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Choremos os mortos, sim

por neves, aj, em 28.06.10

[complemento de Menina dos Olhos Tristes]
... choremos sim, sem vergonha, porque é irrelevante se os vivos os merecem ou não. Se o Povo tem vontade de chorar pelos entes queridos, então que chore. Que chore em altos brados [se possível] e com raiva e revolta [obrigatoriamente] os milhares de mortos paridos por uma guerra absurda e desnecessária feita por gente obsessiva e manipuladora, monológica que se julgava dona da verdade absoluta, contudo isolada no e pelo mundo, e mandemos às malvas as palavras obsoletas instigadoras de "coragem" e de nacionalismos idiotas e perniciosos, só próprias de gente insensível e caquética que não sabe amar alguém, muito menos o povo da sua Pátria e em especial a sua juventude.

[... sem hesitações, sem queixumes, naturalmente como quem vive a vida, os homens marcham para climas inóspitos e terras distantes a cumprir o seu dever. Dever que lhes é ditado pelo coração e pelo fim da Fé e do Patriotismo que os ilumina. Diante desta missão, eu entendo mesmo que não se deven chorar os mortos. Ou melhor. Havemos de chorar os mortos se os vivos os não merecerem]

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publicado às 00:25

Às vítimas da Guerra

por neves, aj, em 28.06.10

Monumento em Santa Comba Dão aos ex-combatentes da Guerra Colonial Portuguesa.

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Justa homenagem da Mãe-terra santacombadense aos filhos que, incredulamente, viu partir [ainda na flor da idade] para terras bem distantes e desconhecidas, para os cus de judas, para África, diziam-lhe.
O monumento, como nos diz o Farol da Nossa Terra em artigo aquando da inauguração [13 de Maio último, Dia do Município, porque Quinta-feira da Ascensão], está situado num dos espaços mais nobres da cidade, assente na fonte que já existia à frente da entrada do edifício do Tribunal. As sete colunas que o sustentam representam as antigas províncias, com indicação do período em que cada uma foi possessão portuguesa: Angola 1575 – 1975, Cabo Verde 1460 – 1975, S. Tomé e Príncipe 1470 – 1975, Guiné 1588 – 1974, Índia 1510 – 1961, Timor 1515 – 1975 e Moçambique 1505 – 1975. Ao centro, uma placa exibe de forma bem visível os nomes dos militares do concelho que partiram para a guerra do Ultramar e não mais voltaram:
- Aníbal Ferreira Borges (1.º cabo) – Freguesia de Couto do Mosteiro – Angola 18-10-1968
- António Abreu (soldado) – Freguesia de Treixedo – Moçambique 03-08-1970
- António Emílio de Melo (1.º cabo) – Freguesia de São João de Areias – Guiné 18-04-1964
- António Jesus da Conceição Henriques (1.º cabo) – Freguesia de S. João de Areias – Guiné 10-03-1970
- António João Ferreira dos Santos (1.º cabo) – Freguesia de Pinheiro de Ázere – Guiné 27-10-1971
- Armando Manuel Andrade Lopes Loureiro (soldado) – Freguesia de Vimieiro – Moçambique 01-01-1968
- Arnaldo da Silva Cordeiro (soldado) – Freguesia de Santa Comba Dão – Angola 10-03-1973
- Carlos Alberto Nunes Varela (soldado) – Freguesia do Couto do Mosteiro – Moçambique 14-06-1967
- Fernando das Neves Ferreira (soldado) – Freguesia de São Joaninho – Moçambique 10-09-1969
- João Lopes Pereira (soldado) – Freguesia de Treixedo – Angola 07-04-1962
- Joaquim Pereira Jesus (1.º cabo) – Freguesia de São João de Areias – Moçambique 21-10-1974
- José de Almeida Mateus (soldado) – Freguesia de Santa Comba Dão – Guiné 06-02-1969
- Licínio Ramos de Almeida (soldado) – Freguesia de Santa Comba Dão – Guiné 20-04-1966
- Manuel Gomes Correia dos Santos (1.º cabo) – Freguesia de Santa Comba Dão – Moçambique 23-03-1968
- Manuel Gomes de Almeida (capitão) – Freguesia do Couto do Mosteiro – Angola 08-11-1963
- Rogério Pereira (soldado) – Freguesia de Couto do Mosteiro – Angola 23-11-1972

vídeo da inauguração        fotos de Ant. Maria Matos

Em tempo - Compete-me pedir desculpa por só hoje fazer a publicitação ao Monumento recém-inaugurado na ditosa Mãe-terra e que pretende homenagear os seus filhos que viu partir para a guerra, para a chamada Guerra Colonial ou do Ultramar. Justa homenagem, referencie-se, em que merece destaque um painel granítico com os nomes dos santacombadenses que perderam a vida nessa guerra tão estúpida quão desnecessária e que se prolongou demasiadamente [até à Revolução de Abril] apenas por teimosia e falta de visão futurista dos governantes de então. Não conheci os horrores que ouvi em relatos e que posteriormente vi em vídeos, já que tive a felicidade de para lá não ter partido [lá para Os Cus de Judas como Lobo Antunes chama a esses locais distantes onde conheceu os horrendos da guerra e que nos relata em livro soberbamente redigido e que leva o título que dei em destaque] mas conheci o sofrimento e a angústia de uma mãe [durante dois longuíssimos anos, 25 meses afinal]. Durante o período que meu irmão [do mesmo ano do amigo Zé Safado, o sempre bem disposto José Mateus] esteve por lá por terras do Cuango no norte de Angola aprendi também que o Natal pode não ser essa festa que apregoamos e que o bacalhau podia ser regado [também] com lágrimas, e ainda me apercebi que um pai podia ter medo que um homem simples e pacato como o carteiro Acácio lhe trouxesse um telegrama [é, era a forma elegante que o sistema tinha de consolar uma família se porventura algo terrível acontecesse]. Curiosamente um dia veio entregar-lhe uma dessas cartas de uma ou duas frases só. O temido não tinha acontecido, apenas um acidente. Nada grave, acho, só sei que um bidão de gasolina se incendiou e lhe queimou parte das costas, mas curiosamente nunca falei a preceito sobre isto com meu irmão... talvez por culpa da vontade de não falar sobre a Guerra, sobre os podres da Guerra, que persegue cada português. Entretanto, como parece que há uma tendência crescente para a branquear creio que o Monumento terá também a virtude de fazer lembrar às gerações vindouras que a Guerra existiu. Contudo atrevo-me a dizer que [o Monumento] ficaria mais completo [e seria mais justo] com uma pequena citação ao sofrimento e dor das mães e esposas. Sim, porque do outro lado do mar também se sofria. E bastante. Atrevo-me a dizer, novamente, que a vida como que parava. Ou andava devagar, demasiadamente devagar. Devido à ausência, o ambiente familiar tornava-se pesado, a alegria evaporava-se e até os almoços domingueiros eram tristes.

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publicado às 00:16

Beleza oriental

por neves, aj, em 24.06.10

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publicado às 14:05

Beleza afro

por neves, aj, em 24.06.10

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publicado às 14:04

Beleza em vermelho

por neves, aj, em 24.06.10

... papoilas!

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publicado às 13:37

Lisboa

por neves, aj, em 24.06.10

... o portal uol [Viagem] oferece-nos fotos e [clicando em MAIS após entrar nesta  foto] um bonito texto sobre a capital portuguesa.
Leve-se em atenção que é oferecido mais um álbum de fotos [também do portal uol] e, para abrilhantar a festa, oferecemos nós, agora,LISBOA MENINA E MOÇA na voz de Carlos do Carmo.

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publicado às 11:54

D. Zeca

por neves, aj, em 23.06.10

[são as gentes simples de um Povo que dão vida às pequenas e grandes cidades... tenhamos a coragem de as enobrecer]

D. Zeca é uma pessoa muito querida para mim. Aliás como para a maioria da população da ditosa Mãe-terra, onde goza de elevada estima e bastante consideração. Devido então às premissas que apresento, julgo que não me será apontado qualquer laivo de desrespeito se a identificar como D. Zeca [Malhada], afinal como ela é [tão] conhecida na nossa Santa Comba Dão. Tenho que confessar que ao partir para a singela homenagem a esta querida [quase] nonagenária [completou 88 anos no passado dia 11 de Maio] deparou-se-me o problema de escolher a foto para a embelezar. Curiosamente, das três fotografias que o neto Ricardo, meu amigo, me colocou à disposição fui logo optar por uma em que parece que D. Zeca está de costas viradas para o mundo, mas é puro engano já que o seu mundo em grande parte da sua vida foi o rio... o saudoso Rio Dão.

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Por essa razão, pelo Rio e pelas milhentas recordações que lhe devem estar a aflorar à memória,  escolhi esta foto, mas as outras duas podem ser observadas com um simples clique aqui mesmo lembrando que todas elas foram captadas [pelo neto Ricardo] quando D. Zeca tinha 83 anos, precisamente no dia em que, segundo a legenda aposta pelo fotógrafo, a nossa homenageada bebeu Coca-Cola pela primeira vez. Digno de nota esta resistência de oito décadas à Coca-Cola, se me é permitida a brincadeira.
Se eu soubesse como "trabalhar" um programa de fotos que tenho por aqui, não tenhais dúvidas, caros amigos e amigas, que me colocava, a mim próprio, na outra margem. Desde criança, mesmo quando eu ainda não tinha autorização para rumar sozinho até às suas margens e ia com a senhora Maria [do Filê] a lavadeira lá de casa, que me lembro de ver D. Zeca, acompanhada pelo marido, o sempre bem disposto sr. João [Patife], de frente para as águas do Dão em observação mais que atenta aos quase imperceptíveis movimentos do finíssimo fio de pesca que, lembro-me, nós também chamávamos de "fio de coco". Eu ficava embevecido e [também] intrigado ao vê-los pescar, tirar peixe da água melhor dizendo, já que não usavam cana ou vara de pesca nem sequer uma bóia indicadora da "pica do peixe". Se calhar usariam uma velha rolha de cortiça, não sei.
Não será errado dizer que eu ganhava horas a ver o simpático casal na sua faina. Sim, ganhava, não perdia, não querendo isto dizer que aprendi e me tornei num exímio pescador [a paciência nunca foi o meu forte e talvez, quem sabe, as vibrações nervosas me atraiçoem], mas ganhei porque por exemplo hoje me sinto feliz, muito feliz  em poder recordar [sem saudosismo] aqueles tempos passados no maravilhoso Dão que, no entanto, acabaram no nefasto dia em que o progresso [o tão necessário e indispensável progresso, mas também ladrão de prazer e bem-estar] nos roubou o Rio [e a alma de criança] com a construção de uma enorme parede na zona da Foz do Dão, institucionalmente apelidada de Barragem da Aguieira.
Finalizo com o Rio em memória, desejando a D. Zeca mais uns aninhos de vida, vividos com saúde e muita alegria na companhia da sua simpática e acolhedora família à qual envio reconhecidos cumprimentos, porque a amizade nos une, e, aproveitando a carona, aquele abraço bem especial para o neto Ricardo que segue etiquetado com os respectivos agradecimentos por me ter facultado as fotos e assim permitido este momento tão agradável.

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publicado às 14:20

Imortalidade

por neves, aj, em 22.06.10

... e aqueles que por obras valerosas se vão da Lei da Morte libertando!

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publicado às 22:08

Dia do Pai

por neves, aj, em 20.06.10

Temos a impressão que os nossos leitores acreditam, tal como nós, que nos calendários de todo o mundo há um dia reservado ao Pai. Contudo, saberão também, de certeza absoluta, que não há uniformidade na data da comemoração ou, por outras palavras, que temos vários "dias do pai" por esse mundo afora: por exemplo, neste ano de 2010 o Dia do Pai já foi comemorado em Portugal [19 de Março], no Brasil será em Agosto [segundo domingo-dia 8] e nos Estados Unidos da América é hoje dia 20 de Junho [terceiro domingo do mês] que os filhos dedicam um pouquinho mais de atenção em sentido reconhecimento àquele que, por definição, contribuiu para a sua existência, mas que também pode ser apenas o homem que embora não tenha dado o seu contributo biológico tudo faz, com amor e dedicação, para lhes permitir um harmonioso desenvolvimento como pessoa.
Cremos que a palavra será de todos o mais belo dos modos que um filho encontra para agradecer ao Pai. Na oralidade preferencialmente, mas quando de todo se torna impossível, a palavra escrita substitui e tem a vantagem de poder ficar eternamente gravada.

Dia do Pai
Papá foste um Pai com letras grandes, muito carinhoso, amigo e um bom exemplo para nós.
Apesar de já cá não estares junto de nós, temos muito orgulho de te chamar Pai. Viverás sempre nos nossos corações e nunca serás esquecido.
We Love you

Nequita, Lenita, Zinha e Netos
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Foi dos Estados Unidos que recebemos hoje um pedido. Feito por três filhos [e netos] de um homem que a nós nos foi bastante querido durante a sua existência terrena. O pedido é simples, tal como o sr. Neca o era, afinal: a publicação no Voz de meia dúzia de palavras dedicadas a ele neste Dia do Pai à americana [o Father' Day], palavras que embora escritas com simplicidade vêm carregadas de sentimento. Com enorme prazer acedemos, contudo somos obrigados a fazer um pedido de desculpas por nos termos alongado neste intróito, mas que fique claro que não desejámos "roubar a cena" antes sim juntarmos a nossa voz nesta linda homenagem a um recto santacombadense que há um bom par de anos emigrou para as Américas e que após árduo trabalho regressou um dia às suas origens onde agora descansa em paz para todo o sempre.

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publicado às 09:02

Morreu José Saramago

por neves, aj, em 18.06.10

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publicado às 23:54

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