuir? Que quando se falar no Homem só se falará de uma raça, a humana emais nenhuma? Acreditais que os Povos oprimidos se irãolibertar? Que 2005 vai oferecer o entendimento aos povos em luta e que osactos de terrorismo (perpetrados por grupos ou pelos próprios Estados) vão(finalmente) ter fim, libertando-nos do medo? Acreditais vós que os donos destemundo mundano vão finalmente ver que basta reduzir o orçamento bélico econduzir inteligentemente esses sobejos para a luta à Fome no mundo?
Em verdade vos digo que seria meu desejo que este pessimismo fosse arredado para bem longe,mas a imbecilidade que reina no planeta afasta-me de pensamentos positivos.
Bem, afinal estavasem saber o que deveria escrever, consegui fazê-lo e num lampejo de felicidadedesejo que, apesar de tudo, o Novo Ano de 2005 seja bem positivo para todo mundo.

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publicado às 23:40

A minha cidade...

por neves, aj, em 28.12.04
alinda-se maravilhosamente para o Natal!

Para observar melhor as iluminações de Natal na minha Santa Comba Dão... natal, queiram ter o obséquio de visitar o portal dacidade (não esquecendo de clicar nas fotos para ampliar).
Deste lado, da Sampa onde resido, indico-vos esta página ondedevereis ampliar cada uma das cinco (maravilhosas) fotos e não esquecer de visitar o"balé das águas". Em ritmo fugidioainda uma indicação ao Natal de Gramado, " lá para baixo" para o Estado do Rio Grande doSul. Esta zona das Serras Gaúchas é chamada de "pedacinho da Europa emterras tupiniquins" e para além das festividades natalícias, a cidade deGramado é também conhecida pelo Festival Anual de Cinema e ainda pelaindústria de móveis e artesanato.

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publicado às 16:39

Noite de Paz

por neves, aj, em 24.12.04

Noite de Paz

Noite de Paz?
Noite de Amor?
não percebo
não sou capaz
de entendertanta dor
a norte, sul do equador
não esquecendo Timor.
Quero e desejo
mas não prevejo
que os donos deste
mundo mundano
se lembrem algum dia
dos direitos humanos.

Seven 1996

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publicado às 21:30

Da minha Santa Comba

por neves, aj, em 23.12.04

.. simplicidade é (realmente) sinónimo de beleza!
Voz do Seven agradece e retribui  votos de Boas Festas à nossa (sempre) jovem cidade ea todos os santacombadenses... naturais ou os que a tomaram como terra adoptiva.Também uma palavra reconfortante para os santacombadenses ausentes, tal como eu: em pensamento bem positivo tenham em mente que também lá estamos sempre que odesejarmos, pois jamais serão uns quilómetrozitos a apagar da memória a Santa Comba que nos viunascer.
Que o progresso ordenado tome conta da nossa terra e que abeleza das palavras finais da mensagem do Presidente faça eco na mente de cada um.

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publicado às 08:57

A Ling Univ-Cálculo do dígito

por neves, aj, em 18.12.04

... dígito de controlo, verificação ou "check digit", comoqueiram.
N1 N2 N3 N4 N5 N6 —


D
dígito de controlo

Poderáparecer que é "entrada" fora de propósito, mas tem explicação bemlógica e plausível. É que é nada mais nada menos que a resposta ao comentário de umvisitante do Voz do Seven, mais propriamente do texto A Linguagem Universal e oBI (Crónicas Minhas). E como é de aplicação em quase tudo que"mexa" com arquivos, Voz do Seven entendeu revelar ao Mundo.
Fica,porém, o aviso de que o citadotexto é de leitura obrigatória assim como os respectivos comentários para se entender o propósito do quese passa a expor...

Cálculo do dígito de controlo

O número em questão é 8074662 – 4e em que este último4 é o dígito de que partiremos em busca. O número passa assim a serconsiderado como

8074662 – D

e deixemos completamente em paz  a letra D passando aconsiderar 8 074 662 como número em citações futurasaqui no texto.

O primeiro passo é fazer (quase) exactamente o que foi feitona verificação da validade do BI – fazer o produto, a partir da direita paraa esquerda, de cada um dos algarismos do número (atenção... 8074 662) por 2, 3, 4...porque é sabido que a multiplicação por 1está reservado ao valor da letra D.

Temos então

algarismos
do número
factor
X
produto
D 1 ? ?
2 2 4
6 3 18
6 4 24
4 5 20
7 6 42
0 7 0
8 8 64
Total

172

O segundo passo, tal como na citadíssima verificação, édividir o total obtido  por 11 (172 : 11). Sabemos de antemão que esta divisãonão é exacta, não vai dar resto igual a zero, pois "falta-lhe" acrescentar o produto pela nossa incógnita D.Mas, façamoscom "lápis e papel" a operação

172

11

62

15

07

Verificamos que o resto é sete, R=7 eo "truque" agora consiste em tornar este mesmo resto igual a zero, R=0.Se o resto é 7 basta acrescentar 4 unidades (11 – 7 = 4)para obtermos um número divisível por 11, que é ele  próprio.

Vamos antes de mais verificar se 176 (172 +4) é divisívelpor 11

176

11

00

16

... na mouche, deu R=0!

Portanto "o que nos falta" no Total são 4 unidadesque terão de vir do produto de 1 por D
ou seja

se     1x D = 4, então D=4

Resumindo:

Fazer as continhas... calcular os produtos e ototal, sem esquecer de reservar o factor 1 para o check digit, dividir por 11,considerar o resto e ver quantas unidades faltam ao resto para chegar a 11...serão então estas tais unidades o DÍGITO DE CONTROLO.

A Linguagem Universal e o BI

Códificação de vagões no Brasil

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publicado às 12:31

Caro Deco - parte II

por neves, aj, em 16.12.04
Não esquenta a cabeça...  tua (Bola) Prata vale muito!

Poderão até dizer que "sabe a pouco", mas quanto a mimnão. Ficaste em segundo... Shevchenko foi primeiro... e depois? Eu até sei que tu aceitas a escolha, pois (tu também já o tinhas enaltecido) marcartanto golo num campeonato como o italiano, apesar de pertencer ao poderoso AC Milan, éfeito a ser destacado.E mesmo estando a contar com a tua vitória nesta eleição promovida pelaprestigiada revista francesa France Football (é francesa, mas aocontrário do que muito "boa gente" julga os eleitores sãojornalistas de 52 países) digo-te que fiquei contente só com o facto de teres sido reconhecido como um dos melhores jogadores e quero deste modofelicitar-te.
Por aqui, pela tua terra natal, a boa nova foi também anunciada, masdigo-te que a preocupação maior é comentar a"injustiça" do triunfo do ucraniano (que já tinha sido duas vezes terceiro, em 1999 e 2000) em desfavor do teu honrososegundo lugar que assim passa quase desapercebido na terra que te viu nascer.

Será a velhahistória de que "ser segundo é o mesmo que ser último", caro Deco? Eu espero que (já) não penses assim e lembra-te que paraa maioria dos portugueses a tua Bola de Prata é um prémio que (também) prestigia oPaís e a Selecção Nacional Portuguesa.
Mas,voltando à tão badalada "injustiça" . Estarão os jornalistas brasileiros (alguns deles,faça-se essa menção) a ser justos? Eu pensoque não. Não posso concordar de maneira alguma com o jornalistaChico Lang que considera a consagração do avançado do AC Milan comouma "escolha política baseada em preconceitos contra ospentacampeões". Cada cabeça sua sentença e temos quedemocraticamente aceitar as opiniões de cada um, mas... pelo meu lado, abstenho-mecompletamente de comentar essa "coisa" de preconceito, porque na minhamaneira de ver se eu "ataco" os outros de preconceituosos para comigopoderei estar a cometer o pecado do preconceito para com eles visto que lá diz o povo quequem julga causa própria não pode julgar bem.
Adiante que isso não é para aqui serdesenvolvido.
Quem interessa agora és tu, caro Deco. Quero que saibas que oque me levou a trazer à luz esta "discussão" foi unicamente avalorização da tua segunda posição e não o ataque ao primeiro lugar deSchev (até o poderia fazer visto que contaria com o apoio do grandeMichel Platini) e também não pretendo, em pequena vingançazita,  afirmarque afinal terias todo o direito de estar presente nos 3 finalistas do prémioFifa e associados. Por outro lado, o que também me leva a escrever é manifestar publicamente o meu lamento por não ter ouvido nem lido nada em tua"defesa", havendo uma única preocupação de valorização de teupatrício colocado em terceiro lugar, esquecendo-se os senhores jornalistas quefoste campeão europeu a nível de clubes, vice no Euro 2004 e foste consideradoo melhor meia, penso que não estou errado, da Liga dos Campeões.
Abro aqui parêntesis para fazer pequena advertência a quem me lê e a ti próprio caro Deco, pois poderádar a (falsa) ideia que me move algo contra Ronaldinho Gaúcho (que ementrevista também te deu apoio). Nada disso, pois então. A sua arte é obrigatoriamente de ser admirada e buscando palavras tuas... é um futebolista que dá prazer ver jogar. Nesta análise a Ronaldinho Gaúcho completo ainda com uma frase que aplicaste na entrevista ao MaisFutebol: "possui aquele toque diferente". E, em tom de brincadeira, como poderia eu não gostar de um jogador quecomunga de opinião idêntica à minha em relação a Diego Maradona?

Já mealonguei mais do que pretendia, caro Deco. No entanto antes de finalizar não quero deixar de felicitar-te pelo teu bom começo detemporada quer a nível da Selecção das Quinas quer no teu Barcelona FC... e atéte digo que já me motivaste para os jogos dos "azul-grená". Não te vou dizer que passo o desafio a roer as unhas para que astuas cores ganhem, pois em matéria de clubes estrangeiros não tomo partido,aliás evito tomar. E não me venham com essa coisa de apoiar um clubeestrangeiro por lá jogar um patrício, porque se assim fosse então haveriajogos em que eu teria de apoiar as duas formações como aconteceu no FC Barcelonaversus Málaga CF,pois estavam presentes do lado desta última formação o Litos, o Duda e oEdgar, não tendo eu a certeza se o antigo jogador encarnado é de nacionalidadeportuguesa ou angolana. Não sei se já te disse caro Deco, mas nesta questão de torcer por um clube eu tenho prioridades e umadelas chama-se Académica de Coimbra, a Universal Briosa (entra aqui noCantinho), não invalidandocontudo que apoie qualquer agremiação desportiva portuguesa desde que jogueperante clubes estrangeiros... portanto, caro Deco, se defrontareso FC Porto na Campeões podes tirar o cavalinho da chuva,pois não irás ter o meu apoio.
Olha, vou mesmo acabar... abraço e continuação de boas jogas!

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publicado às 22:51

Tripas à Moda do Porto

por neves, aj, em 14.12.04

Este Domingo, deliciei-me comTripas à Moda do Porto...

... iguariapor aqui conhecida como dobradinha com feijão que é também da variedadebranco talcomo desse lado do Atlântico. Penso que na suaessência a confecção não deve variar muito (salvaguardados que sejam ossecretíssimos... segredos)  apesar de que o produto final apresenta-se, porestas terras são-paulinas, com a dobradinha cortada em tiras e sem a presençados saborosos "folhos". A falta da saudosa chouriça é preenchida coma "linguiça tipo portuguesa"... costumes, pois "cada roca comseu fuso e cada  terra com seu uso".
Cá em casa é frequente fazer-se este saboroso prato. Nesteúltimo Domingo, 12, eraocasião mais que propícia e assim  passavam poucos minutos das 8 damanhã (as 10 desse lado) quando o feijão mergulhou na água da panela da pressão. Mas, se jápor si o tempo de cozedura do feijão branco dá dores de cabeça, a preocupação aumentava por a atenção"de quem estava a tomar conta da panela" estar mais virada para a transmissãotelevisiva vinda de  terras do sol nascente e em que uma armada lusa(reforçada com técnicas africanas, brasileiras e até gregas) tentavaconquistar o ceptro  intercontinental frente a uma congénere colombiana.
Duro...na primeiraespreitada à panela, o feijão ainda estava duro. Minutos passados acontecia a mesmacoisa... duro ainda. Era mesmo falta de pontaria e nem me furtei de comparara minha visão para o feijão com a dos atacantes da armada portuguesa no ataque àmuralha defensiva:  as "bombas" nunca acertavam na mouche, odestino delas era passar ao lado ou bater com estrondo nas traves. Arre bolas.... seria falta desorte ou azar em demasia? Venha de lá o diabo arbitrar... o diabo ou o outroque algumas vezes julga como ele e que resolveu também fazer autêntica diabrura  anulando o que estava bem certinho.
O tempo iapassando, mas a ansiedade combatia-se e com paciência esperava-se encontrar umporto bom...  embora sempre comcautelas redobradas,  não fossem as caldas entornarem e estragar o quetanto trabalho tinha dado, que no meu casoseria apenas ficar a papas (de feijão) ou optar por mais um desafio, mas no deles, nocaso dos valentes soldados, seriaa perda irreversível da disputa.
Depois de momentos angustiantes, tudo acabava embem: enquanto as Tripas à Moda do Porto iam exalando aromático perfume, o tirodos outros gajos saía p'ro largo e a chama dos nossos acertava oalvo incendiando o último dos focos da resistência adversária. Nofinal,  os valerosos em euforia constante subiram ao mastromais alto e mostraram ao mundo os troféus conquistados.
Foi bonita a festa,pá... com foguetes e tudo!
E pronto... aquime tendes, após calma digestão das divinas, aservir-vos de forma bem diferente mais um saboroso êxito dos homens que cospemfogo na hora certa e que levaram  bem longe (mais uma vez) os nomes daPátria e da terra das gentes "tripeiras com muitoorgulho".

Cidade – c.m.

Cidade – história

Cidade – memórias

Vinho do Porto

Cidade – fotos

Cidade – brasileiros

Cidade – mapas

 

 

Receita 1 – Receita 2 – Tripeiros

</center>

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publicado às 07:53

Lendas

por neves, aj, em 14.12.04

Lendas à moda do Porto

"Tripeiros"?... com muito gosto!

Duas ocasiões contribuiram para que os portuenses gostem tanto da alcunha de "tripeiros".
Tudo começou em 1384 quando Rui Pereira organizou uma armada de 17 naus e 17 galés para acabar com o cerco dos Castelhanos a Lisboa. No conjunto dos 34 barcos levou toda a carne que havia na cidade do Porto para poder acudir os lisboetas famintos.
No Norte ficaram as tripas que os moradores cozinhavam com feijões.
Já em 1415, foi de novo construída uma armada mas desta vez para conquistar Ceuta. E mais uma vez o povo do Porto abdicou da sua alimentação para ajudar os marinheiros.
O gosto pelo prato pegou de tal forma que mesmo depois da paz voltar os portuenses continuaram a confeccionar as Tripas à moda do Porto, que se tornou parte da história da cidade.


(transcrito de site qualquer... todos os consultados fazem idênticareferência)

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publicado às 07:31

Racismo, não!

por neves, aj, em 12.12.04

Era minha vontade estar a escrever com "tinta"azul...

... não o façocomo forma de protesto.
Também era minha vontade estar a dar a habitual forcinhaaos azuis e brancos para o jogo de hoje, no Japão
... e também não o façocomo forma de protesto.
É verdade que a (grande) instituição FC Porto não merece esta desfeita, mas eu tenho o direito à minha revolta.E resolvitraduzir essa revolta, essa indignação, desta forma: com silêncio nadivulgação ao desafio e nojo pelo comportamento de algunsenergúmenos presentes no último jogo da Campeões no belo (conspurcado nessanoite) Estádio do Dragão.
Mas, por outro lado, quero também que este meu silêncio seja contrabalançado, superado por um gritobem alto e de alerta a "todos os Homens de boa vontade":

RACISMO, NÃO!

... no futebol, no desporto em geral, na escola, no trabalho, noquotidiano.
Faço o pedido de que seja compreendido nesta minha tomada deposição. Só pretendo chamar a atenção para os problemas raciais emcrescendo e jamais  culpabilizar o FC Porto ou a sua grande massaassociativa, porque adeptos de fibra tem-nos o FC Porto e um dos exemplos é o meu grande amigo Mário, dragão dos sete costados e membro activod' A Chama do Dragão, que em artigo primoroso revela também a sua indignação,revolta e vergonha por ter assistido, no Dragão, a tais atitudes racistas. (antesde continuar seria bom lembrar aos clubes de futebol que não ficaria mal fazer uma "investigaçãozinha"aos membros das suas claques, organizadas e não só, tendo o cuidado, porém,que tais atitudes de pesquisa não se confundissem com as práticas "pidescas").
Conto assistir ao desafio disputado lá pelas longínquas paragens do país do sol nascente, pois um canal televisivo já se comprometeu a transmitir o dito para todo o território brasileiro. Torcerei e espero que no final o nome de Portugal seja elevado, mas Voz do Seven não divulgará sequer o resultadofinal. É a forma de contestação que escolhi. Dir-me-ão que é atitude infantil e que nem levará a nada. Sim, tambémestou consciente disso (infelizmente), mas esta minha consciência também necessita deacalmar, de se sentir bem por ter feito algo (por mais absurdo que possa parecer) em prol daIGUALDADE DO SER HUMANO.
Face ao que está a passar-se e que tem chegado atémim, quanto ao (re)nascer desses focos racistas nos estádios de futebol da Europa,pois que as Ligas, as Federações, as FIFAs e UEFAs e não sei mais quemcomecem a tomar medidas. Aqui fica o pedido, aliásexigência de que têm de colocar imediatamente freio nesses fanáticos. E essasinstituições têm obrigatoriamente de obrigar cada clube a extirpar o mal. Sepor variadíssimas razões esses clubes não o fizerem, pois que venha apunição. E nãobastarão punições com jogos à porta fechada e multazitas. Tem que haver maisdureza. Perguntarei, talvez até com um certo "radicalismo", porque nãofinalizar drástica e imediatamente desafio em que manifestações dessas sefaçam ouvir?...  tal como fez um árbitro na Holandajustificando-se com a falta de condições psicológicas por o estarem a agredirsegundo a sua "raça".

Apesar de ter sido o autor do golo da vitória sobre o Chelsea  que determinou o apuramento do FC Porto para os oitavos da Campeões, Benni McCarthy desta vez não distribuiu beijos aos adeptos.

Voz do Seven finaliza enaltecendo e oferecendo solidariedade a Benni McCarthypela frontalidade expressa nas suas palavras corajosas em comentário às manifestações racistas durante o citado desafio eformula um pedido ao Mundo para que as vozes da revolta se alevantem contra esta praga social.

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publicado às 02:29

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