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Ricardo Silva

por neves, aj, em 15.12.08

É designer e recebeu um prémio. Enviamos-lhe sinceros parabéns, claro. Com sinceridade, repetimos, sentimos um certo orgulho, porque afinal trata-se de um amigo e de um vencedor. Santacombadense, também. No entanto diga-se que neste texto nem nos debruçámos sobre o galardão. Outros valores mais alto se alevantaram na nossa cabeça. Vá lá saber-se porquê, mas as ondas da  inspiração levaram-nos a escrever sobre coisas e loisas da ditosa Santa Comba Dão de há uns anos, todas elas girando à volta do Ricardo e da amizade que entretanto surgiu entre nós.

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O Ricardo é nosso conterrâneo e amigo.
Como bem mais novo que nós (exactamente 20 anos de diferença, feitas as contas após o que lemos) não era do nosso círculo de convivência, como se compreende. Certamente que teríamos trocado as primeiras palavras quando ele trabalhava como pasteleiro no (café-pastelaria) Santo Estêvão e nós (ainda) residiríamos lá por cima, pelo Serrado, ou então íamos de visita à filha a braços com a separação dos pais. Já nem recordamos com exactidão. Do que nos lembramos bem é da imagem ruiva do Ricardo vestido de branco a aflorar à porta que dava acesso à sala onde secundava o patrão Zé Manel na confecção de saborosos pastéis de nata, garantidamente bem mais gostosos que os chamados de Belém... e se devorados quentinhos polvilhados com canela, nem vos contamos... verdadeiro manjar dos deuses ou pelo menos do santo mencionado, que tinha orago ali mesmo ao lado.
Saudades... sim, saudades não no tradicional significado do termo mas saudades desta gula à portuguesa.
Pacato, de bom trato social, o Ricardo sempre nos cumprimentava nem que fosse com simples aceno como quando vestido de cabedal passava por nós na sua potente moto. Afinal, a educação recebida vinha da parte de gente boa, respeitável no burgo, que nós conhecíamos bem e que vinha desde os avós João (Patife) e D. Zeca (Malhada), os mais exímios pescadores (sem cana, só com fio e anzol, claro) que conhecíamos dos tempos de ainda rapazote no Dão, o inebriante rio que o progresso transformou em lago artificial de água suja e parada. Quis ainda o acaso, ou se ele não existe que seja o decorrer da vida, que nós tivéssemos dado aulas em curso destinado a adultos onde uma das alunas era precisamente a mãe do Ricardo e outra, a sua tia. Fosse lá por quais linhas fossem, a verdade é que se criou uma certa empatia entre nós.
Entretanto o calendário deu voltas e reviravoltas e num ápice, após uma incursão de alguns anos pelas escolas a norte do distrito (de Viseu), vemo-nos nós de regresso à santa terrinha e encontramos o Ricardo, mais velho, claro, sentado numa cadeira de rodas por fatalidade acontecida algures na estrada mas jamais impeditiva de lhe tirar o bom humor, bem evidenciado quando nos cumprimentávamos: como corre a vida Ricardo?  Na maior, professor, tudo sobre rodas, e por contingências várias os nossos passos passaram a cruzar-se mais vezes, tendo então nascido, cimentado melhor dizendo, uma estreita amizade entre nós. Primeiro porque ele foi trabalhar para as Piscinas Municipais, onde costumávamos ir dar umas braçadas, depois quando se transferiu para o Espaço Internet onde o aperto de mão diário era uma constante já que nós éramos clientes assíduos.
Foi aqui neste inovador espaço que com ele conversámos bastante, horas, e aprendemos mais qualquer coisinha deste assunto de navegar pelas ondas da rede das redes. Foi ainda aqui, atente-se muito bem, que ele nos ofereceu duas verdadeiras obras de arte e de paciência que guardamos religiosamente no Voz do Seven: a nossa assinatura, habilidosamente adaptada das etiquetas do Neves Alfaiate e um estilizado sete com um floco de neve como símbolo do Seven. Eternamente agradecidos, sabe-o bem o amigo Ricardo, com quem ainda conversámos algumas vezes via internet (bate-papo) logo após termos atravessado o Atlântico e chegámos a trocar mensagens por e-mail.
O contacto esfumou-se, lamentavelmente, mas tal não é motivo de maneira alguma impeditivo de aqui trazermos à tona o amigo Ricardo Silva a quem reiteramos os parabéns pela proeza alcançada [notícia no Farol da Nossa Terra] e, acima de tudo, desejamos sucesso na vida profissional e tudo de bom na sua vida de cidadão comum, aproveitando para lhe pedir para nos contactar se ler esta nossa despretensiosa missiva e, ainda, agradecer-lhe por esta harmoniosa viagem até à nossa Beira.

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publicado às 16:44




  


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