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EURO 2008

por neves, aj, em 24.02.08

FASE FINAL

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A CAMPANHA RUMO AOS ALPES

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publicado às 18:58

Lição de Camaradagem

por neves, aj, em 24.02.08

Que se entenda que de maneira alguma estamos a fazer a apologia de touros e toureiros. Não somos apreciadores da Tourada num geral e somos radicalmente contra as chamadas touradas de morte em que o touro é sacrificado em plena arena, afinal espectáculo mais condizente com qualquer coliseu romano. Assim, não estranhem o intróito que se segue antes de chegarmos ao que nos propomos. Repetimos que não temos intenção alguma de propagandear a Tourada, apenas de esclarecer em que consiste uma pega de touros para que o vídeo que apresentamos no final possa ser melhor entendido, porque à parte touros e toureiros as imagens mostram-nos o que é ser verdadeiramente camarada ou companheiro... possivelmente só visto num teatro de guerra, embora nunca tenhamos passado por alguma.
PhotobucketApesar de a prática que se vê na imagem (pega do touro) poder parecer mais ou menos igual entre as duas partes (são 8 contra 1, mas o touro é bicho para mais de 500 quilos), não esqueçamos que momentos antes há a lide do touro por toureiro a cavalo. Na lide são cravadas farpas (os ferros) no dorso do animal que o fazem sangrar substancialmente, que lhe provocarão dor e, possivelmente, vontade de destruir tudo à sua volta. Incomodado, ficará enfurecido e investe, afinal o que os aficcionados da festa brava pretendem. Esta prática de pegar o touro é exclusiva da Tourada à Portuguesa [o que parece ser desconhecido pelo portal UOL] mas atente-se que nesta arte de dominar o touro com as mãos, os cornos ou chifres do animal são embolados, isto é são protegidos pela colocação de bolas nas pontas [dos cornos] podendo estas ter sido previamente serradas ou não.
Definida como prova de valentia, a pega é efectuada por grupos amadores de homens chamados degrupos de forcados. O grupo que entra na arena (local da lide) é constituído por oito elementos, sendo o primeiro (o que vai à frente desafiar o touro) chamado de o forcado da cara (cara do touro) e os outros de ajudas. Um dos ajudas tem por missão segurar o rabo e por isso é chamado de rabejador. Como curiosidade registe-se que a missão deste último não é puramente de enfeite e sim de provocar o desiquilíbrio ao animal e também segurá-lo para que no final os seus camaradas possam largar o touro em segurança.
Não sabemos propriamente o estado de espírito com que estes homens entram em acção, mas certamente que aliado ao propósito de vencer o duelo os acompanhará uma certa dose de realismo de que algo poderá correr mal. E quando corre, o espírito de grupo tem de actuar. Comprovem-no nesta

LIÇÃO DE CAMARADAGEM

que independentemente de nos mostrar touros e toureiros, sensibiliza-nos (há quem se arrepie) e faz-nos pensar se nós próprios o faríamos por outro ou se temos amigos que o fariam por nós.

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publicado às 17:43

Uma por dia 12

por neves, aj, em 24.02.08

Photobucket... o despenhadeiro.
Sentindo-nos infinitamente pequenos lançamos um último olhar à monstruosa grandiosidade que a Natureza ergueu à nossa volta. Das encostas graníticas onde sobrevivem pinheiros e mimosas sobressai um enorme bloco que nos dá a sensação de querer a todo o momento mergulhar no Dão. Parecendo adivinhar, as águas apertadas correm céleres e agitadas lançando brados de triunfo por cada partícula arrancada às lajes que lhes traçam a rota. Trabalho árduo que já vinha do antigamente. Assim o tinham feito as águas passadas e assim o fariam as águas futuras, sempre em luta por uma vale do Dão mais largo e mais calmo. Contudo, não imaginaram as águas que um dia tudo seria diferente. Ao homem pensante não lhe interessava o vale, achava que o labor das águas era trabalho desperdiçado e depressa aprendeu que poderia aproveitar melhor a sua força se as acorrentasse. Assim fez. Quilómetros a jusante ergueu um paredão. As águas, impotentes, mais não puderam fazer que se juntar na tentativa de unirem forças e, quiçá, poderem derrubar a barreira. Mas a parede feita de cimento e aço era e é demasiado forte. Encarceradas, as águas sentindo-se derrotadas mais não puderam fazer que recuar. Do vale que as águas passadas cavavam já pouco se ouve falar. Às águas novas que vão chegando dizem-lhes que ficou tudo lá no fundo, as lajes, os brados e os murmúrios, os enormes blocos graníticos e paisagens maravilhosamente únicas como o Cabril.
Mas nem tudo é mau neste progresso que nos envolve e consome. Felizmente que o homem pensante já tinha inventado a máquina fotográfica e retratado (mais) este belíssimo diapositivo que pode ser admirado em ampliação no álbum SANTA COMBA DÃO - FOTOS ANTIGAS onde já se encontra alojado. Dêem lá um salto, depressa, porque o barco vai já de saída.

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publicado às 05:49




  


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