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À pesca!

por neves, aj, em 29.01.05

Todos gostamos de pescar... seja o que for...e nem que seja no prato. Esse aí parece que tentou pescar a atenção dumqualquer presidente... Voz do Seven aproveita a onda e serve-se dele como iscotentando pescar subscritores para o seu espaço (e não custa nada... é sócolocar o e-mail e enviar). É a chamada lei da pesca, lei que paradoxalmente nemsempre tem regras e então damos-lhe o nome de lei da selva... mas aqui, a nossalei é outra e por estarmos a falar de pesca lembrei-me que há uns anosatrás...

Há vinte anos talvez... ainda o fruto da minhaexistência era aí do tamanho de uma avelã, também tive a maniazita de ir àpesca. Note-se que este ir à pesca nada tem a ver com apanhar peixe, poisfosse lá pela razão que fosse, desde a falta de técnica à impaciência deestar sempre a ver se a isca ou o isco (no caso o sexo não deve interessar) ainda balouçava no anzol, o peixe andava semprearredio.
Os "culpados" desta minha afeição pela pesca foram dois dosmeus sobrinhos, eram eles (mais) jovens. Um deles até tinha por costume no diaúltimo da semana, pernoitar  na  minha casa do Outeirinho e demanhãzinha lá íamos felizes da vida apanhar o Caminho da Ribeira ou doMatadouro que nem sei se já foi engolido pelas silvas... espero que não.
AFranca era o destino e ainda o Sol estava a despontar já as canas de pescaestavam armadas com os anzóis na ponta da linha e tudo... trabalho este nadafácil para mim já que a tal impaciência tornava-me um inábil na matéria eesta arte de empatar anzol é mesmo arte... era assunto para o outro parceiro,como já disse, o filho mais velho do meu irmão mais velho.
A manhã corriamesmo bem. Os pulmões eram menos fumigados, a "bucha das 10" ou a"bóia", como por aqui se diz,  era devorada com apetite e porvezes, um distraído lá em baixo punha os beiços onde não devia e zás...lixava-se e engrandecia o ego de quem cá estava fora.
Triste sina a de umpeixe que desde logo começa com o nome pomposo que damos a este passatempo: PescaDesportiva... convenhamos que  para a boga, carpa ou bordalo, barbo ourobalo, a pesca será tudo menos um desporto.
Uma outra coisa que me pergunto ése as regras do condicionamento funcionam com estes animais. Duranteséculos, milénios, foi sempre a mesma coisa e não deveriam saber eles, ospeixinhos, que quando os primeiros raios da aurora penetram na água logoaparece  minhoca ou bola de pão, asticô ou morcão, como se diz lá pelo Douro interior,dançando em trapézio armadilhado para os sacar fora do seu habitat? Seráburrice, instinto de começar outra cadeia evolutiva, quiçá mais perfeita oumero desejo de apanhar um pouco de sol? Se é este ultimo o seu desejo, bem, o únicobronzeado que vão ganhar é o do estrugido na frigideira. 
Animados ou não com a pescaria, quando o Solatingia o pino era hora de zarpar... era hora de manjar. E com a recordação dosodores do entrecosto a assar no carvão (ó carvão, que saudades) por aqui mefico, frisando que o presente texto não retrata saudade, antes sim comemoraalegremente, fruto do gozo sentido na sua escrita, o Dia da Saudade...
e em antecipação aodia, 30 de Janeiro, Voz do Seven envia-vos cartão animado dentro de sobrescrito quedevereis abrir clicando duplamente sobre ele.

 

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publicado às 18:13




  


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