Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Hora de Inverno (Hemisf. Norte)

por neves, aj, em 30.10.04
31 – 10 – 2004

PortugalContinental e Reg. Aut. Madeira

às marque

RegiãoAutónoma Açores

à marque

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:21

Morte no Estádio

por neves, aj, em 28.10.04

A MORTE desceu ao estádio... mais uma vez!

Minuto 59. Estádio do Morumbi, São Paulo, Brasil.

Serginho, 30 anos, zagueiro do São Catetano do Sul.

Sem apetite para escrever, Voz do Seven ematitude solidária encaminha-vos para as crónicas (e as habituais e infelizesespeculações) publicadas em alguns órgãos da comunicação socialbrasileira, que, compreensivelmente, equiparam a tragédia de Serginho coma do malogrado Miklos Féher.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:19

Taças Europeias

por neves, aj, em 27.10.04

O DossierUefa 2004/05 do Voz do Seven é já merecedor de uma visita embora ainda seencontre em fase de acabamento.


.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:12

Porto TVT

por neves, aj, em 27.10.04

TAÇA DAS TAÇAS 1983/84

Percurso até à final

Eliminatória Desafio Resultado
Dínamo Zagreb – Porto
Porto – Dínamo Zagreb
2–1
1–0
G. Rangers – Porto
Porto – G. Rangers
2–1
1–0
Quartos Porto – Shaktior
Shaktior – Porto
3–2
1–1
Meias Porto – Aberdeen
Aberdeen– Porto
1–0
0–1
Final Juventus – Porto 2–1

Final

16 de Maio de 1984
Estádio St. Jakob, Basileia – Suíça
60 mil espectadores

Juventus 2–1 FC Porto

Juventus – Tacconi, Gentile, Brio, Scirea, Cabrini, Tardelli, Bonini, Vignola (Caricola), Platini, Rossi e Boniek.
Golos: Vignola, 12 –  Boniek, 41
Treinador: Giovanni Trapattoni

FC Porto – Zé Beto. João Pinto, Lima Pereira, Eurico, Eduardo Luís (Costa), J. Magalhães (Walsh), Frasco, J. Pacheco, Sousa, Gomes e Vermelhinho.
Golo: Sousa, 29
Treinador: António Morais

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:13

Sporting TVT

por neves, aj, em 27.10.04

TAÇA DAS TAÇAS1963/64

Final

13 de Maio de 1964
Estádio do Heysel, em Bruxelas –Bélgica
3 mil espectadores

Sporting 3–3 MTK (Hungria)

Sporting – Carvalho, Pedro Gomes, Pérides, A. Baptista, Carlos, Géo, F. Mendes, Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo e Morais.
Golos: Mascarenhas, 40 – Figueiredo, 45 e 80
MTK – Kovalik, Keszei, Dansky, Jenei; Nagy, Kovacs, Sandor, Vasas, Kuti, Bodor, Halapi.
Golos: Sandor, 19 – Kuti, 73 – Sandor, 75.

Em virtude do empate verificado nestaFinal, mesmo após prolongamento, foi realizada um segundo jogo por na alturanão ser prática o desempate por marcação de grandes penalidades.

Finalíssima

15 de Maio de 1964
Estádio do Bosuil, em Antuérpia –Bélgica
19 mil espectadores

Sporting 1– 0 MTK

Sporting – Carvalho, Pedro Gomes, Pérides, A. Baptista, Carlos; Géo, F. Mendes, Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo e Morais.
Golo: Morais, 19
MTK – Kovalik, Keszei, Dansky, Jenei, Nagy, Kovacs;,Sandor,Vasas, Kuti, Bodor e Halapi.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:00

Supertaça Europeia

por neves, aj, em 25.10.04

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 07:03

Taça das Taças

por neves, aj, em 25.10.04

Taçados Vencedores de Taça


Vulgarmente conhecida como Taça das Taças agrupava os clubes vencedores da"Taça" das respectivas federações inscritas na Uefa. Disputadaigualmente por eliminatórias esta competição teve o seu início na época de1960/61 e foi extinta em 1998/99, sendo agora as equipas vencedoras da"Taça" relegadas para a Taça Uefa.
Com grandes dificuldades emconseguir informação variada sobre esta competição, Voz do Seven fezunicamente um "apanhado" (pesquisa em arquivo do Mais Futebol) de cada uma dasfinais em que estiveram presentes os (dois) clubes portugueses e a cujos sitesoficiais também se faz ligação.  Outra ligação é feita ao site daUefa, mas fica desde já o aviso que é usada a língua inglesa.




As Finais

Portuguesas


1963/64 Sporting 3–3 e 1–0 MTK (Hungria)
1983/84 Juventus 2–1 Porto

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 06:56

Taça Uefa

por neves, aj, em 24.10.04

TaçaUefa


A Taça Uefaé disputada a partir da época de 2004/05 em moldes diferentes das anterioresedições. Assim após a 1ª eliminatória (antecedida dashabituais pré-eliminatórias) aberta a 80 equipas, os vencedores entram depois numa fase degrupos, com as 40 equipas divididas por oito grupos, cada um com cinco clubes.Nesta fase não haverá jogos a duas mãos, ao contrário do que acontece naLiga dos Campeões: cada equipa faz apenas quatro jogos, dois em casa e outrosdois fora sendo apurados os trêsprimeiros classificados de cada grupo. Às 24 equipas qualificadas, juntam-sedepois oito equipas que virão da Liga dos Campeões, os terceiros classificadosde cada um dos 8 grupos. Nesta altura volta-se ao sistema de eliminatórias,ainda com cinco rondas pela frente: 16 avos de final, oitavos, quartos, meias efinal.
Convém ainda referir que nesta Taça Uefa (instituída em 1971/72) osclubes participantes são os que terminaram os respectivos campeonatos logoapós os que se qualificaram para a Liga dos Campeões (cujo número depende doranking Uefa), os vencedores de Taça de cada uma das federações (antigamentedisputavam a extinta Taça dos Vencedores de Taça), os 3 "vencedores"da Taça Intertoto, 3 equipas de uma classificação de Fair Play e ainda as 16equipas que "falharam" o apuramento na terceira pré-eliminatória daLiga dos Campeões, para além das referidas 8 equipas, terceiras classiicadasna fase de grupos da Campeões.
Nesta páginafazem-se ligaçõesa vários portais que dedicam espaço à Taça Uefa e também aos sitesoficiais das duas equipas portuguesas que até hoje participaram em finais. Também umbreve recuar no tempo recordando essas finais, bastando para isso clicar nos resultadose retrospectiva da campanha clicando na respectiva época.

 


 

As Finais

Portuguesas

 

1982/83 Anderlecht 2–1
1–0 e 1–1
Benfica
2002/03 Porto 3–2 Celtic

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:31

Liga dos Campeões

por neves, aj, em 24.10.04

Ligados Campeões


A Liga dos Campeões é um prolongamento da antiga Taça dos Campeões. Aqui recordamos as finais em que participaram equipas portuguesas sendo possível um recuar no tempo até cada uma delas, bastando para isso clicar nos resultados... é possível ainda recordar a retrospectiva da campanha clicando na respectiva época.

 


<imgsrc="http://img.photobucket.com/albums/v136/seven2004/futebol/uefa/historico.jpg"border="0">

As Finais

Portuguesas


1960/61 Benfica 3–2 Barcelona
1961/62 Benfica 5–3 Real Madrid
1962/63 Milan 2–1 Benfica
1964/65 Inter 1–0 Benfica
1967/68 Manchester United 4–1 Benfica
1986/87 Porto 2–1 Bayern Munique
1987/88 PSV 6–5 Benfica
1989/90 Milan 1–0 Benfica
2003/04 Porto 3–0 Mónaco

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:11

Sondagem I (análise)

por neves, aj, em 21.10.04

       E N Q U E T E      

Concorda que Santana Lopes, Primeiro Ministro português, tenha assistido ao lado do Presidente Lula da Silva às comemorações do Dia da Independência do Brasil?

Sim   

 

66,67% (14 votos)

Não  

   

33,33% (7 votos)
Total–21 votos

Comentário...

Em pequena introdução alerte-se que nada me move contra aNação brasileira e jamais identifico um povo pelo que aminoria das minorias desse povo possa roncar contra outro povo. Como não julgo um povo peloque alguns dos seus membros possa fazer ou dizer também espero que o que eudiga, em rebate, a esses gajos não seja interpretado como contra um povo.Registe-se que não me sinto ofendido e não tenho por intençãoofender. Aos que não concordarem com a prosa que ofereço, pedia só que levem ematenção que o escrito é antes de mais um desabafo bem passageiro. 

            

Quase há dois meses no ar vai sendo tempo de o Inquérito à presença do PMportuguês nas Comemorações da Independência do Brasil ser retirado eanalisado. É uma verdade que a citada sondagem não motivou muito os visitantesdo Voz do Seven... apenas 21 aceitaram o desafio. E daqui já se poderiatirar a ilação de que o Voz do Seven ainda não é muito visitado, quiçá porfraca publicidade, e que o crescendo do número de visitantes dado pelo contadorde visitas é pertença exclusiva dos amigos fieis leitores. A estes fica já oagradecimento. Mas, e tendo em atenção o tempo condicional do verbo usado acima, também se pode chegar à conclusão que a enquete,como por aqui se diz, foi mal equacionada... Voz do Seven, por inexperiência namatéria, não considerou aqueles que não emitem opinião ora por serem contraas sondagens  ora por discordarem, por acharem despropositada a questãocolocada (cá em casa, a "outra voz" assim o achou). Assim, neste inquérito deveria constar mais uma alternativa de resposta: "é-meindiferente", por exemplo, que corresponderia ao Voto em Branco e atépoderia também ser colocada a alternativa "que me interessa isso?"que teria todo o sabor de um Voto Nulo.
 São falhas próprias "de toda e qualquer primeira vez" que játêm o mérito de avisar o autor para ter mais cuidadinho na preparação do quepretender fazer futuramente.
Voltando à Sondagem. Camuflando a reduzida participação (fica desde já oaviso para com os argumentos falaciosos de muitos analistas de muitas outrassondagens mais importantes) vamos imaginá-larealizada por um qualquer instituto de elevada projecção internacional.Diremos então que 33,33 por cento dos auto-inquiridos expressou-se contra apresença de Santana Lopes, como representante do povo português, nasComemorações do 7 de Setembro de 1822. Valor elevado? Reduzido? Bem... digamosque expressivo, penso eu de que, porque um terço de bolo já mata a fome a maisdo que um. Passados 182 anos da Independência do Brasil (para nós portuguesesserão menos 3 porque D. João VI só a reconheceu formalmente em 1825) pensoque essa percentagem deveria ser o mínimo dos mínimos, dando algum descontopara aqueles que fazem da vida uma guerra de preconceitos.
Como já vos disse, é um facto de que isso de Pátrias Irmãsjá foi chão que deu uvas. Asdiferenças culturais são muitas e o que nos pode unir nem sempre évalorizado, direi até que é mal aproveitado. Dá a impressão que uma daspátrias ainda não se libertou do estigma de ter sido colónia, advindo daíuma certa desconsideração para com o (antigo) colonizador. Por outro lado,este último, o descobridor, talvez exulte o facto de ter trazido a"civilização" a estas terras e talvez veja o Brasil de uma formapaternal. Não sei. Não sei como exprimir-me. A verdade é que se notampequenas "guerrinhas de auto-valorização", digamos assim, de cadauma das pátrias em relação à outra.
São atritos que não deveriam acontecer. E eles acontecem nos mais variadosquadrantes que, por vezes incendeiam qualquer um que se sinta filho de boagente. Não pretendo entrar num contexto mais abrangente, dos paises em si, domodo de vida dos portugueses e brasileiros, seus hábitos e cultura, porque setornaria fastidioso e direi até... complicado.
Um dos problemas com que me debato é ver que existe pouca divulgação de Portugal noBrasil. Até uma boa parte dos nossos próprios patrícios radicados aqui hádezenas de anos não têm noção de que Portugal mudou, que deixou de ser opaís cinzento que lá deixaram.
Por outro lado torna-se difícil expor sem ser acusado de parcialidadepor ser um português a escrever. Tenho que referir que por vezes dói ouvir que"... se não fosse a UE, Portugal continuaria atrasado" replicando (dizem) que Portugal e a Europa consideram o Brasil como país do Terceiro Mundo. Será? Para mim o Brasil é daqueles países que se apelidam de "emergentes".
Sobre a UE, vem apropósito citar uma resposta do nosso Presidente Sampaio, em trânsito por SãoPaulo na sua deslocação a uma cimeira na Bolívia ou Colômbia não sei. No seu discurso, JoséAlencar, Presidente do Brasil em exercício por ausência de Lula da Silva citouque Portugal é uma grande "porta de entrada" para o Brasil na União Europeia. Jorge Sampaio não gostou (notou-se um esgar) e retorquiu que existiam muitas outras portas parao Brasil penetrar, como a Espanha e a Itália, que Portugal tinha de ser visto comoum país produtor e investidor, et cetera e tal. Poderá deduzir-se que Porugal não merece muita atenção mesmo a nível do governo brasileiro? Creio que foi certamente uma daquelas infelizes tiradas que os governantes botam de vez em quando da boca p'ra fora. Só que o nosso PR, e logo depois um Ministro qualquer, reagiram. Sentiram-se... tal como eu me sinto por vezes.
Mas, grande parte da culpada não divulgação é nossa, dePortugal. É facto que Camões e Pessoa são estudados. Saramago também é lido ena ortografia portuguesa, por sua exigência. Outros autores também estão a chegar. Alguns actoresvêm participar em novelas. Mas tornar-se-ia necessário divulgar mais, por exemplo, amúsica, porque Portugal não é só Fado nem Folclore como por aqui éconsiderado. Tornar-se-ia necessáriotambém que a NBP/Fealmar produtora de (tele) novelas portuguesas não vendesse a alma ao diabo eque batesse o pé para que a voz e expressões portuguesas fossem ouvidas,porque até a própria trilha sonora das novelas que exportam é alterada passando a ouvir-se canções brasileiras. Será istointercâmbio cultural? Seria importante também queinstituições como o Instituto Camões (em São Paulo) divulgasse Portugal, porque não éfazer um encontro de quatro escritores portugueses, com dois deles ainda não nascidos na altura, que serecorda aRevolução de Abril. E as empresas portuguesas (grandes grupos do ramo dascomunicações e alimentar) que investem por aqui atéparece que têm receio de divulgar a sua origem... não vou nomeá-las...não o merecem. Em parêntesis digo-vos que já falei com professor casado com portuguesa oriunda da (minha) vizinha cidade de Mangualde que o emigrante português em São Paulo como que teme "cantar a toda a gente" a sua nacionalidade. Talvez temesse noutros tempos...
Um dos temas que cava fosso entre os dois países é o futebol. E aComunicação Social brasileira tem culpas. Todos nós sabemos que o Brasil,futebolisticamente falando, é o Brasil, pois claro está. E a imprensa falada eescrita enaltece-o. Tudo bem. O que é bom deve ser sempre falado, embora naminha modesta opinião a humildade deva estar presente. Agora desconsiderar ofutebol português é que é outra coisa.
As televisões esmiuçam coisas quenão lembram ao diabo. Lembro-me do anúncio comercial da Nike que foitema-debate durante dias, dias é verdade, até com chamada aos estúdios de "representantes dacomunidade portuguesa em São Paulo", e afirmava-se que o povoportuguês deveria sentir-se achincalhado por no citado anúncio os jogadoreslusos serem feitos de gato-sapato pelos canarinhos. Sinceramente que não vimais que um comercial. O barulho foi feito apenas pela produção do programa...que se transmitisse a ideia de seriedade, desentimento, eu até concordaria, mas o que eu achei é que estava recheado de comentários irónicos.
Com o tema Scolari, ó deuses de todo o universo, foi umespectáculo. Jornalistas a atacarem incompreensivelmente os colegas portugueses porestes "não gostarem"de Felipão e de quereem impor Vitor Baía. Críticas a choverem em cima de Luís Figo por "não gostar" deDeco.  Perdeu-se o primeiro com a Grécia foi cascar em toda aSelecção e lavar a imagem de Felipão... "que pode ele fazer se não temjogadores?". Em tempo... houve ligeira "marcha à ré" nosprogramas seguintes da TV Record após terem chovido protestos reconhecidos pelaprópria redacção, visto que a ditaemissora é vista via satélite. Depois, no final do Euro,  foi colocar Felipão no altar esubestimar o grupo português. Não estou a inventar, outros patrícios assimtambém o vêem, mas acomodam-se e nada dizem. Uma das frases escritas a queachei mais graça (tenho que rir) após o desaire final com a Grécia foi..."o principal jogador deles [Portugal, digo eu] foi Deco, que é brasileiro.Figo, Paulleta e Vitor Baia são bons em clubes...".Como o próprio articulista (ao que parece defensor acérrimo de Baía, mas que até desconhece a sua não convocação) costuma acabar os seus artigos também eu digo..."e assim caminha a mediocridade".
Por falar em Deco, a imprensabrasileira rendeu-se ao seu valor e enaltece-o. Infelizmente quase semprereferido comobrasileiro, como o brasileiro da Selecção de Portugal e raras vezes comoluso-brasileiro. A tentarem tirar alguma pedra no sapato? Arrependimento por valorização tardia do homem brasileiro? Outra verdade é que nunca vi Deco ser entrevistado pela TVBrasileira. Auto-críticas? Só ouvi um comentador um pouco polémico aliás,antigo craque de futebol, dizer que "desprezámos Deco e ele fez o que achou melhorpara a sua vida" e recentemente um outro aapontá-lo como justo vencedor da próxima eleição para Jogador Fifa do Ano,indo contra a opinião maioritária dos seus colegas que apontaram as baterias para RonaldinhoGaúcho e um outro para o francês T. Henry.
Bem, acho que entrei onde não era pretensão entrar, mas compreendam-me. Tinha também que atender um pouco o pedido de amigos que me escrevem e que querem saber o que pensa oBrasil sobre nós. Falei apenas do Futebol, talvez um dia fale de outras coisasmais, da qualidade de vida, da saúde... que apesar de tudo não nos deixa, anós portugueses, muito envergonhados e da língua meus senhores, da nossa língua a que orgulhosamente chamamos de Língua Mãe, porque para mim a galinha nasceu antes do ovo.
Estas coisas não me tiram o sono. Sinto-me bem, mas na altura em que as ouçosinto-me por vezes mal. Jamais falarei das célebres piadas que consideram o português burro,às vezes chifrudo e outras bicha. Isso afinal é coisa que nóspróprios contamos dos nossos alentejanos, os franceses dos belgas ouvice-versa, e que eu saiba nunca se fez guerra alguma. A mim, as ditaspiadas nada me chateiam e rio a bom rir bastando para isso inverter anacionalidade dos personagens, apesar de que só tenho conhecimento delasatravés de sites na internet, porque não mas contam, de início uma ou outratalvez, mas certamente que o meu sorriso foi amarelo demais que os fez desistir.
Democraticamente tenho que confessar que não tenho gostado do que por vezesleio em revistas brasileiras que considero idóneas do que se está a passar  com opovo brasileiro em terras lusitanas ou seja de como por vezes os brasileirossão tratados. Na minha Santa Comba não tomeiconhecimento de  algo grave, porque  a afluência de migrantesbrasileiros para a minha terra eranula, apesar de que cheguei a ouvir pessoas que me pareciam de bem, generalizarsobre a mulher brasileira que nos visita. Porque "confundirem" logo à entrada no nossopaís uma cidadãbrasileira que se preza por honesta e que vai à procura de melhor vida, issonão. Nem todas irão para casas de luz vermelha. Aqui sinto-me deverasenvergonhado. Nunca gostei de rótulos e aqui fica o meu protesto e até peranteas autoridades portuguesas, porque foi por aqui relatado  um caso (assédiosexual??) passado nos próprios Serviços de Fronteiras do aeroporto. E énecessário também ter em mente que nem todo o avião que parte da América doSul leva droga. Como em toda e qualquer parte do mundo há gente boa e má. Outracoisa lastimável é o tratamento ao migrante principalmente na área daconstrução civil. Exploração pura a trabalhadores que não conseguem o vistoe que ficam em regime de total escravidão. O mesmo se passará com os preços absurdosexigidos aos brasileiros (e não só, penso) nos alugueres em pensões de má qualidade lá pela nossa capital. E também não dá para entender que se ouçam vozes contra a ida de cidadãos estrangeiros (brasileiros, africanos, europeus de leste) para o nosso país. Com que direito um povo de emigrantes como o nosso foi, é e será o faz? Quando me "atacam" com tal, tenho de aceitar as críticas e até me apetece pedir desculpa.
Também não me importaria de pedir desculpa ao povo brasileiro, àquele povoque Cabral encontrou e que foi baptizado de índio e que ainda hoje éassim referido e que ainda hoje luta por terras e direitos. Também medesculparia perante o negro roubado à sua África e trazido para estas terraspara trabalhar reduzido à sua condição de escravo e que ainda não seconseguiu impor na sociedade brasileira. Repito assim que a estes, só a estes,eu  português que sou, pediria desculpas, mas também sei que a nívelinstitucional não o é feito ou não é conveniente fazer, não sei, pois dizemque "estas coisas eram assim naqueles tempos... e pronto". Mas, pensoeu cá com os meus botões se não serão estas aproximações dosgovernantes de povos, sejam os que se enfrentaram em guerras sejam o colonizado versus colonizador, um sinal que"águas passadas não movem moinhos", um sinal velado de pedido dedesculpas, em parte. Um sinal imperioso que temos é de pensar no futuro, quecom uma língua de tronco comum não devemos virar as costas.
O sonho comanda a vida e talvez um dia vejamos Portugal e Brasil comoverdadeiros irmãos a respeitarem-se mais e a enaltecer os feitos um do outro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:06

Pág. 1/3





  


calendário

Outubro 2004

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31



Comentários recentes


Ligações

SANTA COMBA DÃO

NOTÍCIAS NO VOZ

FUTEBOL NO VOZ

INFORMÁTICA NO VOZ

LUSO IN SÃO PAULO

FOTOS NO FACEBOOK