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Uma por dia 19

por neves, aj, em 16.04.08

... regresso à Ponte.

A crónica anterior foi de puro lazer: passeámos de barco a remos pela Franca e até demos um saltinho à estrada do Couto do Mosteiro, povoação quase milenar e uma das freguesias do nosso município de Santa Comba Dão. Dissemos que provavelmente estaríamos numa tarde de Domingo já que encontrámos em são convívio sob a sombra de frondosas árvores, quiçá à "curva das carvalhas" ou "carvalheiras", um grupo de jovens que à época talvez fossem  descritos como esbeltas meninas e garbosos cavalheiros. Tudo indica que o amor pairaria no ar ou, em tradução mais moderna, que andaria mouro na costa, tendo em atenção a presença de duas austeras matriarcas vigiando com firmeza a candura de seus rebentos. É certo que esta descrição é puramente conjectural podendo até o cronista ser acusado de devasso por tão lascivos pensamentos, mas o quadro que nos foi apresentado não engana ninguém e deixemo-nos de puritanismos já que tudo se arrasta desde os primórdios, do "tempo da macaca e do macaco" diria um antropólogo, e por mais que os tempos mudem as vontades de homem e mulher estarem juntos em desejo serão sempre as mesmas e jamais mudarão.

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Já o devíamos ter feito, mas afazeres inadiáveis não nos permitiram e só agora é que vamos pôr pés a caminho no sentido da emblemática Ponte sobre o Rio Dão, já bem nossa conhecida afinal. Voltámos à Franca e agora como é a descer vamos aproveitar a correnteza do rio que nem está forte e ao invés de só colocar os pés a caminho colocamos também mãos e todo o corpo e assim podemos sentir em memória o carinhoso e fresco abraço das águas do Dão à nossa volta. Contra a nossa vontade e apesar de ainda o Sol não ter nascido as normas sociais que nos foram impingidas ao longo dos anos impedem-nos de mergulhar tal como viemos ao mundo, afinal como o fizemos algumas vezes nos tempos de juventude, porque senão o prazer do contacto da água em toda a nossa nudez seria muito maior, garanto-vos com toda a certeza.
A Ponte lá está, na mesma. Ainda por reconstruir continua no entanto a garantir a travessia para a outra margem, cremos que em segurança. Enchemos o peito de ar, damos uma última olhada a este lado da Ponte aquele que a foto do lado esquerdo nos mostra e que já está alojada no nosso álbum SANTA COMBA DÃO - FOTOS ANTIGAS, e em vez de vir cá acima ao tabuleiro preferimos passar sob ela trespassando aquele primeiro olhal do lado da Capela e que só é inundado em época de cheias.
O nosso destino é o burgo e por isso temos de subir. Como atrás dissemos preferimos não vir ao Senhor da Ponte e desprezar a Via Cova (apesar de ser este o caminho mais percorrido pelas gentes) preferindo fazer a subida pelo Caminho da Ribeira que, embora mais acidentado, nos é mais familiar e permite-nos chegar mais depressa a casa, no Outerinho.
Quase no cume do pequeno outeiro paramos para retemperar como que por instinto. Inevitavelmente olhamos para trás para o caminho percorrido e o Vale do Dão entra-nos pelos olhos adentro: quanta beleza reunida num só quadro, seja ele a cores ou a preto e branco, agora ou antigamente.

Enovelados em recordações ficamos por aqui, mas prometemos que amanhã revelaremos pormenores da nossa subida. Entretanto, hoje, fiquem-se pela admiração desses dois belos quadros da Ponte que serão melhor apreciados (em ampliação) no álbum de fotos antigas, que pode ser acedido pela ligação acima ou por clique sobre cada uma das imagens.

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publicado às 11:24




  


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