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... e o César voltou a sorrir!

por neves, aj, em 30.05.08

PhotobucketCom sinceridade vos dizemos caros amigos e amigas que quando descobrimos esta foto ficámos deveras felizes por vermos o César a sorrir.
Novamente a sorrir deveríamos talvez escrever já que os tempos imediatos ao infortúnio que o atingiu teriam sido tão terríveis e difíceis que nos sentimos incapazes para imaginar a dor e, principalmente, o desânimo que tomou conta da mente deste jovem que, qual rebento ainda a desabrochar, se viu limitado de movimentos.
Do César já vos falámos aqui no Voz. Na altura contámos que o nosso conterrâneo, residente na pequena aldeia do Coval da freguesia da amada Santa Comba Dão, tinha sofrido um acidente e que necessitava de angariar fundos para poder passar por uma cirurgia que lhe permitisse mais autonomia para encarar a vida de igual modo a outro qualquer. Soubemos que estava sendo feita campanha de sensibilização à população e arranjámos (ou arrumámos conforme as perspectivas) aqui um cantinho no Voz para dar conhecimento a todos aqueles que quisessem juntar-se à onda de solidariedade.

Photobucket

Bem gostaríamos, mas sobre a cirurgia em verdade vos temos de dizer que nada sabemos, desconhecendo completamente se a intervenção foi realmente já efectuada. Lamentamos, mas como do nosso lamento não reza a história continuemos.
E continuemos para repetir que à distância de milhares de quilómetros nos sentimos deveras contentes por ver não só o César sorrir, mas também por constatarmos que um enorme sorriso esperançoso tomou conta de sua mãe e cuja presença na foto nos proporcionou, finalmente, identificar correctamente este nosso jovem conterrâneo de quem sabíamos apenas ser filho de um ferroviário "do outro lado do rio" que tinha casado no Coval. É certo que o pai, quiçá fotógrafo de ocasião, não nos aparece na imagem, mas não temos dúvidas absolutamente nenhumas em o identificar (o sobrenome Alves ajuda) nem ele a nós diga-se de passagem.
Assinale-se, porque se deve, que a fotografia faz parte do fórum da Associação Arcadas a quem pedimos "emprestada" somente para divulgar este belo momento de alegria e fraternidade registado por altura da realização de um concerto musical pelo agrupamento Vira Milho (da referida associação) em solidariedade para com o César e com o intuito de angariar fundos que, segundo notícia publicada no sítio, atingiram 900 euros. Parabéns à ARCADAS.
Resta-nos despedir, enviando para os pais um grande abraço de solidariedade e para o César um forte incentivo, também na forma de abraço, para que acredite e que jamais deixe de lutar... e de sorrir.

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publicado às 12:48

Falando (ainda) de cravos

por neves, aj, em 30.05.08

Assim como há cravos e cravos também há presidentes e presidentes, mas o que queremos realmente dizer é que há democratas e democratas.

PhotobucketExceptuando, claro, aquela nova geração que na voz do Presidente da República até é ignorante na matéria, cremos que se contarão pelos dedos das mãos os portugueses que não relacionarão o cravo, flor, com a cor vermelha. Tudo devido a Abril e à Revolução e à enorme coincidência de uma vendedora de flores ter expostos em maior quantidade cravos dessa cor  e os começar a distribuir pelos soldados revoltosos naquela madrugada do dia 25.
Claro que esta da vendedora é uma das versões para o surgimento do Cravo Vermelho como símbolo da Revolução (a que também deu nome) e até consta que afinal teria distribuído igualmente outras flores nomeadamente cravos brancos, só que os fotógrafos jornalistas teriam dado mais ênfase aos de cor vermelha quiçá por o vermelho ser cor de sangue e de fogo, de vida, cor carregada de força, poder e brilho, como lemos por aí e convenhamos que o vermelho serviria melhor os objectivos da Revolução. Fosse como fosse o Cravo Vermelho é parte integrante da Revolução, ficará a ela associada para todo o sempre e identificará todo e qualquer que o porte na lapela como simpatizante e aderente aos princípios básicos que caracterizaram aquela madrugada vitoriosa: liberdade e democracia!
Infelizmente para certos sectores, onde poderemos atar no mesmo molho conservadores saudosistas avessos da igualdade fraternidade liberdade e alguns carneiros envergonhados, o Cravo Vermelho começou a ser visto logo de início como lança do inimigo comunista que vinha comer as criancinhas ao pequeno-almoço e matar os velhos com uma injecção atrás da orelha e nem com o amainar das águas deixaram de o considerar um símbolo vanguardista dos gajos da esquerda.
Erradamente, caros amigos, porque isso é pura demagogia reaccionária: quem usa Cravo Vermelho no 25 de Abril não tem que estar ideologicamente conotado com a chamada Esquerda e a única verdade é que o Cravo Vermelho está colado à Democracia e à Liberdade, afinal desejadas por todos. Sim, por todos, até pelos próprios que apregoam que "agora existe liberdade a mais" (embora não haja a mais nem a menos e apenas liberdade) que se servem da Liberdade e da Democracia conquistadas em Abril para defenderem as suas ideias (verdadeiro paradoxo este da Liberdade permitir que livremente se seja contra ela).
PhotobucketO próprio Presidente da República veio falar dessa Liberdade conquistada por Abril no discurso dos 34 nos da Revolução e até lembrou os tempos do regime autoritário em que se vivia privado dela, mas inexplicavelmente compareceu às comemorações despido de Cravo na lapela e pareceu-nos que colocou uma gravata vermelha como que a tentar tapar o Sol com uma peneira. De que tem ou teve medo o Presidente? E outros com iguais responsabilidades? Qual a razão de 34 anos depois ainda a maioria das entidades eleitas ou apoiadas por partidos mais à direita, se nos é permitida a colocação, como o CDS e o PPD/PSD, ainda teimarem a não usar Cravo? Acham que é uma mariquice ou serão contra os ideais de Abril ou por outras palavras anti-democráticos? Claro que haverá de tudo, mas nós não somos tão obtusos para que não consideremos muitos homens e mulheres desta área como democratas (indo mais longe e no sentido contrário diremos também que alguns que vagueiam pela chamada esquerda e que até usarão cravo são aquilo que se chama de democrata de café ou de tasca cujo lema é olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço). Então porque não colocarão o Cravo? Será por preconceito ou por medo de os seus pares (e eleitores) os conotarem "mais à esquerda"? Muito possível, principalmente se em jogo possam estar eleições futuras. Infelizmente tal não é apanágio apenas desses a que atrás nos referimos já que nos lembramos bem que em um belo ano de comemorações (e curiosamente de eleições) uma fatia da "esquerda socialista" no poder se furtou a ostentar o Cravo. Talvez temessem que o diabo fosse tecê-las... teceu-as muito mas tarde, afinal.
É verdade que essa mesma Liberdade que Abril nos ofereceu permite que cada um faça a sua escolha, mas o exemplo deve "vir de cima" e, voltando ao Chefe de Estado que está obrigado a ser exemplo, deveria Sua Excelência o Presidente da República lembrar-se que ele próprio é um dos baluartes da Democracia e também símbolo da Liberdade conquistadas em Abril. Afinal tal como o Cravo que, repetimos, é já um símbolo eternizado da Revolução de 25 de Abril.

E veio toda esta conversa à volta de cravos e de democratas a propósito de uma foto que vimos no quinzenárioVoz do Dão  retratando as comemorações dos 34 anos da Revolução do 25 de Abril na nossa cidade de Santa Comba Dão onde constatamos (com contentamento, confessamos) que o nosso jovem Presidente (da Câmara) ostenta na lapela com galhardia um Cravo Vermelho provando que tudo o que acima escrevemos estará correcto e que permite ainda enviar recados a colegas de coligação, à esquerda e à direita (e até a sul) de que é livre de preconceitos e que Democracia não será palavra vã na sua mente. Registe-se, dando-lhe força, outro cravo a seu lado, um Cravo que é uma das mais antigas e respeitadas vozes democratas da terra e da região, Lauro Gonçalves, e cujo nome já está eternizado como um dos maiores impulsionadores da nossa ditosa Santa Comba Dão.

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publicado às 08:54




  


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