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Hospital da Marinha

por neves, aj, em 25.08.13

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... foto datada de 1973, ainda em tempos de Guerra Colonial, mostra-nos cinco jovens militares em recuperação das marcas da brutalidade dessa guerra. Curiosamente um deles, o barbudo em pé, é natural da ditosa Mãe-terra e prezo-me de o ter guardado na gaveta dos amigos.
João Frias de Carvalho, de seu nome.
A foto foi surripiada de página do "facebook" relacionada com a Marinha e confesso que lhe perdi o rasto, contudo não será impedimento de a publicar matando dois coelhos de uma só cajadada: homenagear o amigo Pardal e, simultaneamente, lembrar às novas gerações que a Guerra existiu e deixou marcas profundas, muito profundas, não só físicas como emocionais. Que os jovens de agora não se iludam com o que virou moda apregoar-se por aí, e que levem bem em conta que aquele Portugal cinzento e "salazarengo" de então era nefasto e não se recomendava a ninguém, nem a nós próprios portugueses.

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publicado às 14:32

Maratona em São Paulo

por neves, aj, em 22.08.13

... ou resposta àqueles que me acusam de sedentarismo, que estou sempre de bunda alapada à frente do "facebook".

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Hoje, ainda não eram 7 da matina e já estava no "ponto de ônibus", paragem de autocarro se desejarem, a pouco mais de 20 metros de "minha" casa. Na Estação de metrô/metro de Vila Madalena desci uns quantos lances de escada e andei aí uns 300 metros dentro da estação da Consolação para mudar para a Linha Amarela que me levaria até à República onde fiz nova "baldeação" [transbordo] para a Linha Vermelha [mais uns lances de escada, mas aqui a subir e a "penantes" já que não utilizo escadas rolantes... de jeito nenhum]. Em Belém saí. Como a estação fica no alto desci, desci quatro lances de escadas que, sabia eu, teria de subir na volta. Novo transbordo desta feita para um ônibus que me levaria a desaguar no AME Maria Zélia, um ambulatório de especialidades médicas onde fui testar a "pilha" em prova de esforço que leva o pomposo nome de Teste Ergométrico.
Seiscentos e oitenta e sete metros percorridos sem sair do mesmo local, a pedalar em falso numa esteira ou tapete rolante. Não arriei e até ultrapassei o mínimo exigido e só parei um minuto depois da doutora me dizer que se quisesse parar que parasse. Traído pela respiração, porque nem os músculos das pernas nem o da "pilha" deram sinal de cansaço. Maldito tabaco que já fumei.
No regresso tive que subir as tais penosas escadas em Belém, mas antes da República saí, na Estação Pedro II. Objectivo: ir mendigar uma receita médica já que a doutora da Maria abandonou a barca da saúde pública que está a atravessar uma crise. Mais um transbordo até ao AME Várzea do Carmo. Na volta o percurso inverso, subir ao "elevado" que atravessa a movimentada Av. do Estado e mais umas escadas para subir. Sempre a pé, porque como já disse, sou alérgico a escadas rolantes. Novamente República e transbordo pro metrô da Amarela que tem a particularidade de não ser "pilotado", viaja sem maquinista. Outra curiosidade é que a composição não é formada por carruagens ["carros"] atreladas umas às outras e é, sim, uma "peça única" serpenteando pelos carris/trilhos como uma grande cobra, daí eu chamar-lhe sucuri. Hoje não deu, o movimento era muito e a [minha] pressa maior, mas dá-me gozo viajar à frente e ver os carris/trilhos virem ao meu encontro. Arrepio também, quando se avista uma luz ao fundo do túnel e, instintivamente, se pensa se a outra composição não circulará na mesma estrada que a nossa.
Claro que na Consolação tive que fazer nova "baldeação" [mais 300 metros] para apanhar a Linha Verde que me traria a casa, a Vila Madalena. Mais uns valentes lances de escada e já com a luz do dia nas ventas fui, como de costume, comprar um pãozinho português à Padaria Santa Marta. Claro que tive que trazer um miminho pra Maria: dois divinais pastéis de nata feitos por mãos lusas.
Depois foi mais um quilómetro, seguramente, a dar ao chinelo até casa, porque meter-me num ônibus ao meio-dia e tal era pôr os meus nervos em frangalhos.
Sedentário, é?

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publicado às 21:07

Amigo Lontra

por neves, aj, em 05.08.13

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... tomei mesmo agora conhecimento [pelo facebook] que o Lontra do Granjal tinha falecido e imediatamente me senti impelido a evocá-lo, a libertá-lo dessa lei da morte cantada por Camões e que não é outra senão a maldita lei do esquecimento. A minha memória não tem presente datas, nem certezas se o conheci apenas na minha adolescência ou também na infância. Irrelevante. Sei  apenas que cresci vendo-o como motorista da Bedford ou Ford cinza da casa António do Carmo, loja de ferragens e "quase tudo mais" sediada primeiro na Santa Columba e que depois foi fazer paredes meias com a Alfaiataria do meu pai, ao Balcão. Claro que também faria as vezes de "motorista de Táxi", já que o sr António do Carmo tinha carros de aluguer. Ensinado a respeitá-lo, nutri sempre pelo amigo Lontra uma grande estima e consideração em salutar amizade que se estendeu à idade adulta e algumas vezes me franqueou as portas da adega da casa no Granjal. Sempre o tratei por você, claro, como competiam as regras da boa educação e ele por tu, afinal eu era bem mais novo, mas curiosamente não me chamava Neves ou Tó-Zé e sempre por "menino". Hábitos de quando eu era criança? Fica-me na memória essa grata recordação e também a "suavidade" do tom de voz em franco contraste com a robustez física, sinal inequívoco de espírito calmo e pacato. Faleceu com 77 anos.

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publicado às 13:57




  


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