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Quadras Soltas

por neves, aj, em 29.06.04

Ó Santo António de Lisboa
Tu que tens fama de casamenteiro.
Se o casamento fosse coisa boa
Tu próprio não ficarias solteiro!

Na noite de S. João
Fui eu ao bailarico
Ela cativou meu coração
Eu ofereci-lhe um manjerico!

Nofinalzinho do mês... ainda bem a tempo!

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publicado às 10:37

EURO2004 a 8 mil Km – IV

por neves, aj, em 26.06.04
Álbuns de Fotos

Euro2004 a 8 mil Km –IV

Portugal  2 – 2    Inglaterra

(6-5 p)

Grupos — Calendário e Resultados — Classificação — Fase Final — Quadro de Honra
Introdução ao Euro 2004 — Euro 2004 a 8 mil Km I — Euro 2004 a 8 mil Km II
Euro 2004 a 8 mil Km III — Euro 2004 a 8 mil Km V — Euro 2004 a 8 mil Km VI
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... umacasa portuguesa, com certeza!
(foibonita a festa, pá!)

Senti-me em casa, ora pois!
Em ambiente escaldante, de verde,vermelho e amarelo vestido e onde não faltaram os sons dos bombos e acordeãoeu vibrei com o apuramento da Selecção Nacional Portuguesa para asmeias-finais do Euro 2004 em jogo sofrido, suado e chorado, mas com vitórialusa bem merecida!
Como referi no último apontamento era minhaintenção ir visionar o Portugal-Inglaterra "entre pares",juntamente com outros portugueses. Certamente que encontraria vários desseslocais na vasta imensidão desta cidade, mas diga-se que muitos fogem ao meuconhecimento e a Associação Portuguesa de Desportos –a Lusa fica muito distantedo local onde resido. Por outro lado havia uma razão especial para ir até à Casa de Portugal aquiem São Paulo.
Bem especial diga-se, pois não é todos os dias que se tem aoportunidade de reencontrar alguém com quem já convivemos, acima de tudoestando a oito mil quilómetros de casa. É que o acaso tem destascoisas. É imprevisível e quando menos se espera estamos perante uma situaçãoque jamais esperaríamos. Por isso é que lhe damos importância. Assim, um diadestes estavaeu vidrado com a reportagem televisiva referente à festa da comunidadeportuguesa no final do Portugal-Espanha e no citado ponto-de-encontro luso, quandome deparei com uma cara conhecida dos tempos matemáticos lá pelas bandas doDouro. Ao sabor das ondas das novas tecnologias, segue mail para aí, paraaqui e para ali e ficou feito o contacto. Assim no dia 24, dia de S. João, odestino de (mais) um lusitano era a Casa de Portugal de São Paulo.
Ainda não passavam cinco minutos das 15 horasquando entrámos, eu de emblema da Briosa ao peito e a minha companheira trajando nosombros lenço tipicamente português, no átrio do majestosoedifício da Casa de Portugal. O murmúrio próprio de situações ansiosas, eque muito nos caracteriza segundo dizem, chegou até mim. Em olhar de relancelogo os meus olhos se depararam, embevecidos, com cachecóis, bandeiras ecamisolas com as nossas cores e no meio daquela pequena multidão o patrícioque ansiava abraçar.
Venha daí aquele abraço, pá!
– Como vais? Que te trouxeaté cá? Os teus pais? A tua irmã minha aluna? Eu casei e por cá estou....
Poucomais se poderia adiantar na conversa, apesar de se desejar mais e mais, mas eraaltura de nos sentarmos em frente aos dois telões televisivos colocadosno soberbo salão de festas sito no rés-do-chão. Os minutos voavam em direcção ao quarto para asdezasseis. A hora das emoções aproximava-se e é sempre bom lembrar que alocalização mais ocidental desta região faz com que o  relógio ande "atrasado" quatro horas por esta altura do ano.
De pé,respeitosamente, escuta-se e canta-se o Hino Nacional Português, a versãooficial d'A Portuguesa, poema da autoria deHenrique L. Mendonça e musicado por Alfredo Keil.
À mudez inicialprovocada pelo gélico golo inglês, a plateia de imediato começou a respondercom gritos de incentivo, como se a Luz fosse ali mesmo, a cada vez que os Kinaspegavam na bola. Os bombos troavam.
Ao intervalo umas "modinhas" bemportuguesas fizeram-se ouvir e não faltou um ou outro parzinho a ensaiar unspasses de dança. No bar, entre um trago e o saboreio de gostosas azeitonastransmontanas, a esperança era a palavra de ordem na amena cavaqueira queespontaneamente se gerou entre gentes com um ideal comum, a vitória da Equipadas Quinas.
– Vai, pá. É agora, carago... gritava-se aplenos pulmões pelo "alívio" que tardava e rogavam-se pragas aofilho-da-mãe do relógio que não parava... afinal estávamos numa casaportuguesa, com certeza!
A (primeira) explosão veio com a cabeça de Postiga.Abraços, beijos, mas não muitos... pressentia-se o sofrimento para a prorrogação,como por aqui se diz.
Portugal começou o prolongamento com gana e raça, tomandoconta do jogo. A malta entusiasmada com o domínio luso adivinhava queiria ser questão de minutos...
E ao minuto vinte  desse períodosuplementar, Rui Costa fez abanar a Casa de Portugal.
Pareciaque o "amigo inglês" estava despachado. Mas... Os deuses assim não oentenderam e cinco minutos depois, no tradicional chuveirinho inglêspara a área adversária, "caiu pedra" que gelou as mais de duas centenas de pessoaspresentes. Voltava tudo ao início. Não deixei de me perguntar onde é que os deuses futebolísticosteriam ido buscar argumentos para nos castigar desta maneira, pois nem nos tínhamosportado nada mal, antes pelo contrário. Seria para colocar à prova o coração de cada um de nós?
A desilusão depressa se esfumou e regressou a esperança. Que maisse elevou com o falhançoespectacular da estrela "spaicial" na marcação daprimeira penalidade. Portugal estava no bom caminho, tanto que já tinhaconvertido os dois primeiros penalties, mas Rui Costa, o herói de há minutos, rematoupor cima da barra. Tudo igual novamente.
Que desejáveis ó deuses? Tornar o goleiro Ricardo num de vós, não?
E como ele passou noteste. De mãos nuasdefendeu e de pés bem calçados levou o esférico, com raiva e de forma primorosa, a beijaras redes de sua majestade.
Puummm... buummm... catrapum, pumpum... nem consigo descrever os sonsda explosão de alegria que se seguiu e nem a minha mente se lembra de coisaigual.
As bandeiras elevaram-se bem ao alto e os cachecóis esvoaçaram emfrenético agitar. As pessoas abraçavam-se, beijavam-se e havia choro e risos...é verdade pá, acredita, estávamos numa casa bem portuguesa, com certeza!

Grupos — Calendário e Resultados — Classificação — Fase Final — Quadro de Honra
Introdução ao Euro 2004 — Euro 2004 a 8 mil Km I — Euro 2004 a 8 mil Km II
Euro 2004 a 8 mil Km III — Euro 2004 a 8 mil Km V — Euro 2004 a 8 mil Km VI

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publicado às 17:07

EURO2004 a 8 mil Km – III

por neves, aj, em 23.06.04
Álbuns de Fotos

Euro2004 a 8 mil Km –III

Portugal  1 – 0    Espanha

Grupos — Calendário e Resultados — Classificação — Fase Final — Quadro de Honra
Introdução ao Euro 2004 — Euro 2004 a 8 mil Km I — Euro 2004 a 8 mil Km II
Euro 2004 a 8 mil Km IV — Euro 2004 a 8 mil Km V — Euro 2004 a 8 mil Km VI
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Com raça e jeito... não há quem pare o lusitano peito!

A manhã do último Domingo acordou bem cinzenta como seria de esperar,porque apesar de se estar a despedir de uma estação não tem razões parafestejar a entrada do Inverno... é o tal calendário às avessas de que uma vezjá vos falei.
Quanto a mim... parece que em mim também estava ausente a alegria, pelo menos aquela alegriade ter acordado que já é sinal mais que inequívoco de que afinal ainda andamospor este mundo. Mesmo assim cumpri o ritual matinal, respeitando o que os livrosrezam de não me colocar imediatamente em posição erecta e sentei por minutos na beira da cama.Enquanto os pés descalços procuravam os chinelos procurei arrumar no cérebroos acontecimentos previsíveis para o dia e então é que descobri que a causada minha apreensão seria o Portugal-Espanha de logo mais. É mesmo mausinal, mau agoiro para os supersticiosos, esta coisa de logo cedo um indivíduose sentir macambúzio quando lá mais para a tarde tem um desafio de "vidaou morte".
Upa, que se faz tarde!
Cafeteira ao lume, chuveiradarápida, café da manhã ingerido, dose primeira de nicotina, ó Portugalque mais queres, que mais podes desejar pela voz do imortal Zeca e eis quese apresenta um português pronto para tragar a fúria espanhola.
E"comemo-los"... numa vitória sem espinhas, com raça e personalidade.
Masantes,  ao almoço, já eu me tinha deliciado com a Feijoada à Brasileirafeita por nós cá em casa e como nestas coisas das novas tecnologias ainda nãoé possível oferecer os aromas e sabores deixo-vos com o aspecto e com apromessa de que um dia destes vos darei a receita. E se a dita ementa de feijãonão foi à Transmontana, como se justificaria em dia que se desejavainteiramente lusitano, foi porque houve o desejo expresso, cá em casa, de oBrasil também estar (sempre) presente no apoio às nossas cores.
Voltando aodesafio...quanto às crónicas, como sempre digo, ficam para os entendidos. Mas,sempre direi que a equipa está personalizada e a acreditar. Nãodistingo este ou aquele. O que mais me agradou foi a determinação, araça, a entrega de todos os nossos Kinas num jogo deveras empolgante e rodeadode tabus, que não passam disso mesmo, pois nem a tradição, nem"guerras" psicológicas ou de outrora, nem vizinhanças têm cabimentonum desafio de futebol quando o desejo é só um: vencer!
Portugal saiu àrua e festejou. E com razões para isso. De norte a sul, das ilhas às numerosas comunidades espalhadas pelomundo o verde, vermelho e amarelo pintaram fortemente as nossas"almas" sem nacionalismo barato como diz o tal doutor e sim com opatriotismo próprio do forte peito lusitano.
Tenhamos, no entanto, consciência que não poderemos embandeirar em arco.Que os nossos jogadores  não se coloquem em bicosde pés ou de salto alto, como por aqui se diz,e que ante a nossa conhecida Inglaterra entrem em campo com a mesmaraça e determinação e também com humildade quanto baste, mas com a certeza de quesão capazes.
Os portugueses têm esperança e acreditam e que se levante o primeiroque não tenha essa fé perante um sorriso deste tamanho.
Sei, sabemos todos,que os milhares de presentes naLuz na próxima Quinta-feira, 24, dia de S. João não deixarão de gritar bemalto o nome de Portugal. Eu, por cá e muito provavelmente na Casa de Portugalde S.Paulo acompanhado de outros patrícios e amigos, ficarei com o meu Bate-Coração pela Equipa das Quinas.

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publicado às 12:12

Santa Columba

por neves, aj, em 20.06.04

 
 

S.ta Columba e a Cidade...
Confesso que estava fora dos planos iniciar a Crónica coma alusão à Padroeira da Freguesia do Couto do Mosteiro e que, segundo consta,ofereceu o nome à nossa cidade. E faço-o porque a memória pode "pregar uma partida" e desde já e em antecipação apresento os meus agradecimentos à Junta do Couto pelo fornecimento de dados que tornam este escrito mais completo. Por outro lado é sempre óptimo rebuscar nas nossas origens... e reza a lenda (magnificamente retratada no painel de azulejos à entrada da Sala de Audiências do nosso Palácio da Justiça) que uma abadessa beneditina de seu nome Columba teria sido martirizada pelos árabes durante as suas incursões pela Ibéria.Santificada, o seu nome teria sido atribuído durante a cristianização da Península ao Castro de Borga, muito possivelmente a Vila de Barba dos nossos dias. A evolução linguística mudou o nome para Comba e o rio Om teria feito o resto.
Será que Santa Comba d'Om, hoje Santa Comba Dão, nasceu por aquelas bandas? Muito possível, se combinarmos os dados históricos com os menos exactos e levar também em atenção a devoção da freguesia do Couto a Santa Columba, cuja imagem exposta na Igreja Matriz sai em procissão solene no último Domingo de Dezembro.
O engraçado da questão é que passados mais de nove séculos esse (hipotético) berço é agora parte integrante da cidade de Santa Comba Dão, visto que para ser criada ela abraçou outras freguesias do concelho. Tendo em conta o que afirmei, retomo a teimosia de lembrar que, por exemplo, um vilabarbense ou um natural de Cagido são cidadãos de pleno direito da cidade de Santa Comba Dão.

As Ruas...
Mas, o objectivo desta Crónica é falar de ruas. Das ruas com o nome da Santa. E das duas que interessam começo pela que descobri nesta S. Paulo das mais de 90 mil ruas. Inicialmente não estranhei que por aqui também houvesse uma, afinal Santa Columba não é nossa propriedade e é, aliás, muito venerada por esse mundo fora com relevância na Irlanda e Escócia. O que realmente me intrigou foi o facto de a Rua Santa Columba ser paralela a uma outra que dá pelo nome de Rua Vizeu (tal e qual). Demasiada coincidência para um santacombadense curioso. Porém, a ida ao Arquivo Histórico da cidade de S. Paulo foi frustrante. Pouco me foi adiantado para além de que as ruas foram nomeadas em 1954 aquando do loteamento da zona,a Vila Olímpia e que, como já eu sabia, uma se referia à "Santa Mártir" enquanto que Viseu era nome de cidade, em Portugal e no estado da Bahia. Das razões do tal paralelismo não reza a História pelo simples facto de a denominação daquelas ruas ter sido feita por Decreto da Prefeitura (ou seja, para nós, a Câmara Municipal).
A rua, propriamente dita, não é grande.Direi mesmo que é pequena. É ladeada aí por uma dezena de residências, mas as moradias são belas e reveladoras de alguma abastança. Pareceu-me calma e o sossego só será perturbado pelo ruído do movimentado tráfego da vizinha Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, o grande impulsionador da criação da cidade de Brasília inaugurada em 1960 e hoje a capital federal do Brasil.
Já a nossa Santa Columba é bastante agitada.Todo o santacombadense o sabe. Nela encontram-se instaladas instituições indispensáveis à vida quotidiana como o Banco, a Caixa e os Correios. É também via de acesso à Igreja Matriz, ao Tribunal e Conservatórias e é parte integrante da EN 234 o que provoca, por vezes, os aborrecidos "engarrafamentos". Tendo a certeza que um dos extremos é o emblemático Balcão, já fico com dúvidas quanto ao outro: será o Largo Alves Mateus? Ou o término do Viaduto? Já um dia alertei que a Toponímia de Santa Comba deveria ser merecedora de mais atenção e volto a fazê-lo. Afinal faz parte da nossa História e a compilação em livro da origem dos nomes das ruas e praças da nossa cidade seria obra útil e proveitosa, podendo até a pesquisa ser feita pelos nossos jovens em (autêntica) ocupação dos seus tempos livres.
Em final de Crónica não posso deixar de parabenizar os CTT pela remodelação das suas instalações que, despidas do desmedido balcão, ficaram muito mais agradáveis e mais humanas. Crescer, modernizando com eficiência e humanização é necessário.
Só que... com a devida vénia pergunto se haveria mesmo necessidade da colocação daquele "caixotão vermelhaço"

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a agredir a fachada de um dos mais belos edifícios da nossa cidade. Sinceramente que ao olhar para tal bloco prismático até fico com a ideia de que, se colocado em rua qualquer, certamente viria a ser confundido como mais um "papelão" ou "vidrão". Teria sido estudada a hipótese da construção de um receptáculo de cartas mais digno e condizente com o prédio, por exemplo no local onde moram os apartados? Estes seriam mandados para lugar qualquer...não serão o engenho e a arte uma característica do nosso povo? Por outro lado seria um agradável e aceitável regresso ao passado onde a emblemática e badalada "pedra que diz CARTAS" retomaria o seu lugar.
Ainda com uma réstia de tempo e espaço, vou mais uma vez meter a foice em seara alheia.
E para falar sobre o elevador destinado às pessoas com dificuldades de locomoção. É certo e sabido que é dever da sociedade facultar acessos a todos os cidadãos e é verdade também que não deve existir discriminação quanto aos locais de acesso. No entanto coloco reticências sobre a frequência da utilização do elevador, perguntando-me quantas pessoas já o teriam "apanhado" para galgar aqueles três degraus. Como parece que de "arquitecto e de louco todos também teremos um pouco" aventuro se a colocação de uma rampa simples  a nascer um pouco antes [no primeiro arco por exemplo] não seria uma forma de resolver o "problema" e de minimizar a agressão ao granito.

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publicado às 18:42

O Avozinho

por neves, aj, em 19.06.04
... porque isto de “Pátrias Irmãs”, parece que já era!  Renovado

Desde já fica o alerta (manda a ética jornalística) que o título dado a esta Crónica não será propriamente meu. Mas afirmo, e em consciência, que não considero que esteja a cometer plágio, tratando-se sim de uma citação e ao invés de vir a usufruir proveito presto homenagem a um dos mais notáveis escritores portugueses. Em termos mais correntes até direi que a titulação será uma forma de juntar o útil ao agradável.O vocábulo, ouvi-o durante uma entrevista ao nosso Nobel da Literatura em canal televisivo aquando da sua última passagem por São Paulo para fazer o lançamento de (mais) um livro seu e, em aproveitamento de estada, presidir a vários colóquios.Instado a comentar o crescendo de um distanciamento (cultural e não só) entre as Pátrias Lusa e Brasileira, José Saramago na sua dialéctica mui própria, incisiva e pausada, fez então a analogia com o avô e o neto, com este a olhar com carinho para o antepassado e seu legado, mas não abdicando das suas vontades próprias e construir “o seu mundo à sua maneira”.Tem toda a razão o “velho lobo” da literatura portuguesa, pois é facto indesmentível que a cultura brasileira é ímpar no mundo. Basta lembrarmo-nos que ela brotou do enlace entre as raízes autóctones e as sementes lusas, africanas e (também) holandesas e posteriormente, já com o Brasil–nação independente, essa cultura sofreu a influência alemã, italiana e oriental. E não nos podemos esquecer que o Brasil faz parte do continente americano, o “Novo Mundo”, condição mais que bastante para divergir do avozinho que lhe deu “vida”, esse Portugal que está lá, lá bem longe na “Velha Europa”.No entanto, os sinais do avozinho por terras de Vera Cruz são muitos e são admirados, com os agentes da Cultura preocupados na sua preservação. Os diversos canais televisivos fazem grande divulgação ora das fortificações coloniais do litoral nordestino e das esplendorosas Igrejas da época ora de pequenas cidades fortemente vincadas por marcas lusitanas, como Paraty no estado do Rio ou Ouro Preto (Minas Gerais) que herdou a denominação do ambicionado metal amarelo existente no seu subsolo e já é classificada como Património da Humanidade. Por outro lado, é verdade também que o brasileiro, principalmente o de raízes lusas, em visita à casa de seu ancestral (mesmo que através de imagens) não se cansa de admirar as suas obras e os seus usos e costumes. Fá-lo apaixonadamente, com ternura e admiração. Fica encantado com as iguarias gastronómicas, surpreende-se com algumas expressões que o “velhote” usa e com as casitas que construiu, sejam elas as monumentais que foram erguidas para perpetuar os feitos históricos de Gama e outros, sejam as rústicas de paredes graníticas da Beira ou as transmontanas em xisto.Se essas viagens ao passado são dignas de registo, já as actuais trocas de saberes entre os dois povos deixam muito a desejar. Vem nos cânones que elas, as trocas culturais, são uma forma de as gentes melhor se conhecerem e se aproximarem. Mas, troca. implica reciprocidade e isso não está a acontecer. Por culpa não sei de quem a música portuguesa entra aqui por porta minúscula e se as nossas indústrias cinematográfica e televisiva conseguem romper barreiras então o impensável acontece: filmes legendados, como Capitães de Abril e séries de TV dobradas no português entendido por estas bandas.E isso dói.Dói muito ver a “figura” de Ruy de Carvalho ou a de Eunice Muñoz e não sentir nos tímpanos as suas vozes inconfundíveis e que tanto os caracterizam. E assim, se antes nunca fui conquistado pelas novelas também não o serei agora com a “mexicanizada” Olhos d’Água, uma telenovela de produção portuguesa que foi exibida pela nossa TVIndependente e que agora passa na televisão brasileira. E a razão é simples.... torna-se intragável escutar as falas dos nossos actores num “português tão insosso” que até parece que estou perante uma novela produzida no país dos sombreros, daquelas que também costumam passar nas nossas televisões. A “dublagem para português do Brasil” é explicada pela TV BANDeirantes com a dificuldade dos potenciais telespectadores em entender certas expressões portuguesas e “a forma menos pausada das falas”... Zé Povinho, de Bordalo Pinheiro, não se escusaria ao comentário (e ao gesto): “Eh pá, olh’esta... mas entom nós num fomos capazes de preceber a Gabriela? E Sinhozinho Malta e a Biúba Porcina?”.Pelos vistos, o desejo da produtora da novela portuguesa foi apenas o de vender o artigo e de entrar no mercado, pois outras já vêm a caminho. Ao contrário das produtoras brasileiras, mandou assim às malvas a divulgação cultural e talvez mais não nos reste do que a “teimosia” de Saramago em não permitir a “tradução” das suas obras e assim continuar a mostrar as “coisas” do avozinho... porque até um grande grupo económico português aqui radicado com BIG hipermercados, verdadeiramente continentais e modelares, se “esqueceu” de encomendar Bolo-Rei para o Natal pelo simples facto de que o gerente nunca tinha ouvido falar de tal iguaria portuguesa.... o próprio mo disse!

 

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publicado às 10:42

Corpus Christi

por neves, aj, em 10.06.04

... pormenor de Tapete em Vila do Conde(mais fotos

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<div align="center"><center><table border="5"> <tr> <td><img src="http://img44.photobucket.com/albums/v136/seven2004/Corpo%20Deus/entrada.jpg"> </td> </tr></table></center></div><p align="center"><font color="#808000" size="4"face="Arial Narrow"><b>... pormenor de Tapete em Vila do Conde</b></font>(<a href="http://tapetesdeflores.no.sapo.pt/imagens.html"target="_blank"><font size="3"><i>mais fotos</i></font></a><fontsize="3">)</font><br></p><p align="center"><b><span style="mso-bidi-font-size: 12.0pt; font-family: Times New Roman; mso-fareast-font-family: Times New Roman; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA"></b><font color="#808000" size="5"face="Lucida Handwriting"><b>Corpus Christi</b></font><fontcolor="#808000" size="5"><b></span></b></font></p><p align="justify"> <font size="4" face="Arial"><font size="4" face="Arial"><b>Aosdevotos... a História, a Festa e ainda tempo para, em viagemrelâmpago, fazer prece à Senhora da Aparecida</b>.</font><fontsize="4" face="Arial Narrow"><br>Consta dos livros que a <i>Festa de Corpus Christi</i> foiinstituída por Bula Papal de Urbano IV em 1264 devido à&#147;exigência&#148; das visões de uma freira do convento dasagostinianas (da Ordem de S.to Agostinho) nos arredores de <i>Liège</i>de modo a agradecer a Deus o sacramento da Eucaristia. Logoapelidada de <i>Fête Dieu</i> pelos paroquianos daquela cidadebelga, esta celebração propagou-se rapidamente a todo o mundocatólico e mais tarde tornou-se <i>dever canónico</i> obrigandoo clero a realizar a Procissão Eucarística pelas viaspúblicas.<br>Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIIIe tomou a denominação de <i>Festa de Corpo de Deus</i>, o que,diga-se de passagem, é um verdadeiro paradoxo se atendermos aque o mistério e a festa da Eucaristia é sim o Corpo de Cristo.Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada em <i>Diade Corpo de Deus</i>, o 60° dia após a Páscoa e forçosamenteuma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a ÚltimaCeia de Quinta-feira Santa e se esta demonstração de fé nãotem lugar nesta última data é porque a véspera da morte deCristo não se propicia a manifestações de júbilo. Agrandiosidade da <i>Festa</i> é tal que no nosso país não devehaver freguesia paroquial que não se curve à passagem da <i>Custódiacom</i> <i>Jesus Sacramentado</i> em procissão solene, sob chuvade pétalas coloridas, percorrendo ruas atapetadas de flores eladeadas por paredes engalanadas com belas colchas pendentes dejanelas e varandas.<br>Também por aqui, por Terras de Vera Cruz, o <i>Dia de CorpusChristi</i> é feriado e por herança natural de Portugal(subtraindo a denominação) de enorme solenidade, mas adecoração das ruas centrais das pequenas cidades já deve serconsiderada tradição bem brasileira. As </font><ahref="javascript:void(tmp=open('%20http://img44.photobucket.com/albums/v136/seven2004/Corpo%20Deus/procissao.jpg%20',%20'photobucket',%20'toolbar=no,%20scrollbars=yes,%20resizable=no,%20menubar=no,%20status=no,%20directories=no,%20location=no,%20width=400,%20height=400'))"target="_self"><font size="4" face="Arial Narrow">procissões</font></a><fontsize="4" face="Arial Narrow">, em tudo semelhantes às&#147;nossas&#148;, percorrem as </font><ahref="javascript:void(tmp=open('%20http://img44.photobucket.com/albums/v136/seven2004/Corpo%20Deus/Maria.jpg',%20'photobucket',%20'toolbar=no,%20scrollbars=yes,%20resizable=no,%20menubar=no,%20status=no,%20directories=no,%20location=no,%20width=400,%20height=400'))"target="_self"><font size="4" face="Arial Narrow">ruasalcatifadas</font></a><font size="4" face="Arial Narrow"> com astradicionais flores e outros materiais mais exóticos comoserradura colorida, cascas de frutas e de ovos, pó de café e defarinha, tampinhas de garrafa, areia, sal ou até mesmo roupas ebordados formando belos </font><ahref="javascript:void(tmp=open('%20http://img44.photobucket.com/albums/v136/seven2004/Corpo%20Deus/cristo_2.jpg',%20'photobucket',%20'toolbar=no,%20scrollbars=yes,%20resizable=no,%20menubar=no,%20status=no,%20directories=no,%20location=no,%20width=400,%20height=400'))"target="_self"><font size="4" face="Arial Narrow">quadrosalusivos</font></a><font size="4" face="Arial Narrow"> àsolenidade.<br>Em combinação devota e turística (neste Feriadão sãoinúmeros os &#147;pacotes&#148; ofertados por agências deviagem e hotéis), milhares de romeiros deslocam-se aos maisvariados locais de oração, de uma ponta do Brasil à outra,sendo de destacar cidades do interior dos estados do Pará, S.Paulo, Rio e inevitavelmente Minas Gerais onde a presençaportuguesa mais se fez sentir. Um desses locais que merece visitaespecial e não só neste Dia de Corpus Christi, é o Santuáriode Nossa Senhora da Conceição da Aparecida nas imediações dacidade de Aparecida, estado de S. Paulo, que dista apenas 160quilómetros da capital do estado. Aos crentes poderá parecerque ambicionada visita ao templo da Padroeira do Brasil (veneradaa 12 de Outubro) será de todo impossível, mas com um simples </font><ahref="http://www.santuarionacional.com.br" target="_blank"><fontsize="4" face="Arial Narrow">clique</font></a><font size="4"face="Arial Narrow"> poderão fazer uma visita guiada e terãotambém a oportunidade de </font><ahref="http://www.santuarionacional.com/index.php?id_canal=51"target="_blank"><font size="4" face="Arial Narrow">acender umavela</font></a><font size="4" face="Arial Narrow"> pela Paz noMundo ou pela mais variada das intenções.</font></p><p align="justify"><font size="3"><em>Ao tempo que redigi o presente texto (Junho2003) ainda os santacombadenses andavam às voltas com alocalização temporal do descaracterizado feriado municipal,Quinta-feira de Ascensão, e dizia eu então que essacelebração da subida de Cristo ao Céu ocorria 39 dias após aPáscoa ou, em raciocínio mais leve e buscando data maismarcante, 3 semanas exactas antes do Dia de Corpo de Deus. Virátambém a propósito salientar que a Páscoa é o primeiroDomingo logo após a primeira Lua Cheia que se verifica a partirde 21 de Março, data esta considerada pela Igreja Católica comosendo sempre (mas nem sempre o é) o equinócio de Primavera noHemisfério Norte. </em></font></p><p align="center"> <font size="3"><a href="http://www.geocities.com/CapeCanaveral/4274/portug2.htm" target="_blank">Cálculo Páscoa – Carnaval – Corpo de Deus</a></font></p>

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publicado às 08:45

Retrospectiva

por neves, aj, em 09.06.04
Redigido em Janeiro 2003

Retrospectiva

...definal ou de início de ano como queiram e (ainda) com um cheirinho a Natal.
Énotório. De tão amada quanto desejada, a Natividade será a festa maiscelebrada no mundo cristão a que ninguém consegue ficar insensível. Nestaquadra todo o homem (incluindo os poderosos e os influentes) apregoa a Paz e oAmor... a Fraternidade e a Solidariedade.
Ébonito de ouvir, mas todos desconfiamos de vocábulos tão sublimes na boca dosditos. Sabemos perfeitamente que essas palavras não passam disso mesmo: depalavras... palavras de circunstância. São vãs. Quem “conduz” o mundonada faz e (pior) até fomenta o que constatamos no dia-a-dia: um crescendo deegoísmo e ódios com as tensões inter-raciais a aumentarem e a ameaça deconflitos armados cada vez mais a tomar forma bem real. E nos pontos mais sensíveise mais dolorosos do nosso planeta (à espera do desenvolvimento prometido) afome, a doença e a injustiça social continuam a alastrar.
Mas,nem “todo o mundo” pensa do mesmo modo. Todo o homem de boa vontadedegusta a alegria e sensibilização que esta quadra natalícia transmite e semais não pode fazer... escreve.
Seja aqui ou naqueloutro lugar da Terra, desta ou daqueloutra forma.
Distante do meu habitat, este Natal foi para mim bem diferente. Não, nãose conclua que à Ceia faltou o bacalhau pescado e salgado pelas mãos lusitanasou que as castanhas de Bragança não marcaram presença. Nem as nozes e aspassas faltaram... só o Bolo-Rei é que foi substituído pelo Panetone.

Foidiferente, repito, mas também não se pense que me alheei do que (de errado) sepassa no Mundo ou que fiquei cego com a luminosidade irradiada da gigantesca Árvorede Natal, “construída” no enorme Parque do Ibirapuera na zonasul da cidade de S. Paulo. O que nela me impressionou e me fez sentir estranho em terraestranha foi a ausência da (habitual) auréola de neblina a envolver cada umadas mais de novecentas mil lâmpadas distribuídas pelos seus cinquenta metrosde altura. Remeti-me aos (meus) botões e sorri ao constatar que estava emcamiseta. A noite já tinha chegado e o calor ainda se fazia sentir. E numrepente o vento elevou-se e grossas e repentinas gotas de água abateram-se sobre mim, sobre todos que deslumbravam o soberbo cenário.Mas, tão momentânea como veio, a chuva tropical assim se foi. Oh, estranhoNatal o meu, este ano sem frio nem neblina...
Mascom Paz e Amor, tal como o vosso, espero.
Neste primeiro dia do ano recém-chegado, busco no portefólio onde guardo osrecortes do que até agora escrevi para o Defesa e verifico que existe atendência de nos tornarmos cíclicos no final de cada ano. Faz-se aretrospectiva do ano que finda e deseja-se um Ano-Novo sem guerra, semfome, et cetera...

Pazna Terra aos Homens de Boa Vontade...tretas!
Nãodesejo ser repetitivo, mas não me escuso a escrever que já não nos bastava a(eterna?) luta fratricida Palestina versus Israel sem solução à vista e aítemos os senhores da guerra a preparar as nossas mentes para a versão dois da célebreguerra na zona do Golfo Pérsico, entenda-se Iraque, cuja primeira parte tivemoso “prazer” de televisionar em directo há uma década atrás. E (ainda) nãosatisfeitos avisam a navegação de que estão preparados e prontos para mais.Que aguentam perfeitamente duas frentes, li eu. Os “outros”, osnorte-coreanos, lá no Oriente (palco sujo e ensanguentado de antigas guerrasmortíferas, longas e desnecessárias quanto baste) dizem-se ameaçados eafirmam que vão reiniciar o fabrico de armas nucleares.. Estaremos de regressoà velha “guerra fria” ou vamos “entrar a matar” no novo ano?
Uma de outras “guerras” que me confunde e que vamos carregar para 2003 é oda clonagem. De maneira alguma sou avesso ao progresso da ciência, mas temo como seu “avanço” desmesurado e com o possível aproveitamento político. Nadaterei contra a clonagem desde que o objectivo único seja melhorar a qualidadede vida dos seres humanos gerados normalmente, nomeadamente a obtençãode órgãos para futuros transplantes. Mas... produzir “seres” por meiosassexuados contrariando o ciclo normal da Natureza? É aberrante!
(Não venham os defensores da clonagem ou mesmo os avessos ao progressoconfrontar-me com a fecundação in vitro. Nesta, apenas não háintervenção sexual directa ou cópula. Continua a ser uma forma de reproduçãosexuada proporcionando a união de dois gâmetas distintos, um masculino e outrofeminino, embora fora do ventre materno. Ela não contraria a Natureza na suaessência, só dá uma pequena ajuda em casos anómalos em que a fecundação setorna difícil ou até impossível.)
E, afinal, que afinidade teria comigo o meu imaginável clone? Seria meu filho?Meu irmão gémeo? A minha cópia fiel? Mais nova ou mais velha do que eu? E oclone do meu clone?
Os temores assaltam-me ao pensar se tal arma, a da clonagem, estivesse aoalcance do psicopata nazi que pretendeu possuir o mundo há apenas (note-se)sessenta anos. Quem seria eu? O meu “fabricante” destinar-me-ia ao clã dos Einsteinsou ao dos broncos? Parece ficção é verdade, mas não me admira que certasmentes belicistas, entusiastas dos jogos de guerra, já se imaginem com exércitosde clones enxertados nas mais reles das cepas prontos a enfrentarem os filhosdilectos da Natureza. Que o mundo se cuide. Que jamais embarque na onda doelixir da juventude...

Mas,noutras zonas do planeta não se fala (agora) em desventuras. Fala-se em esperança.E acredita-se. Em justa homenagem às gentes da nação onde presentemente meencontro elevo a voz afirmando que este povo leva para 2003 a fé na construçãode um novo e próspero Brasil. A Esperança venceu o medo... foi a frasemais repetida no discurso da tomada de posse do Presidente-Operário que colocoucomo medida primordial e imediata, a erradicação da fome na mesa do povobrasileiro e em especial do que reside no árido interior nordestino que ele tãobem conhece.
Como foi diferente aquela tomada de posse. Das que eu tinha conhecimento e detodas as anteriores neste país. Houve quebras, tanto no protocolo (como se“impunha”, talvez) como também no esquema de segurança, nomeadamente nocontacto pessoal entre o presidente Lula da Silva e o povão que oelegeu. Jamais os meus olhos haviam testemunhado tão gigantesca manifestaçãode apoio e carinho popular (mais de cem mil pessoas) a um verdadeiro líder cujoprimeiro diploma recebido, como teve o cuidado de frisar, foi o de Presidente daRepública Federativa do Brasil..
Quanto a nós, longe e livres de ameaças guerreiras e como povo ordeiro eesperançoso que nos prezamos de ser, acreditamos sempre em melhores dias, numPortugal mais digno e mais justo. Apesar dos últimos “tropeços” querlaborais, desportivos ou sociais...
Quanto aos primeiros, todos sabemos que as greves não beneficiam... nem o própriotrabalhador. Mas é um direito que a Constituição Portuguesa lhe concede naluta por melhores condições de vida. É necessário haver compreensão da(outra) parte da população e empenhamento das entidades governamentais,dialogando, de modo a ultrapassar a crise. No futebol parece que a broncacontinua. Que não haja temor em desmascarar. Chega de bater na mesma tecla: vocêssabem do que estou a falar... e ninguém fala. Diz-se que há. O povo atéacredita que há. Mas ninguém denuncia quem. No que se refere às vicissitudes sociais, não poderia deixar de fazerreferência a essa vergonhosa mancha, perpetrada por gente doentia, que sujouuma instituição de causa tão nobre como a Casa Pia e que até colocou(negativamente) o nosso país nas bocas do mundo. Que não haja contemplações,que o cair da espada não se faça tardar e que rolem as cabeças por maiscoroadas que sejam. É desejo, pois, que o ano de 2003 nos traga mais justiça,iguais oportunidades e que Portugal continue a ser aquela nação respeitada emtoda e qualquer parte do mundo.

Umbom ano para vós!
(Redigido Janeiro 2003)

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publicado às 08:31

VALEU A PENA SONHAR... E SOFRER!

por neves, aj, em 08.06.04

Portugal  3 – 2    Suécia
3° Lugar

Parabéns Portugal

Grupos – Calendário – Resultados de Jogos – Classificação – Quadro de Honra
Passo a Passo

Valeu apena sonhar... e sofrer!

A Selecção Nacional Portuguesa de Sub–21obteve o 3° lugar na classificação geral do Europeu 2004 da categoriadisputado na Alemanha. Com uma vitória bem suada e obtida já na segunda partedo prolongamento por 3-2  (2-2 no tempo regulamentar) sobre a Selecção daSuécia, a "Equipa das Quinas" carimbou o passaporte para Atenas, naGrécia, e o direito de disputar o título olímpico em futebol.
Estão deparabéns os nossos rapazes e todos nós portugueses, pois se a conquista daMedalha de Bronze no Europeu é feito sempre a realçar, já a proeza departicipar nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 é honra só ao alcance dos eleitos.Deseja-se que a Selecção tenha uma participação digna do povo português eque, acima de tudo, os clubes/sads a que os jogadores pertencem nãocomecem a levantar os tradicionais e estúpidos entraves à participação dosatletas na Olimpíada visto que a época futebolística 2004/2005 já estará emcurso... a Federação Portuguesa de Futebol que se cuide e que tenha coragem debater o pé.

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Passo a Passo

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publicado às 17:34

Melancolia

por neves, aj, em 06.06.04
Melancolia
... recuando alegremente triste na memória da vida, vinte, trinta e tal anos...
(a Teixeira Dinis, in memorium)

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É Domingo.
Por aqui, por estas bandas di cá, falta um quarto para as nove de uma manhã outonal que acordou bem cinzenta e por aí ainda se darão os últimos retoques num almoço que, por ser domingo, pretende ser bem familiar.Será então a hora propícia de a minha voz fazer a travessia transatlântica, transformando o mar revolto em rio de águas calmas e assim alimentar, com a estabilidade emocional desejada, o amor entre um pai e a razão de sua existência.
No entanto, a mensagem de minha filha fere-me os ouvidos e martela-me o cérebro.
Em centésimos... milésimos... a mente voa e recua. Vinte, trinta, ena pá, aí uns trinta e cinco anos a passar e vejo-me no velhinho Estêvão de Faria, n'os Juniores, nos treinos do Desportivo Santacombadense. Seria, teria de ser, uma terça ou quinta-feira em final de tarde. Não se coloca a questão se fazia sol ou chuva, pois o que interessa para a presente Crónica, retrato da tristeza que me invade, é que antes de rumar ao Pereiro passávamos pela "Oficina do Senhor Fernando das Bicicletas" em atitude apelativa e simultaneamente interrogativa se o treinador, nosso mestre e de mecânica também, já teria dado o "murro final" na teimosa tampa do motor que (antes) sofria de maleita e que já se encontraria apto a carregar com o dono.
Em centésimos, também recordo a minha subida aos Seniores e a conturbada ida para a equipa de S. Joaninho, considerada então por algumas mentes estupidamente saloias como uma traição à terra quando, afinal, de dispensa se tratava. E o engraçado da questão é que passados tantos anos o progresso provou a essas mentes que estavam bem erradas visto que hoje aquela simpática freguesia é parte integrante da nossa cidade de Santa Comba Dão. Mas adiante, o que conta para aqui é que na minha cabeça juvenil de então tal "trauma" nunca chegou a sê-lo, porque, além do mais e para minha felicidade e meu desempenho, tinha o mister Teixeira a meu lado e com ele todo o apoio necessário e imprescindível.
Ao Álbum ainda por ordenar de Fotos acavaladas dentro da inestética, mas sempre preciosa caixa de sapatos, busquei uma. Coloquei-a no canto superior esquerdo do monitor do computador onde escrevo em busca de inspiração, porque a mente está em turbilhão e faz-se tarde ou tenho pressa em chegar ao final não sei. Reconheço, lá atrás, o Zé Gomes compenetrado e escondido nos habituais óculos escuros talvez em busca de inspiração para os golos que não sei se marcou nessa tarde. Dá ideia que o Sol raiava nessa tarde, mas a temperatura não seria tão alta assim tendo em conta os agasalhos que cada um está usando e sabemos nós que lá para as faldas da Serra de Montemuro o frio faz sentir-se com mais intensidade do que cá em baixo pelas margens do Dão. É que quanto ao local onde nós estamos, nós Pinguins em caminhada de descontracção muscular e quiçá mental tenho eu a certeza absoluta e afirmo ainda que é algures em estrada qualquer pertencente ao município de Resende ou ao de Cinfães lá paraa s bandas do Douro. A data é que ficou nos anais do esquecimento, mas penso que deve ser lá pela Primavera de 80, talvez antes... talvez depois.
Em primeiro plano, nos abonecados, distingo o Eurico e o Carlos (de Treixedo). À esquerda do retrato caminha descontraído o Rui Brinca também com os inseparáveis óculos escuros e a seu lado este que vos escreve em verdadeira pose para a posteridade. De barba e calças à boca-de-sino, rio a bom rir certamente contagiado pelo aberto sorriso da figura central, o nosso Teixeira.
Ordenei, assim, à minha mente que guarde para sempre este quadro. Que grave esta imagem do homem sorridente,alegre e sempre bem-disposto que tive sorte em conhecer, com quem aprendi e tanto convivi e se me perguntarem a razão por tornar pública esta singela homenagem ao Teixeira Dinis direi eu apenas que há razões que a razão desconhece.
Tanto que fica por dizer, mas... um homem também chora, não?
Por aqui me fico com,inevitavelmente, uma lágrima derramada por si amigo Teixeira.

São Paulo, 30/05/2004

MELANCOLIA (AINDA)                      MELANCOLIA (MAIS AINDA)

 

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publicado às 08:29




  


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