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Barragem da Foz do Dão

por neves, aj, em 20.04.08

PhotobucketO título não é nosso e sim de articulista que em 1991 publicou no diário As Beiras artigo em defesa daquele nome para a a barragem que represa as águas do Mondego e do Dão logo abaixo da antiga povoação da Foz do Dão e que é oficialmente denominada, como todos sabemos, por Barragem da Aguieira. [foto ampliada]
Saliente-se que desta vez não fomos nós que partimos em busca da notícia, foi ela que pela mão do próprio autor do artigo, afinal um nosso conterrâneo, veio até nós e aportou como comentário a uma entrada do Voz escrita em Janeiro de 2008 a que demos como título Foz do Dão.
Recordamos que foi nessa entrada que fizemos a introdução ao álbum de fotos antigas de Santa Comba Dão que andamos a colocar no Voz, mas também aproveitámos para falar, embora superficialmente, sobre a bonita povoação agora submersa que como podemos constatar pelos escritos que vêm à tona está apenas fisicamente debaixo de água já que na memória de quem a amou ela estará sempre presente no vértice de confluência dos rios Mondego e Dão.
Sinceramente que gostámos do comentário, afinal artigo, e como concordamos com o que nele está expresso até fizemos cópia (integral, claro) para lhe dar maior destaque colocando-a em cantinho próprio no Voz e que pode ser acedida aqui. Acreditamos que ao tomarmos partido pela denominação de Barragem da Foz do Dão ao invés de Barragem da Aguieira teria pesado a nossa condição de santacombadense, aliás como acreditamos que teria pesado para o autor e muito mais para ele que viu a casa ser inundada visto que o Dr. Alcídio Mateus Ferreira, advogado em Coimbra, é natural da Foz do Dão, no entanto parece-nos que os argumentos por si usados no texto são deveras interessantes e merecedores de serem apreciados mesmo agora há distância de quase 20 anos.
Aliás este caso "Barragem da Foz do Dão versus Aguieira" faz-nos lembrar um outro que tão bem conhecemos, o da Barragem do Carrapatelo que as gentes de Cinfães (do Douro) apelidam, orgulhosamente, de Barragem de Mourilhe.
"Interesses económicos, professor" diziam-me aquando por lá andei intervalando as magníficas paisagens com as equações numéricas e literais  em que uma das incógnitas poderia ser mesmo essa: porquê Carrapatelo e não Mourilhe se a parede perpendicular ao Douro se sustenta nos terrenos de cada uma das povoações?
"Sabe, daquele lado é Marco de Canaveses, Distrito do Porto e daqui é Cinfães que pertence a Viseu" continuava aquele homem pescador de rosto ressequido que tinha adaptado a sua casa rural para servir as mais saborosas enguias fritas em molho de escabeche que até hoje degustámos, completando com xeque-mate que na altura era bem autêntico: "e sabemos nós que Viseu está sempre em último, até no alfabeto".
Interesses, sim interesses. Contribuições, promoção e desenvolvimento turístico, influências de homens, de empresas e de alguns políticos, desinteresse e inoperância de outros, talvez, e etecetera e tal. Talvez por cá por baixo na confluência das duas Beiras, Coimbra tenha passado também a perna a Viseu, quem sabe.

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publicado às 12:48




  


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