Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Novas placas

por neves, aj, em 30.04.08

PhotobucketEsta é uma das novas (e belas) placas toponímicas identificadoras de locais na zona ribeirinha à volta da Câmara Municipal da nossa Cidade de Santa Comba Dão que, recordamos, passou por aturada reforma em que serão destaques a pavimentação e a ordenação do trânsito com proibição de estacionamento em frente ao edifício da edilidade e também à volta do Chafariz da Pontatraça, tendo-se criado parques nas imediações.
Sobressai igualmente a restauração daquele a que já aqui chamámos de casarão da pontapraça que foi pertença de D. Zelinha Branquinho e que agora é propriedade da autarquia onde passaram a funcionar alguns serviços de modo a desanuviar o secular e majestoso Paços do Concelho. As fotografias que os amigos nos enviam são prova provada de que a zona se alindou, mas pelos textos e mensagens via e-mail que nos vão chegando ficámos a saber que, como é habitual quando há mudanças, foi restauração também que não escapou à polémica nomeadamente devido ao corte de árvores seculares (ou quase) de copas que protegeram gerações de santacombadenses e cujas raízes se alimentavam da história do burgo.  Virá a talhe de foice que em opinião estritamente pessoal chegámos a dizer que somos pelo progresso preservando o passado, mas que não éramos tão obtusos que não compreendêssemos que quando outros valores mais altos se alevantam há necessidade de "cortar" com esse passado, embora haja muita maneira de a memória se manter. O caso mais evidente, e logo aí ao lado, de progresso que dizimou o passado, é a Barragem da Aguieira que não deixou de se construir apesar de ir submergir lares e berços e sepultar memórias, afinal a alma de tanta gente.
À parte um ou outro pormenor como a sujeira do Chafariz, a verdade é que as fotografias com que os amigos nos contemplam trazem-nos beleza, muita maravilhosa beleza se nos permitem e não nos digam que estamos a "morrer de saudades" já que se vós não vedes essa beleza é porque andam embrenhados em sistemática oposição ou então tão distraídos quanto zumbis vagueando por horta sem ver as couves.
Uma das belezas, repetimos com prazer, que atravessou há pouco tempo o Atlântico (juraríamos que ainda arfando de contentamento pelo dever cumprido) foi a beleza, voltamos a repetir, com que emolduramos esta entrada e que pode ser apreciada aqui em ampliação.
Não restem dúvidas algumas, então, caros amigos e amigas, que a placa toponímica é espectacular e só se lamenta que o seu custo seja elevado (deduzimos) para podermos ver para além do coração agora renovado todas as artérias da nossa cidade assim identificadas com uma certidão tão artisticamente trabalhada. Tenhamos fé, como diz o outro, mas de qualquer modo queremos desde já endereçar os parabéns a quem teve esta iniciativa e ao artista que a executou que cremos ser a nossa estimada Rimary.

Em final de texto, impõe-se dizer ainda que esta pérola que dividimos convosco foi "a pedido" de imediato atendido pelo sobrinho proprietário da Foto Flash.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:58

Errámos

por neves, aj, em 27.04.08

NOTÍCIA DA JOVEM DESAPARECIDA É FALSA
e a entrada foi apagada dos nossos arquivos

PhotobucketVoz do Seven ERROU e PEDE DESCULPA, apesar de defender que as desculpas devem sim é ser evitadas.
Voz do Seven não vai escudar-se levianamente afirmando que não teve culpa já que se limitou a transcrever o que leu em outro blogue, que aliás considera como jornal ou órgão informativo, antes sim penitenciar-se porque devia ter feito antes da publicação o que há 4 dias tem vindo a fazer: ligar para os telefones divulgados e constatar então que não há resposta alguma.

Confirmou-se então o que oJORNAL DA MADEIRA tinha publicado e nos despertou para a descoberta da verdade. Resta ainda pedir desculpa à menina da foto que por arrastamento andámos a difamar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:17

Domvs Ivstitae

por neves, aj, em 27.04.08

(em dia de aniversário uma viagem às memórias de infância)

PhotobucketO Palácio da Justiça da nossa cidade de Santa Comba Dão festeja hoje 43 anos.
Na verdade foi no dia 27 de Abril do ano de 1965 que o Presidente da República de então, Almirante Américo Tomaz, cortou a fita de inauguração deste majestoso edifício que já é um ex-líbris da nossa cidade [foto da época].
Como a alusão a estes factos é tão delicada quanto nos movimentarmos em areias movediças, virá a propósito colocar os pontos no devido lugar e ficam desde já avisados os "precipitados em juízos" e/ou os "protestantes por sistema" que esta citação no Voz do Seven nada tem a ver com evocações ao antigamente e é apenas um apontamento a propósito, porque a gaveta da memória se escancarou num repente quando prospectava uma foto antiga do nosso Jardim para colocação futura no álbum que ando a construir. Para os mesmos e também para os desavisados lembro ainda que sou de mente bem aberta e que estas "coisas do passado" não me incomodam, não as escondo e falo delas, só que as renego no sentido de não ser seu seguidor, claro.
PhotobucketA foto em questão mostra-nos oJardim antigo onde salta logo à vista o Coreto que agora repousa no Largo da Feira e com o qual tenho inúmeras histórias de cumplicidade (não passasse eu por ali todos os dias) sendo que uma envolve este belo edifício que deu o mote a esta entrada. Eu devia andar pelos 7 ou 8 anos, nunca dez, e as paredes do Palácio ainda não estavam expostas ao público, só se conseguiam ver espreitando pelos buracos entre tábuas do tapume que protegia dos olhos dos curiosos a construção em andamento. Mas se na idade tenho dúvidas já serei mais preciso quanto à altura que mediria: precisamente tantos centímetros quantos os que vão de um farol de motorizada, talvez de marca Famel, até ao solo, mais uns tantos centímetros que iriam dos meus olhos até ao alto da cabeça. Verdade. Não fiqueis admirados nem julgueis que tenho memória prodigiosa, afinal é o que me diz a marca do choque, embora ela seja tão ligeira tão suave que realmente às vezes penso que só a memória a vê. Bom, andava eu a passeio pelo Jardim, na habitual romaria às obras do Palácio, com a D. Emília e Sr. José de Almeida meu vizinhos a quem chamava de "papás" (à Rosa e ao Zé Neves chamava "pais") e como puto travesso que se preze lá teria fugido da alçada dos seus olhos. Provavelmente em correria desenfreada atropelei então a motorizada do sr. José Durães (Zé Borracho) electricista na Câmara Municipal que a tinha estacionada junto ao Coreto onde por baixo existia um depósito de materiais. A memória fala-me do sangue a brotar sob o olho esquerdo e a aflição dos presentes, também que num ápice estava nas mãos do Dr. Carvalhal com consultório ali perto no zagão da Casa dos Arcos e que andei uns dias com um penso a proteger o ferimento.
Ah... da inauguração lembro tirarem a Bandeira Nacional que cobria a Estátua de Salazar no largo defronte ao Palácio e onde agora uma fonte repuxa em liberdade e recordo também o passeio a pé do Presidente até ao emblemático Largo do Balcão onde descerrou placa com o seu próprio nome não me recordando eu de protestos do Povo (sim aplausos) por terem alterado a denominação ao nosso querido Balcão. A imagem da Guarda de Honra perfilada na Rua Sta Columba entre a Casa dos Arcos e os Correios também me vem à memória, mas é essencialmente a chuva de milhares de papelinhos verdes e vermelhos que caía sobre as nossas cabeças que eu recordo com mais intensidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:16

Em laço

por neves, aj, em 26.04.08

PhotobucketSabe o mundo que ontem em Portugal se comemorou a Liberdade, e hoje sei eu que em 2003 no dia 26 de Abril fui enlaçado na sala mais alta de um Cartório aqui perto de casa. Era (também) Sábado já que os "em laços" dos comuns mortais são todos nesse dia da semana e seriam aí umas 12 horas quando o juiz me interrogou. Perante duas testemunhas com os olhares fixos em mim eu disse que sim, que sim senhor, que aceitava por minha livre vontade. Depois do papel passado e após meia-dúzia de flashes disparados por paparazzo em biscate de fim-de-semana fomos à churrasqueira mais tranquila das redondezas. Como se impunha no final cortámos a dois e saboreámos o bolo enfeitado de modo tão simples quanto toda a cerimónia como desejei que fosse.

E cinco anos depois cá estamos vivendo no mesmo espaço em harmonia com uma ou outra questiúncula intrometida a ser rapidamente sanada, um pouco mais pobres sem os velhotes, mas mais ricos por conseguirmos conduzir a barca e por contarmos com a dedicação a tempo inteiro da cãozita, a nossa Piruças.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:50

125 anos

por neves, aj, em 25.04.08

CLICARMargarida de Oliveira Marcelino nasceu em Santa Comba Dão precisamente no dia 25 de Abril do ano de 1883 e de todas as coisas boas que lhe teriam acontecido durante os seus 77 anos de vida terrena a mais bela foi inequivocamente o de ter sido mãe de minha mãe.
Um doce beijo p'ra minha avó e ainda uma pétala do cravo cheiroso de alecrim que depois de mergulhar no Douro e ter navegado milhas sem fim, deu à costa e carregado de amizade chegou a mim.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:59

Sempre vivo

por neves, aj, em 25.04.08

Pode o Atlântico se sublevar, choverem tempestades e até novos adamastores serem criados que haverá sempre alguém que diz não, que continuará a navegar para que o Cravo, o espírito de Abril, se mantenha vivo, sempre vivo vermelho de esperança.

Photobucket

Photobucket
dossier Abril

Photobucket
santa comba dão

Traídos pelo esnips que inexplicavelmente nos impede de oferecer, logo hoje, as músicas de Abril que lá temos alojadas socorremo-nos do youtube e eisE DEPOIS DO ADEUS, senha 1, e GRÂNDOLA, VILA MORENA, senha 2, e ainda Life on the ocean celebrizada como MARCHA 25 DE ABRIL.

CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO 25 DE ABRIL
Universidade de Coimbra

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:00

Primeiro aniversário

por neves, aj, em 22.04.08

22 de Abril - 1 ano de vida

PhotobucketNo Voz 2 brindei aos 508 anos da apresentação do Brasil ao mundo (o Descobrimento), embora de forma recatada já que tenho de admitir que nem todos poderão ter ficado contentes com a chegada do homem branco e refiro-me como é lógico aos naturais, aos índios tupiniquins e demais.
Mas este 22 de Abril é também dia de festança pelas bandas da ditosa cidade de Santa Comba Dão: comemora-se o primeiro aniversário de uma jovem santacombadense a que estou unido pelos laços de amizade com seus jovens pais, avós e até bisavós aos quais aproveito para enviar um reconhecido abraço.
Para a piquinita, que até tem costela de vizinha, manifesto o desejo de que a este registo (para mim é o segundo já que em 2007 brindei ao nascimento) se sigam muitos mais e que sejam comemorados em felicidade e alegria. Aos papás babados o pedido de desculpas por cantar ao mundo o primeiro aniversário do rebento divulgando a bela homenagem com que a presentearam e que tiveram a fineza de me enviar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 07:34

Barragem da Foz do Dão

por neves, aj, em 20.04.08

PhotobucketO título não é nosso e sim de articulista que em 1991 publicou no diário As Beiras artigo em defesa daquele nome para a a barragem que represa as águas do Mondego e do Dão logo abaixo da antiga povoação da Foz do Dão e que é oficialmente denominada, como todos sabemos, por Barragem da Aguieira. [foto ampliada]
Saliente-se que desta vez não fomos nós que partimos em busca da notícia, foi ela que pela mão do próprio autor do artigo, afinal um nosso conterrâneo, veio até nós e aportou como comentário a uma entrada do Voz escrita em Janeiro de 2008 a que demos como título Foz do Dão.
Recordamos que foi nessa entrada que fizemos a introdução ao álbum de fotos antigas de Santa Comba Dão que andamos a colocar no Voz, mas também aproveitámos para falar, embora superficialmente, sobre a bonita povoação agora submersa que como podemos constatar pelos escritos que vêm à tona está apenas fisicamente debaixo de água já que na memória de quem a amou ela estará sempre presente no vértice de confluência dos rios Mondego e Dão.
Sinceramente que gostámos do comentário, afinal artigo, e como concordamos com o que nele está expresso até fizemos cópia (integral, claro) para lhe dar maior destaque colocando-a em cantinho próprio no Voz e que pode ser acedida aqui. Acreditamos que ao tomarmos partido pela denominação de Barragem da Foz do Dão ao invés de Barragem da Aguieira teria pesado a nossa condição de santacombadense, aliás como acreditamos que teria pesado para o autor e muito mais para ele que viu a casa ser inundada visto que o Dr. Alcídio Mateus Ferreira, advogado em Coimbra, é natural da Foz do Dão, no entanto parece-nos que os argumentos por si usados no texto são deveras interessantes e merecedores de serem apreciados mesmo agora há distância de quase 20 anos.
Aliás este caso "Barragem da Foz do Dão versus Aguieira" faz-nos lembrar um outro que tão bem conhecemos, o da Barragem do Carrapatelo que as gentes de Cinfães (do Douro) apelidam, orgulhosamente, de Barragem de Mourilhe.
"Interesses económicos, professor" diziam-me aquando por lá andei intervalando as magníficas paisagens com as equações numéricas e literais  em que uma das incógnitas poderia ser mesmo essa: porquê Carrapatelo e não Mourilhe se a parede perpendicular ao Douro se sustenta nos terrenos de cada uma das povoações?
"Sabe, daquele lado é Marco de Canaveses, Distrito do Porto e daqui é Cinfães que pertence a Viseu" continuava aquele homem pescador de rosto ressequido que tinha adaptado a sua casa rural para servir as mais saborosas enguias fritas em molho de escabeche que até hoje degustámos, completando com xeque-mate que na altura era bem autêntico: "e sabemos nós que Viseu está sempre em último, até no alfabeto".
Interesses, sim interesses. Contribuições, promoção e desenvolvimento turístico, influências de homens, de empresas e de alguns políticos, desinteresse e inoperância de outros, talvez, e etecetera e tal. Talvez por cá por baixo na confluência das duas Beiras, Coimbra tenha passado também a perna a Viseu, quem sabe.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:48

Adjunto do Governador Civil

por neves, aj, em 18.04.08

A partir do dia 7 de Abril de 2008, foi nomeado, para o exercício de funções de Adjunto do Gabinete de Apoio ao Governador Civil, o Dr. Leonel José Antunes Gouveia, Licenciado em Biologia e Geologia.

PhotobucketA citação, breve, tirei-a do sítio oficial do Governo Civil de Viseu onde fui logo após tomar conhecimento no blogue Pontos nos iii que o Dr. Leonel Gouveia tinha sido nomeado para fazer parte do Governo Distrital de Viseu.
Natural da nossa cidade de Santa Comba Dão o Leonel Gouveia reside na Rua do Outeirinho, a nossa rua, que assistiu a inúmeras e salutares brincadeiras da nossa infância e adolescência e ao focar aqui esta passagem nada mais me move, note-se bem, que denunciar os fortes laços de convivência que nos une. Independentemente de concordar ou não com (todas) as práticas políticas, este texto quer felicitar o Leonel e dizer para todos que queiram ouvir que me congratulo com a sua nomeação não só pelos anos de companheirismo e de boa vizinhança como por se tratar de um santacombadense que de origem singela, como a minha afinal, subiu gradualmente e atingiu lugar deveras distinto.
Não podia finalizar esta pequena homenagem, sim porque de homenagem se trata, sem te pedir desculpas caro Leonel por só hoje a ter lançado aqui no Voz mas acredita que só ontem, dia 17 de Abril, o soube.
Pedia-te ainda para seres condescendente pelo atrevimento que tive em colocar a tua fotografia conseguida no Farol da Nossa Terra, um portal regional que, confesso, desconhecia completamente e que constatei divulgar o quotidiano dos municípios à nossa volta, em suma a nossa Beira Alta... claro que o Farol passará a fazer parte da minha leitura diária para, essencialmente, não perder o leste na imensidão Atlântica e não deixar passar em claro (ou quase) acontecimentos como este que também deve encher de orgulho a Cidade de Santa Comba Dão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:03

Uma por dia 19

por neves, aj, em 16.04.08

... regresso à Ponte.

A crónica anterior foi de puro lazer: passeámos de barco a remos pela Franca e até demos um saltinho à estrada do Couto do Mosteiro, povoação quase milenar e uma das freguesias do nosso município de Santa Comba Dão. Dissemos que provavelmente estaríamos numa tarde de Domingo já que encontrámos em são convívio sob a sombra de frondosas árvores, quiçá à "curva das carvalhas" ou "carvalheiras", um grupo de jovens que à época talvez fossem  descritos como esbeltas meninas e garbosos cavalheiros. Tudo indica que o amor pairaria no ar ou, em tradução mais moderna, que andaria mouro na costa, tendo em atenção a presença de duas austeras matriarcas vigiando com firmeza a candura de seus rebentos. É certo que esta descrição é puramente conjectural podendo até o cronista ser acusado de devasso por tão lascivos pensamentos, mas o quadro que nos foi apresentado não engana ninguém e deixemo-nos de puritanismos já que tudo se arrasta desde os primórdios, do "tempo da macaca e do macaco" diria um antropólogo, e por mais que os tempos mudem as vontades de homem e mulher estarem juntos em desejo serão sempre as mesmas e jamais mudarão.

 PhotobucketPhotobucket

Já o devíamos ter feito, mas afazeres inadiáveis não nos permitiram e só agora é que vamos pôr pés a caminho no sentido da emblemática Ponte sobre o Rio Dão, já bem nossa conhecida afinal. Voltámos à Franca e agora como é a descer vamos aproveitar a correnteza do rio que nem está forte e ao invés de só colocar os pés a caminho colocamos também mãos e todo o corpo e assim podemos sentir em memória o carinhoso e fresco abraço das águas do Dão à nossa volta. Contra a nossa vontade e apesar de ainda o Sol não ter nascido as normas sociais que nos foram impingidas ao longo dos anos impedem-nos de mergulhar tal como viemos ao mundo, afinal como o fizemos algumas vezes nos tempos de juventude, porque senão o prazer do contacto da água em toda a nossa nudez seria muito maior, garanto-vos com toda a certeza.
A Ponte lá está, na mesma. Ainda por reconstruir continua no entanto a garantir a travessia para a outra margem, cremos que em segurança. Enchemos o peito de ar, damos uma última olhada a este lado da Ponte aquele que a foto do lado esquerdo nos mostra e que já está alojada no nosso álbum SANTA COMBA DÃO - FOTOS ANTIGAS, e em vez de vir cá acima ao tabuleiro preferimos passar sob ela trespassando aquele primeiro olhal do lado da Capela e que só é inundado em época de cheias.
O nosso destino é o burgo e por isso temos de subir. Como atrás dissemos preferimos não vir ao Senhor da Ponte e desprezar a Via Cova (apesar de ser este o caminho mais percorrido pelas gentes) preferindo fazer a subida pelo Caminho da Ribeira que, embora mais acidentado, nos é mais familiar e permite-nos chegar mais depressa a casa, no Outerinho.
Quase no cume do pequeno outeiro paramos para retemperar como que por instinto. Inevitavelmente olhamos para trás para o caminho percorrido e o Vale do Dão entra-nos pelos olhos adentro: quanta beleza reunida num só quadro, seja ele a cores ou a preto e branco, agora ou antigamente.

Enovelados em recordações ficamos por aqui, mas prometemos que amanhã revelaremos pormenores da nossa subida. Entretanto, hoje, fiquem-se pela admiração desses dois belos quadros da Ponte que serão melhor apreciados (em ampliação) no álbum de fotos antigas, que pode ser acedido pela ligação acima ou por clique sobre cada uma das imagens.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:24

Pág. 1/2





  


 photo logoasminhasfotos_zps81358f6e.png

calendário

Abril 2008

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930




Comentários recentes


Ligações

SANTA COMBA DÃO

NOTÍCIAS NO VOZ

FUTEBOL NO VOZ

INFORMÁTICA NO VOZ

LUSO IN SÃO PAULO

FOTOS NO FACEBOOK