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Uma por dia 13

por neves, aj, em 27.02.08

Photobucket... os Cadavais.
Com sinceridade vos dizemos que nos sentimos um pouco perdidos nestas águas tumultuosas do Dão de antigamente. A jangada das lembranças oscila e confessamos que atravessamos pontos para nós completamente desconhecidos. Diz-nos a foto que estamos nos Cadavais e curiosos tratámos de saber da origem do nome. Em pesquisa ficámos a saber que cadaval é um conjunto de cadavas,  e que estas não são mais que as partes das plantas lenhosas que ficam de pé após uma queimada. Teria por aqui havido um grande incêndio? Acidental ou os nossos antepassados provocaram-no realmente para ganhar terras de cultivo? É que os penhascos dominam a paisagem e é muito possível que esta luta com a Natureza se tornasse obrigatória. Ou será que a febre do eucalipto já existiria nesta altura? Pensamos que não. Bom, não nos vamos perder em delongas já que temos pressa em chegar à Ponte sobre o Dão. Imensa pressa, para que nos sintamos mais à vontade. Amanhã já lá deveremos chegar. Entretanto é bom lembrar que esta foto já se encontra no álbum SANTA COMBA DÃO - FOTOS ANTIGAS e que é seguida por mais duas que nos dão panorâmicas de duas aldeias, também freguesias, localizadas na margem esquerda do Dão (para nós fica-nos à direita já que vamos a subir): Óvoa e Vimieiro.
Até amanhã, encontramo-nos lá na Ponte.

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publicado às 09:43

A careca

por neves, aj, em 25.02.08

Garante-se que a careca não foi extraída de cartaz policial afixado por aí pelos locais mais movimentados.
Garante-se também que não se trata de divulgação de concurso da careca do ano.
Garante-se ainda que não se trata de publicidade a loção capilar milagrosa ou a técnica de estética anti-careca.

Photobucket

O que se garante é que é uma careca relíquia de família que não tem receio de ser exposta, muito menos vergonha, e que anda a dar voltas ao mundo em pagamento de tributo.

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publicado às 07:50

EURO 2008

por neves, aj, em 24.02.08

FASE FINAL

Photobucket

A CAMPANHA RUMO AOS ALPES

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publicado às 18:58

Lição de Camaradagem

por neves, aj, em 24.02.08

Que se entenda que de maneira alguma estamos a fazer a apologia de touros e toureiros. Não somos apreciadores da Tourada num geral e somos radicalmente contra as chamadas touradas de morte em que o touro é sacrificado em plena arena, afinal espectáculo mais condizente com qualquer coliseu romano. Assim, não estranhem o intróito que se segue antes de chegarmos ao que nos propomos. Repetimos que não temos intenção alguma de propagandear a Tourada, apenas de esclarecer em que consiste uma pega de touros para que o vídeo que apresentamos no final possa ser melhor entendido, porque à parte touros e toureiros as imagens mostram-nos o que é ser verdadeiramente camarada ou companheiro... possivelmente só visto num teatro de guerra, embora nunca tenhamos passado por alguma.
PhotobucketApesar de a prática que se vê na imagem (pega do touro) poder parecer mais ou menos igual entre as duas partes (são 8 contra 1, mas o touro é bicho para mais de 500 quilos), não esqueçamos que momentos antes há a lide do touro por toureiro a cavalo. Na lide são cravadas farpas (os ferros) no dorso do animal que o fazem sangrar substancialmente, que lhe provocarão dor e, possivelmente, vontade de destruir tudo à sua volta. Incomodado, ficará enfurecido e investe, afinal o que os aficcionados da festa brava pretendem. Esta prática de pegar o touro é exclusiva da Tourada à Portuguesa [o que parece ser desconhecido pelo portal UOL] mas atente-se que nesta arte de dominar o touro com as mãos, os cornos ou chifres do animal são embolados, isto é são protegidos pela colocação de bolas nas pontas [dos cornos] podendo estas ter sido previamente serradas ou não.
Definida como prova de valentia, a pega é efectuada por grupos amadores de homens chamados degrupos de forcados. O grupo que entra na arena (local da lide) é constituído por oito elementos, sendo o primeiro (o que vai à frente desafiar o touro) chamado de o forcado da cara (cara do touro) e os outros de ajudas. Um dos ajudas tem por missão segurar o rabo e por isso é chamado de rabejador. Como curiosidade registe-se que a missão deste último não é puramente de enfeite e sim de provocar o desiquilíbrio ao animal e também segurá-lo para que no final os seus camaradas possam largar o touro em segurança.
Não sabemos propriamente o estado de espírito com que estes homens entram em acção, mas certamente que aliado ao propósito de vencer o duelo os acompanhará uma certa dose de realismo de que algo poderá correr mal. E quando corre, o espírito de grupo tem de actuar. Comprovem-no nesta

LIÇÃO DE CAMARADAGEM

que independentemente de nos mostrar touros e toureiros, sensibiliza-nos (há quem se arrepie) e faz-nos pensar se nós próprios o faríamos por outro ou se temos amigos que o fariam por nós.

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publicado às 17:43

Uma por dia 12

por neves, aj, em 24.02.08

Photobucket... o despenhadeiro.
Sentindo-nos infinitamente pequenos lançamos um último olhar à monstruosa grandiosidade que a Natureza ergueu à nossa volta. Das encostas graníticas onde sobrevivem pinheiros e mimosas sobressai um enorme bloco que nos dá a sensação de querer a todo o momento mergulhar no Dão. Parecendo adivinhar, as águas apertadas correm céleres e agitadas lançando brados de triunfo por cada partícula arrancada às lajes que lhes traçam a rota. Trabalho árduo que já vinha do antigamente. Assim o tinham feito as águas passadas e assim o fariam as águas futuras, sempre em luta por uma vale do Dão mais largo e mais calmo. Contudo, não imaginaram as águas que um dia tudo seria diferente. Ao homem pensante não lhe interessava o vale, achava que o labor das águas era trabalho desperdiçado e depressa aprendeu que poderia aproveitar melhor a sua força se as acorrentasse. Assim fez. Quilómetros a jusante ergueu um paredão. As águas, impotentes, mais não puderam fazer que se juntar na tentativa de unirem forças e, quiçá, poderem derrubar a barreira. Mas a parede feita de cimento e aço era e é demasiado forte. Encarceradas, as águas sentindo-se derrotadas mais não puderam fazer que recuar. Do vale que as águas passadas cavavam já pouco se ouve falar. Às águas novas que vão chegando dizem-lhes que ficou tudo lá no fundo, as lajes, os brados e os murmúrios, os enormes blocos graníticos e paisagens maravilhosamente únicas como o Cabril.
Mas nem tudo é mau neste progresso que nos envolve e consome. Felizmente que o homem pensante já tinha inventado a máquina fotográfica e retratado (mais) este belíssimo diapositivo que pode ser admirado em ampliação no álbum SANTA COMBA DÃO - FOTOS ANTIGAS onde já se encontra alojado. Dêem lá um salto, depressa, porque o barco vai já de saída.

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publicado às 05:49

Uma por dia 11

por neves, aj, em 20.02.08

Photobucket... um dia de pesca no Cabril.
A hora de retorno ao Dão que tão bem conhecemos e onde mergulhámos tantas e tantas vezes aproxima-se. Os motores da ansiedade roncam a bom roncar, mas não nos podemos precipitar. A etapa é dura e é necessário dosear o esforço. Vamos com calma. Uma por dia.
Por aqui pelo Cabril, apesar de ser o mesmo Dão, tudo para nós é desconhecido. Apenas recordamos as historietas umas de verdade e outras exageradamente acrescentadas de pontos narradas pelos "valentões" que se atreviam a descer o autêntico desfiladeiro.
Na foto, já alojada no álbum SANTA COMBA DÃO - FOTOS ANTIGAS, é bem perceptível o quadro granítico que tornava o acesso bem difícil e a presença de pessoas em franco lazer, duas delas tentando subtrair às águas em corrente um ou outro exemplar que poderia muito bem embelezar mesa em futura patuscada com os amigos.

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publicado às 18:39

Uma por dia 10

por neves, aj, em 19.02.08

O Cabril.
Mítico e místico. Também belo. Local de histórias assombrosas a maior parte delas inventadas para assustar os mais novos, inequivocamente, mas também para uns tantos revelarem a valentia que ansiavam possuir. Igualmente ponto de grandes pescarias segundo ouvíamos, principalmente durante a "brulha em noites de lua", não sabendo nós se Cheia ou Nova e crendo que aquela brulha significava borbulhar ou fervilhar de cardumes em  desova de sobrevivência. A nossa consciência proíbe hoje essa caça desonesta, mas acautela-se na condenação dessas práticas naqueles tempos já que afinal as mentalidades, e as necessidades, eram outras.

Photobucket

Bem, esta foto da Ponte do Cabril que nos dias actuais ainda possibilita ao comboio ou trem fazer a transposição do Dão está aqui para vos lembrar que o álbum a que nos propusemos construir não esmoreceu. Ele tem pernas para andar só que está em período retemperador e procurando a melhor rota para prosseguir caminho que agora não será outro que não o regresso a casa para completar o SANTA COMBA DÃO - FOTOS ANTIGAS.  Este descanso foi merecido e necessário já que se hoje o percurso é fácil de fazer sobre as águas do Dão atapetadas pela Aguieira, naquele tempo (onde nós temos que nos colocar apesar de nunca lá termos estado) era preciso transpor caneiros e lutar contra muitas correntezas e outros obstáculos. Era bem difícil, mas inequivocamente muito mais belo. Como veremos.
Enquanto não é hora da partida façam favor de se irem deleitando com esta foto, que também vos leva às outras já publicadas. Nós já estamos a tratar de emalar a trouxa porque amanhã vai ser hora de zarpar por este rio acima de tão únicas belezas que se chama Dão e que, independentemente do aspecto e cores que possa tomar ao longo dos tempos, viverá para sempre enleado com Santa Comba e as suas gentes.

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publicado às 18:41

Coincidência

por neves, aj, em 16.02.08

Não procurámos, veio ter até nós. Por culpa dos alertas do google ficámos a saber que:

CLICAR

Efemérides – 16 de Fevereiro na História do Mundo
1978 - é colocado um engenho explosivo na estátua de Oliveira Salazar em Santa Comba Dão.
[clicar no banner]

E o leitor não tem um alerta do google? É fácil. Bastair aqui e preencher o formulário. Não é obrigatório um e-mail do google (gmail por exemplo), qualquer endereço é possível. Depois de enviar os dados só tem que ir ao seu e-mail activar o pedido. Pode ir acrescentando os tópicos ou termos de pesquisa que desejar ou cancelar tudo. Simplex.
Assim já dá para entender como não nos escapa o que é publicado sobre Santa Comba Dão, não?

[aos mais novos e ao mundo em geral informa-se que o povo santacombadense nada teve a ver com a destruição da estátua, que ficou literalmente destruída. Se a memória não me falha foi obra do PRP-BR (Partido Revolucionário do Proletariado - Brigadas Revolucionárias) e até me vem à memória que o motorista que transportou a bomba, um arrependido, foi julgado no Tribunal de Santa Comba e posteriormente apareceu morto, assassinado, creio que na Marinha Grande. Aos mais velhos, os de facto e os do Restelo, recorda-se que aqueles a quem vocês apelidavam de "revolucionários do burgo" não estavam de plantão. Eu por exemplo estava em Coimbra. Lembro-me perfeitamente que tomei conhecimento do acto, que teria acontecido pelas 3 horas da madrugada, no noticiário das 10 ou 11 horas da manhã de uma emissora de rádio qualquer sintonizada no Café Abadia ao fundo da Rua dos Combatentes nas imediações da Igreja de S. José]

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publicado às 08:45

Solidariedade

por neves, aj, em 16.02.08

TODO O HOMEM É MEU IRMÃO

Este título que um jornal diário português costumava usar numa das suas colunas solidárias (cremos que o Jornal de Notícias) encabeça esta nossa entrada com o desejo expresso de não ser lido apenas como título bonitinho e sensibilizador e sim assimilado e entendido como mensagem fraternal de pedido de ajuda, na verdadeira acepção.

CLICARCLICAR

Tanto o César de 29 anos, foto da esquerda, como o David de 3 anos necessitam de ajuda económica para lutar contra os problemas de saúde que os afligem.

Pelas notícias que chegaram até nós [aqui notícia no Defesa da Beira], o César, natural da pequena aldeia do Coval no perímetro do município da nossa cidade de Santa Comba Dão, foi vítima de um grave acidente que o deixou tetraplégico (paralisia dos quatro membros). Consciente da sua delicada situação, o César vê no entanto alguma luz no fundo do túnel que o pode levar a recuperar alguns dos movimentos e a tornar-se de algum modo mais independente se se submeter a uma intervenção cirúrgica. Consta que realizada por cirurgião espanhol especializado que se deslocará a Lisboa. Contudo esta operação terá que ser realizada a expensas suas e ele não dispõe dos 32 500 euros (à volta de 83 000 reais) necessários. A população amiga, em solidariedade, criou alguns mecanismos necessários a tornar realidade essa esperança e um deles foi uma conta bancária cujo NIB (número de identificação bancária) consta dofolheto de apelo/divulgação que encontrámos no Pontos nos iii. Acreditando de que a cirurgia será um facto é nosso desejo que ela seja coroada de êxito. Enviamos ainda abraço solidário ao conterrâneo César e sua família com o pedido de que jamais desista de lutar tendo sempre em mente que com a evolução constante da Medicina muita porta se abre hoje no impossível de ontem.

O caso do David é bem diferente: sofre de uma doença rara, tão rara que é o único caso em Portugal. Natural de Vilar de Besteiros, do município vizinho de Tondela, o David de apenas 3 anos de idade luta para travar a evolução da doença, já que ele está consciente (seus pais e familiares) que A Doença de Sanfilippo, a estranha Mucopolissacaridose Tipo III B, não tem cura nem tratamento. No entanto uma ida a França encheu-o de esperança. Ela chama-se Zavesca Miglustat e é um medicamento que está a ser ensaiado em meninos franceses também portadores da doença. A sua esperança tornou-se ainda maior ao ser informado que nos Estados Unidos da América também laboratórios se dedicam ao estudo e ensaios da enzima provocadora de todos os males e acredita que será possível que daqui a uns anos a doença possa ter cura [notíciaas beiras]. Mas até lá a doença não pode evoluir no corpo de David. É necessário então travar a sua progressão à espera que a ciência avance, mas para isso o David necessita de tomar 3 cápsulas diárias de Miglustat cuja embalagem, de 84 cápsulas, é comercializada a quase 9 mil euros (23 mil reais) e ainda não é comparticipada pelo Serviço Nacional de Saúde já que não é (ainda) indicada para este tipo de doença. Ou seja uma embalagem não lhe chega para um mês e ele necessita de tomar o medicamento durante 36 meses. Enquanto a burocracia rola pelos gabinetes de ministros e secretários de estado que a solidariedade de quem pode se faça chegar já que o tempo urge.
O David pede ajuda e este pedido até já ultrapassa as fronteiras lusas. Ele navega pelas ondas da web em http://www.ajudem-o-david.org/ e lá são fornecidos todos os dados para eventual donativo e mais notícias sobre tão estranha doença. Existe ainda um Livro de Visitas onde os leitores poderão fornecer informações ou deixar mensagem solidária.

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publicado às 02:44

Uma por dia 9

por neves, aj, em 10.02.08

... a Estação.

(e com o bichinho a roer-nos as entranhas não nos limitámos a publicar as fotos antigas da Estação de Santa Comba e de alguns trechos da Linha: metemo-nos a falar de comboios e até recordámos o Chelas. Como durante a pesquisa encontrámos um vídeo da Estação na actualidade, não deixámos de lhe fazer ligação)</font>

Por nenhum motivo em particular, parece-nos, fomos acometidos de vontade em viajar. Diremos que de forma inexplicável e também inesperada já que nem tempo tivemos de emalar a trouxa. Certamente que se lembram que na etapa anterior ficámos no coração da então Vila, ao lado da Câmara Municipal no Largo do Município, e para recomeçar a saga nada seria mais natural como percorrer parte da hoje apelidada Alexandre Herculano e em desvio oportuno pela N. Srª da Ascensão, a rua do Cova Funda, chegar ao Jardim mesmo ao lado da Igreja Matriz, zona importante do burgo e fortemente fotografada quer nos dias de hoje quer nos de antanho... e verdade seja dita que no nosso arquivo possuímos alguns belos exemplares daqueles tempos já idos.

CLICAR

Mas, certamente para não cansar os nossos leitores com imagens sistemáticas do casario santacombadense, a nossa mente como que por instinto partiu em busca de novas paisagens. Novas como quem diz visto que elas são bem antigas, antes sim outras paisagens. Recuando alegremente à adolescência a memória resolveu então descer em direcção ao Rio e cremos que pela antiga Via Cova, apesar do emaranhado das imagens não lhe permitirem reconstruir o percurso nas melhores condições. Esteve para ficar por aí, pelo Dão dos mergulhos e das pescarias, mas num repente optou subir por aquela antiga calçada da resineira e da fábrica de sabão (o odor é inesquecível) aportando então à Estação de Caminhos de Ferro de Santa Comba Dão, zona que na altura era designada por Santa Comba Dão-Gare e que não sabemos se ainda se mantém.
É sabido que pior que ir a Roma e não ver o Papa é, sem dúvida, estar numa Estação e não falar de comboios (esclareça-se que este comboio lusitano se refere ao trem brasileiro). Em breve resenha lembramos que o Caminho de Ferro, nascido na Inglaterra no alvorecer do século XIX, foi o motor de arranque do desenvolvimento de inúmeras sociedades e ainda hoje é transporte deveras querido, talvez o mais carismático deles, pleno de histórias, e que continua transportando milhões e milhões de pessoas (e toneladas de mercadoria). Em Portugal, a data de 28 de Outubro de 1856 é o marco do nascimento deste transporte revolucionário que chegou a ligar quase todo o país. A nossa cidade de Santa Comba Dão não ficou a ver navios e passou a fazer parte dessa rede em 3 de Agosto de 1882, dia que assinala a inauguração oficial da Linha da Beira Alta. Esta, como nos diziam na Escola, ia da Figueira da Foz à Guarda com ligação a Vilar Formoso, mas hoje na verdade já não começa naquela que foi considerada a rainha das praias portuguesas e sim na Pampilhosa (ponto de encontro com a Linha do Norte que vai de Lisboa ao Porto). Depois percorre umas duas centenas de quilómetros até Vilar Formoso e une-se com a ferrovia espanhola. Estamos assim perante uma via internacional que nos anos dourados da emigração levava milhares de nossos compatriotas de semblante carregado até à Gare de Austerlitz em Paris, mas que em Agosto do outro ano os trazia alegres e risonhos carregados de malas e sacos e os distribuía por estações e apeadeiros semeados ao longo da linha. Em pequeno parêntesis mais do que necessário lembremos (e homenageemos) a mais célebre máquina fotográfica do mundo, o garrafão de cinco litros mais conhecido por palhinhas, que acompanhava o emigrante e que se para casa vinha vazio era depois recarregado com bagaço ou tinto caseirinho de forma a "matar a saudade" lá na estranja.

Bom, como de costume alargámo-nos na prosa, afinal só queríamos chamar a atenção dos leitores informando que colocámos mais algumas fotos no álbum SANTA COMBA DÃO - FOTOS ANTIGAS, mas quem fez do comboio ou trem o seu transporte durante um período da vida jamais o pode esquecer e quando nele fala até se perde. Olhará para ele sempre com carinho, como nós, memorizando para todo o sempre a sequência de estações e apeadeiros (pontos de paragem de menor importância) ao longo do percurso assim como os túneis e pontes. Recordará inúmeras histórias recheadas de peripécias, desde a fuga ao "pica" por viajar sem bilhete aos almoços madrugadores de presunto e broa de milho oferecido por homens e mulheres que viajavam desde as serranias da Estrela à consulta médica na cidade do Mondego, sem esquecer, claro, as muitas amizades que se conseguiam algumas delas carregadas de romantismo e aventura à mistura.

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publicado às 17:39

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