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Raposão

por neves, aj, em 30.09.04

Teria eu sido acometido hoje por saudadesite alguma? Não... ou talvez sim,não sei. Finalmente fiz, melhor dizer pedi o especial favor de me fazerem, o scanner da tua foto que é quadro em parede cá em casa...ao lado da Piruças, a cachorrita que vive connosco, que assim baptizei e que simpatizou comigo desde que cheguei, talvez graças aos odores teus que transportei. Fiz poema, não?... meu fiel amigo Raposão. Cão vadio... melhor dizendo cão vira-lata como se diz por cá... sempre é termo mais suave e um dos prazeres que sempre tiveste foi"virar" a caminho do estômago umas latinhas de comida que o pessoal amigo de vez em quando te ofertava. Sei que já não vagueias pelas ruas de Santa Comba. Terias partido em minha busca? Quando chegares a Santos, manda uns latidos que eu vou buscar-te. Sinto saudades tuas, sabias? Só espero que estejas bem e que o teu "dono" (pergunto-me sempre se um ser racional ou não é pertença de outro), dizia eu o alguém que te dá a comidita se algum dia ler o que escrevo que te faça um afago tal como este teu companheiro te fazia nos momentos de pausa nas jornalísticas viagens que fizemos. Abraço velho Raposão, fiel companheiro.
(O texto vai tal e qual como o fizemos na altura.)

 

Raposão

Este é um dos nomes que me chamam!
Sei que não é o de baptismo, quando ainda era moço bibelô e fazia a delícia dos meus donos, mas gosto muito e obedeço ao chamamento.
Vá lá saber-se porquê, o meu pequeno cérebro ficou parcialmente amnésico, talvez devido a acidente ou algum trauma e muitos factos nele gravados apagaram-se.
Não me lembro quem me terá adoptado. Também não sei se me perdi, se fui posto na rua ou se fugi e, se o fiz, não sei porquê.
Só sei que dei por mim a vaguear pelas ruas e três ou quatro amigalhaços, acarinharam-me. Para além das apetecíveis festinhas, que mesmo em adulto sabem bem, ofereceram-me palavras amigas e o essencial da vida... a "bucha".
Que mais poderia ambicionar? Ainda por cima livre dos elos férreos de qualquer corrente.
E pernoitar nunca foi problema. Com este cobertor que carrego às costas, qualquer abrigo me serve. Maravilha! E mais... passei a ser autêntico "ex-libris" da área de que me assenhorei junto às instalações da rádio local e deste jornal [Defesa da Beira], e assentei arraiais nas escadinhas de acesso ao estabelecimento do meu "Amigo Leal".
Inevitavelmente fiz muitos mais amigos.
A um deles, costumo eu acompanhar em longas caminhadas que ele depois vos relata sob a forma de viagem. Talvez devido ao meu focinho afunilado, às
pequenas orelhas erectas e ao pêlo acastanhado e felpudo, ele começou achamar-me RAPOSÃO.
Gostei! É um nome fixe! Engrandece o ego!
Outros chamam-me mui carinhosamente BOBI. Também gosto! Faz-me sentir mais jovem, apesar de não saber a minha idade.
Maldita amnésia!
Foi num momento retemperador, na última passeata, que o meu olhar triste transmitiu ao meu companheiro de jornada o que agora ledes.
É que eu não sou um vira-latas qualquer.
Não sou nenhum vadio. Apelidai-me sim de sem-abrigo privilegiado.
Não me arvoro em intelectual, mas considero-me "um ser cãotural".
Poderá parecer que estou a dormir, mas o ouvido está sempre alerta.
Ficai a saber que assisto à emissão de muitos programas radiofónicos e que tomo conhecimento dos artigos publicados neste semanário bem antes de vós, leitores.
E um dos artigos que muito me sensibilizou foi o do TOBIAS, da autoria do amigão Sandro.
Gostava de o conhecer.
Verdadeiro companheiro de luta pelos direitos dos animais.
Um cão não é um brinquedo, não.
Um cão merece todo o respeito e jamais poderá ser abandonado quando cresceu mais do que estava previsto ou a idade já não lhe permite brincar ou porque está doente ou porque trava a liberdade aos seus donos.
Será que me aconteceu o mesmo?
Maldita amnésia!
Mas não sou egoísta, não penso só nos da minha espécie.
Sou solidário com todos os companheiros que as pessoas intitulam de estimação
e que, mais dia, menos dia, estão sujeitos a ser enjeitados. Principalmente em período de férias... dos humanos.
Nem esqueço aqueles que para sustentar a humanidade e a mim próprio, fazendo-se cumprir a indispensável cadeia alimentar, são abatidos de forma desrespeitosa.
E não consigo compreender como podem certos racionais (?) seres sacrificar publicamente, para seu gáudio, os pobres touros que pomposamente apelidam de... morte. Gostariam eles de serem alcunhados Manel ou Jaquim de Morte?
Por outro lado sei que os humanos me acusam, a mim e aos meus camaradas, de "porco". Sinceramente... porco? Nem o próprio. É com tal epíteto
que se agradece à mais nobre das fontes de alimentação quadrúpede?
Como não fui ensinado a ir aos locais próprios, que nem sei se por aqui existem, sou obrigado a lançar na rua os desperdícios da minha alimentação. E não tenho culpa por não ter dono responsável que apanhe, como seria seu dever, os meus dejectos.
Mas sempre que me é permitido (como vós sabeis a vontade pode surgir num repente) vou "fazer" ao campo. É mais ecológico e até posso esgaravatar aterra.
Quanto ao banho, como os humanos o entendem, não uso champô, pois a Natureza não me dotou de capacidade para o colocar e espalhar pelo peludo corpo. Privilegiados são os apaparicados caninos, que não sabem o que é lutar pela vida, e que até à manicura e ao cabeleireiro os levam.
Mas eu trato de mim apanhando umas chuvadas!
E pena tenho eu de só tardiamente saber o momento em que os vândalozitos fabricam a espuma na fonte dos repuxos.
Mergulharia logo e ficaria como novo. Mas, de certoseria logo detido e espetavam comigo em cela exígua de qualquer canil, à espera que os ossos apodrecessem, enquanto os mafarricos continuariam a pavonear-se e a prepararem mais outra façanha.
Ná... ná... viva a liberdade...mesmo sujo!
Ão! Ão!
(Redigido em Março 2002)

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publicado às 07:48

Craques do dia!...

por neves, aj, em 20.09.04

À atenção d'A Chama doDragão.
Queres levá-lo? Tá difícil!...
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publicado às 10:03

Uefa (lusa história)

por neves, aj, em 20.09.04

Recordando os "feitos heróicos" das equipas portuguesas nas taças europeias, Taça dos Campeões (Liga dos Campeões), Taça dos Vencedores de Taça e Taça Uefa. Ligações também à Supertaça Europeia e à Taça Intercontinental em que estiveram envolvidas equipas portuguesas.

 

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publicado às 08:49

Regresso às aulas!

por neves, aj, em 18.09.04
"... correumal!"

"...correu mal", quem o afirma é Santana Lopes, oPrimeiro-Ministro português, comentando a entrada do novo ano lectivo.
E prontoestá dito como se tal assunto fosse comparável a derrota em jogo qualquer dosleões de que também foi domador. O nosso PM acrescenta que a culpa do atrasona abertura das aulas não foi deste Governo e adianta ainda que "... nãoposso fazer nenhuma jura por aquele sistema de computadores"... pois estáclaro, os computadores. Realmente a informatização dos serviços foi amaior benção que as instituições públicas receberam, não só por tirarcargas de trabalho em preencher as papeletas e não fazer as aborrecidas contitas quenem sempre davam certas, mas especial e essencialmente porque o amigo computadorpassa a ser o cepo das marradas.
Ressuscitou assim o bíblico bode expiatórioque aguenta com todo e qualquer falhanço dos serviços e para mais com a sorte(grande) de que o computador nem inteligência de bode tem para gritar bem altoaos companheiros de secretária que em vez de estarem a coçar-se, a fazeruma paciência ou a bater-papo em sala qualquer deveria o ditocompanheiro de trabalho dedicar-se mais um pouco... ao trabalho, à informática, por exemplo.(ressalvem-se as devidas excepções, porque conheço funcionários que de maneira alguma se enquadram no que acabei de dizer ou escrever como queiram)
Esta últimatese é também defendida pelo nosso PM, sacudindo como ele bem sabe a água do(seu) capote, e insistindo que "a culpa não é deste Governo... os responsáveispelo sistema (que falhou) estão em funções desde 1996". Ardilosamente,como ele tão bem sabe, remete as culpas para o mais famigerado dos governos constitucionais,autêntico cepo das marradas que está sempre a apanhar de tabela, o Governo deAntónio Guterres.... senhor Primeiro-Ministro permita-me o desabafo e otratamento: "ó Santana, mas tu julgas qu'o povo é parvo? Se eles (osresponsáveis) não eram de confiança, vós (tu e o teu antecessor) não tiveramtempo para varrer a casa?"
Bem, lá vão surgir umas demissõeszitaspara acalmar a oposição e o povo bate umas palmitas, bradando o celebérrimo"muito bem" d'outros tempos e defendendo que o nosso PM é homem quenada teme, que é homem verdadeiramente macho... e outros atributos que nem sei se tem e nem me interessa.
Segue a rusga e para o ano cá estamos novamente afalar no assunto!
Mas. o Voz do Seven não queria falar nada disto. O desejoera falar com os alunos... porque eu sei que (ainda) há os que me lêem. Epensando neles foi criado aqui no Voz do Seven, na coluna da esquerda dos links,um pequeno espaço intituladoEscola/Cultura na tentativa de dar uma ajudinha.
Descobri o Só Matemática queachei interessante e ofereço-vos, a vós alunos e aos outros também.Terão que se cadastrar, mas também não é impeditivo de maior. Terá umpequeno óbice, mas que vós com muito cuidadinho e atenção também sabereisultrapassar... é que está redigido no "Português falado por aqui emterras de aquém Atlântico" e existem umas "diferençazitas" naortografia, pois quanto à linguagem não vos disse eu, intervalado entre umPitágoras e uma equação do 2° grau, que a Matemática é a LinguagemUniversal?
Numa tentativa de dissipar dúvidas ortográficas, pois não queroser acusado pelo vosso profe de Português de vos incutir "o malescrever", também vos ofereço um corrector ortográfico das duas"variantes" da nossa Língua Portuguesa, o escrito em Portugal e oescrito no Brasil. Corrector de que me sirvo amiúde, pois redijo numprocessador de texto brasileiro e por vezes a dúvida instala-se na minha mentequanto ao assinalar do erro (para ele) que para mim não o é e um exemploflagrante é o vocábulo corrector/corretor.
Outro site interessantíssimo,principalmente pelos esquemas que apresenta, é o Triunfo do Corpo Humano.Aconselho-o, embora com o aviso de que poderão haver termos não coincidentescom a nossa nomenclatura, mas com tal alerta que vos faço penso que não haverá problemas.
Não me esqueci dos mais novos e como estamos no início do anolectivo (ou deveríamos estar) também fiz uma ligação ao Júnior no Regressoàs aulas. Outro site deverasinteressante é o Júnior Moçambicano.
Adepto do bem escrever deixo-vos uma ligação ao Dicionárioon-line da Língua Portuguesa que eu costumo usar e ao Bússola que tem montesde coisas que vos podem ser úteis.
Finalizo com a promessa de queirei acrescentando outros sítios que eu ache interessante para vós e que vospossam ajudar na vida académica.
Um bom ano escolar para vós, alunos e professores!

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publicado às 11:11

Joana... onde estarás?

por neves, aj, em 17.09.04

Joanatem 8 anos. Relata o Correio da Manhã que a pequena Joana desapareceu. Nopassado Domingo ela foi às compras a um pequeno café lá no lugar de Figueira,concelho de Portimão, onde reside com sua mãe, padrasto e mais doisirmãos. Havia festa na aldeia e até agora não se sabe nada dela. A PolíciaJudiciária já se colocou em campo e teme o pior... rapto, assim escreve oreferido diário. É dito ainda que até as polícias internacionais já foramnotificadas. Voz do Seven está longe, mas não pode ficar indiferente aodesaparecimento da pequena Joana que "é muito responsável para a idade eaté faz a lide da casa", segundo contam pessoas da comunidade. Mais nãopodendo fazer, Voz do Seven duvulga a foto publicada pelo Correio da Manhã(referida como actual) na esperança que ela passe de mão em mão até aoparadeiro da pequena Joana.

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publicado às 18:12

Independência ou Morte

por neves, aj, em 07.09.04
7 de Setembro</span>
Dia da Independência do Brasil

Reza a História que foi no ainda não tão longínquo dia 7 de Setembro de1822 que D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal proclamou o célebre"Independência ou Morte". A expressão ficou imortalizada como o"Grito de Ipiranga", por o acontecimento se ter passado nas margens dopequeno riacho com aquele nome aqui às portas de São Paulo, e simboliza ocorte do cordão umbilical da então colónia com a "mãe-Pátria".
Mas fique desde já assente que a Independência do Brasil não resultou dumasimples proclamação de D. Pedro. Ela decorreu de um longo processo dedecadência  do sistema colonial português, marcado pelos crescentesmovimentos conspiratórios sintomáticos no Brasil, como a InconfidênciaMineira, a RevoluçãoPernambucana ou a Revoltados Alfaiates, todas elas marcadas como manifestações de ideias liberais.
Para saberdes um pouco mais, pois todo ou quase todo esteprocesso de emancipação é desconhecido de nós portugueses, encaminho-vospara esta  enciclopédia que achei credível e onde podereis tomar um conhecimentomais aprofundado sobre a Independência do Brasil.
À procura de mais saber, apreciei também o que li nestapágina que vos indico e em atitude meramente curiosa (e jamais saudosista)tentei recordar o que se passava em Portugal por esta altura. Teria Portugaltambém "dado" o seu contributo?
Do meu velho livro (que tive o cuidado de trazer) de História de Portugal, daquela "História" quenos era incutida na Escola nos idos anos de 60 do século passado, busco algunsdados e transcrevo, com uns salpicos ali e ali bem à minha maneira, o que poderá se considerar o contributo português para a Independência doBrasil ou seja aquilo que os historiadores chamam de causas.
Nos finais do século XVIII, reinava em Portugal D. Maria I, A Piedosa. Teriaenlouquecido e seu filho D. João foi nomeado regente do Reino. Entretando naEuropa, mais propriamente em França, Napoleão Bonaparte cresce e busca oalargamento dos seus domínios. Decreta o Bloqueio Continental à Inglaterra, emque todas as nações teriam de proibir a entrada nos seus portos aos naviosingleses, não podendo com eles comercializar. Tradicional aliado dosbritânicos, Portugal não adere ao dito Bloqueio e é invadido pelas tropasfrancesas. Comandada por Junot, esta primeira Invasão (das três queaconteceram) dirige-se rapidamente a Lisboa para prender a família real que àspressas, em louca correria, abandona o país e foge para o Brasil deixando opovo abandonado à sua sorte. Estava-se em 1807.
Chegado ao Brasil em Janeiro de 1808, em pleno Verão brasileiro, D. João esua numerosa corte instala-se no Rio de Janeiro e logo de imediato decreta guerra à Françaabrindo os portos aos amigos ingleses. Por morte de sua mãe (1816), o regenteé aclamado rei como D. João VI e recebe a pomposa designação de Rei do ReinoUnido de Portugal, Brasil e Algarves, o que teria agradado imensamente à corte,visto que a fidalguia parasitária deixava de residir numa colónia e sim numreino. Mesmo com Napoleão já derrotado o rei resolve ficar por terrastropicais. Não regressa à Pátria... governa à distância. Enquanto desenvolve a colónia deixa o "seu" país entregue aos "amigos ingleses"...o povo português enfrenta a miséria e orei lá longe curte a vida, numa de sol e banhos. Terei mesmo de concordar que "...era quasecomo se agora Portugal fosse colónia do Brasil", frase que li no CanalKids, sítio destinado a crianças, mas que vos recomendo para um entendimentorápido e simples desta Independência e não só. (fica o alerta aonacionalismo luso que poderá não gostar de alguns termos empregues)
Continuemos. O descontentamentoem Portugal era grande e após a Revolução de1820  os ingleses foram postos a andar, sendo o governo absolutosubstituído pelo constitucional. Registe-se que aquela revolução, tambémchamada de Revolução do Porto foi  arquitectada por Fernandes Tomás,Ferreira Borges e outros, onde se destaca também o santacombadense Silva Carvalhonascido na Vila Dianteira. A junta governativa, de regência, impõe o regressode D. João VI. O rei, talvez por arrependimento qualquer e por desejo de morreronde nasceu, regressa em 1821 à Pátria  que nunca deveria ter abandonadoeno ano seguinte jura a Constituição. Antes de partir tinha deixado seu filhoPedro como regente do Brasil e o resto já sabemos. Resta dizer que D. João VIsó reconhece a Independência do Brasil no ano de 1825 e morre em 1826.
Em remate e voltando aos dias actuais, mais precisamente hoje,digo que a Festa da Independência foi bonita, pá. Desfiles a vincar opatriotismo foram feitos um pouco por todo o Brasil, com destaque na capital Brasília.


(mais fotos)
(notícia)

Via TV pude ver,surpresa das surpresas, o "nosso" Primeiro Ministro ao lado (esquerdo)do Presidente da República do Brasil, Luís Lula da Silva. Lindo de apreciarlado a lado o "colonizador" e o "colonizado que se rebelou",provando que "águas passadas não movem moinhos"!

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publicado às 14:55

Olimpíadas do Voz do Seven

por neves, aj, em 05.09.04
Com desejos de bom apetite...

Na Segunda-feira passada, 30 de Agosto,prometi-vos em ementa os Meus Olímpicos. Éverdade que tinha (quase) tudo preparado e até os ingredientes já estavam seleccionados, mas aborrecidosimponderáveis (que se poderão considerar normais tendo em conta a situaçãoem que me encontro e que já vos expliquei) determinaram que a feitura do pratofosse adiada.
Assim, quase oito dias depois, aqui estou eu nesta manhã deInverno com um sol de rachar que fará inveja a muitos dias de Estio por essemundo fora e com os olhos postos no pulsar do cursor que me aparece no ecrã docomputador parto em busco da inspiração na tentativa de dar o meu melhor no cozinhadoque idealizei e que daqui a instantes vos colocarei à mesa... porque, realmente isto daescrita é um tanto semelhante à confecção gastronómica. Com a vinda doapetite (talvez um tanto semelhante aos desejos das grávidas) idealiza-se opitéu e escolhem-se os ingredientes, quais alicerces do futuro texto.Vai-se misturando em lume brando, de preferência, e adjectivam-se assubstâncias aqui e ali evitando abusar dos condimentos, mas na verdade um textosem umas pontinhas maléficas de sal e pimenta não se podeconsiderar verdadeiramente um artigo de opinião ou, quiçá, de contestação .
Ah... jáme esquecia, prometi falar-vosdas Olimpíadas, dos recém-finados Jogos de Atenas e, como natural se torna,falar da participação portuguesa nos ditos. Mas, tal como na cozinha, durantea  confecção de algo mais sofisticado, também eu aqui estou com sériasdificuldades de levar o prato ao forno vindo a propósito dizer que parece queme meti num assado. É que pouco vi dos Jogos, leia-se da participação dosatletas portugueses, pois como devem compreender o meu tempo disponívelpassou de bastante a escasso e além disso os diversos canais detelevisão de que disponho por aqui (já expliquei que não capto aRTPinternacional) deram primazia, como é natural e intuitivo, às provas em queentravam os atletas brasileiros. Portanto não estarei muito à vontade paradesenvolver o tema e peço as minhas desculpas pela iguaria  não serservida com os devidos acompanhamentos, mas em atitude de completo desenrascançobusco ajuda no famosíssimo chef Vatel e remeto-vos para A Chama do Dragão do meu amigo Mário, que emprosa séria e elucidativa sintetiza a nossa participação em Atenas.
Mas, não se julgue que vou abandonar o barco,insisto e continuo remando contra todas as marés até atracar em bom porto.
Quanto ao Futebol, pois... não assisti àvitória sobre Marrocos, porque o jogo não foi transmitido em virtude de serDomingo e ter sido dada prioridade aos desafios do Brasileirão e mais não merestou que consolar-me com as gingas de Robinho, que parece que não ficoumuito afectado após o divórcio com seu amigo inseparável, o hoje portista Diego. Masvi... vi as duas vergonhosas derrotas da equipa que se deveria chamarSelecção Nacional Portuguesa e que quanto a mim não o foi, nem tanto pelaselecção dos atletas em si que isso é matéria que me ultrapassa, antes simpela falta de coesão, falta de raça e de disciplina dos elementos. Fazendo euquestão de ser ouvinte e defensor da juventude, por vezes dá-me cá umavontade de lhes "dar nas bentas p'ra trás" que nem imaginam. E a essegrupo excursionista que foi para Atenas chamo-lhes meninos mimados e maleducados sem dignidade para digerir derrotas e aos mais velhos, aos "acimade 23", que deveriam "tomar conta deles" nada lhes digo ou talvez lhes diga que figuras tristes fazem-se emcasa. Adiante que se faz tarde, sem deixar um alerta aos jovens que me possamler que não julguem que estou armado numa de cota, porque este problemade indisciplina nas selecções jovens já vem de longe. Torna-se imperioso actuar,pois um povo (que desembolsa os carcanhóis) não pode ficar envergonhado e malvisto com as atitudes de um qualquer grupelho de meninos da bola.

Descarregada a raiva e não me querendochatear mais, salto por cima do "silva das sapatilhas rotas" quenão conseguiu desculpa menos esfarrapada para justificar a sua inépcia emsaltar os obstáculos da prova dos três quilómetros.
Vamos à cereja, àscerejasem cima do bolo que chegam pela mão, pernas deveria eu dizer, dos nossos três heróis, SérgioPaulinho, Francis Obikwelu e Rui Silva. Realço otermo, porque não é todos os dias, leia-se Olimpíadas que um atleta consegueiçar a Bandeira Nacional Portuguesa nos degraus mais altos do Olimpo e por outro lado uma das coisas queestou a aprender (até ao final dos nossos dias sempre se vai aprendendoqualquer coisinha) é que não devemos esconder o nosso patriotismo. Exemploflagrante desta mostra de patriotismo é o que constato nesta Nação onde actualmenteresido e que venera os feitos dos seus filhos, (por vezes talvez de formaexagerada, penso eu de que...), mas isso é negócio que não me diz enão deve dizer respeito a um estranho em Pátria estranha. A talhe de foiceescrevo que já jurei a mim mesmo mandar estampar pequenas Bandeiras NacionaisPortuguesas na (meia) manga das minhas camisetas. Isso vos garanto que farei... e assim saberão que pelo Brasil, mais propriamente pelas ruas de São Paulo, alivai um "português sem vergonha de ser português" (mas isto é outrahistória, de muitas outras histórias que um dia vos contarei).
D' A Chama do Dragão roubei, assim, os medalhados

não me furtando, contudo, a eu próprio fazerpequeno álbum de fotos em homenagem simples ao bronze e às duas pratasconquistadas. Não poderia acabar esta participação portuguesa sem atribuir aMedalha de autêntico espírito olímpico à maratonista Ana Dias que na suaprimeira participação na prova teimou em chegar à linha de meta não seimportando  de ser a 62ª classificada. Gastou três horas, oito minutos eonze segundos para percorrer os quarenta e dois mil, cento e noventa e doismetros, mas não desistiu (ao contrário da consagrada Fernanda Ribeiro nos 10mil). Ainda uma palavra carinhosa para Naide Gomes, atleta que participouna difícil disciplina do Heptatlo. O resultado em Atenas da Vice-campeãeuropeia em pista coberta no Pentatlo (Viena 2002) e Campeã do Mundo (Budapeste 2004) na mesma especialidade ficou bem aquém dasexpectativas, mas nem por isso o Voz do Seven deixa de atribuir a medalha dasimpatia e da beleza a esta eclética desportista.


Ana Dias

Naide Gomes

Finalizo com um cheirinho aBrasil... e como não há tempo a perder, nem tampouco espaço nesta entrada quejá vai longa, remeto-vos para as páginas da Gazeta Esportiva onde podereissaber mais um pouco da participação dos atletas brasileiros na Olimpíada deAtenas 2004. Com naturalidade, a imprensa afirma que foi uma óptimaparticipação, mas cá para nós que ninguém nos ouve, talvez os resultadostivessem ficado um pouco aquém das expectativas ou então, essa mesma imprensa(nem sempre cautelosa) é que colocou, no início, a fasquia um pouco altademais. Não é assunto meu e o que desejo agora, neste momento, é deixar aquio meu tributo à grandiosa Daiane dos Santos. Faltam-me adjectivos para definira sua graciosidade, a sua simpatia, o seu sorriso seja em prova seja nodia-a-dia. Começando a sua carreira um pouco tarde (11 anos) foi descoberta, narua, por uma professora de Educação Física. Natural do Sul do Brasil, de um bairro pobre de Porto Alegre (Estado do Rio Grande do Sul) Daiane dos Santos não esquece e não esconde "de onde veio". Lutadora talentosa, conseguiu com perseverança vencer todos os obstáculos advindos à sua humilde condição social e à cor da sua pele. Não teme e em entrevistas denuncia o preconceito (ainda) existente. Conquistou o Brasil (primeira ginasta brasileiraa conquistar medalhas de ouro em campeonatos mundiais) e o mundo da ginástica,que em tributo à sua categoria já baptizou o salto duplo twist carpadocom o seu nome, Dos Santos. Talvez por estas e todas as outras razõesimplícitas, a pequena (1,45 metros, se não me engano) Daiane conquistou o meu apreço e, independentemente doseu resultado em Atenas (5° lugar no solo) deixo-vos com álbum defotos que de anárquico só tem a ordem em que as imagens foram colocadas.
Efalta falar da Medalha de Bronze que vale Ouro e que em operação de alquimia aorganização dos Jogos deveria mesmo transformar em ouro.

Li, já não seionde, que só mesmo um brasileiro aceitaria continuar a prova da Maratona apóssofrer autêntica placagem por desequilibrado irlandês que é ou foi padre eque tem apetência pelos locais de culto desportivo para protestar ou reivindicarnem sei o quê. Eu diria antes que, independentemente da sua nacionalidade, sóum homem com a têmpera deste atleta aceita resignadamente o que aconteceu. Ébom lembrar que Vanderlei Cordeiro de Limafoi trabalhador rural de sol a sol, alimentando-se apenas com o avio que levava de casa e que ingeria a frio (daí a designação dos"bóia fria") e certamente que essa dureza de vida contribuiu para aformação de um elevado espírito olímpico que lhe permitiu continuar a luta até ao final da prova. Pierre de Coubertin ficaria feliz. Por mais que se escreva, que se diga que o atleta estaria emquebra ou que o italiano vencedor estava em progressão nítida, a verdade éque fica sempre a ideia que a verdade desportiva foi escamoteada. Aqui fica,então, o meu protesto contra o que aconteceu e um"elevar bem alto"ao atleta que apesar de não ter ouvido os acordes do Grito doIpiranga ganhou certamente um assento ao lado de Zeus e Apolo.
Faço oremate final na (já longa, repito) crónica com um apelo a todos os jovens em busca deconsagração que coloquem os olhos neste grandioso exemplo dado por VanderleiLima que nem sequer protestou ante a injustiça de que foi alvo e entrou no estádiodo Olimpo irradiando tanta alegria como se tivesse sido o primeiro classificado,já que o verdadeiro vencedor era ele.

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publicado às 13:35

Futebol Olímpico

por neves, aj, em 04.09.04

Torneio Feminino
      
Torneio Masculino

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publicado às 12:21

...

por neves, aj, em 01.09.04

Mandea um amigo. Divulgue!

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publicado às 11:00

Rui Pedro... a revolta!

por neves, aj, em 01.09.04

Deum grande amigo recebi mensagem com pedido de divulgação. Voz do Seven,enojado e revoltado pelo que aconteceu ao Rui Pedro e a tantos outros,associa-se... porque divulgar é preciso.


VejaCartaz de Divulgação e passe palavra!
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<p align="justify"><font face="Lucida Sans Unicode" size="4" color="#666666">Deum grande amigo recebi mensagem com pedido de divulgação. Voz do Seven,enojado e revoltado pelo que aconteceu ao Rui Pedro e a tantos outros,associa-se... porque divulgar é preciso.</font></p><center><img src="http://img.photobucket.com/albums/v136/seven2004/RUIPEDRO80.jpg"></center><center><img src="http://img.photobucket.com/albums/v136/seven2004/Efeitos%20Especiais/barra7.gif"><br><span style="letter-spacing: 3pt"><font face="Impact" color="#0000FF" size="4">VejaCartaz de Divulgação e passe palavra!</font></span><br><a href="146225.html" target="_blank"><font face="Arial" size="5" color="#FF0000><span style="font-variant: small-caps"><b>Entrar</b></a></span></font><br><img src="http://img.photobucket.com/albums/v136/seven2004/Efeitos%20Especiais/barra7.gif"></center><p align="center"><a href="http://vozdoseven2.weblog.com.pt/arquivo/2007/02/pessoas_desapar.html" target="_blank"><font face="Lucida Sans Unicode" size="3" color="#FF0000">Pessoas Desaparecidas</a></p>

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publicado às 10:57




  


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