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Taça de Portugal (a primeira)

por neves, aj, em 06.10.04

A Taça de Portugal

1939
Este ano tem um som mágico.
Deste ano os academistas têm uma recordação que bem pode encher os nossoscorações de orgulho!
A TAÇA !!!
A PRIMEIRA !!!
Os outros clubes podemter outras taças, podem ganhar mais taças do que nós, mas...mais ninguémtem, nem irá ter, a nossa...
A PRIMEIRA !!!
Esta foi também aépoca do primeiro campeonato nacional, foi disputado por oito equipas, tendo aAcadémica terminado em 5º lugar. O campeão foi o F.C.Porto.
Depois veio a taça....
Na 1ª eliminatóriaa Briosa elimina o Covilhã, segue-se o Académico do Porto e, claro está, étambém eliminado.
Seguem-se as meias finais, cabe-nos defrontar o Sporting. A primeira mão foidisputada em Lisboa e o resultado não nos foi muito favorável, 2-0 para oSporting. No entanto, e apesar da derrota, parece que a Académica foi a melhorequipa em campo (já naquele tempo a sorte não queria nada com a Académica).
Chega a segunda mão, disputada no velhinho Campo de Santa Cruz (na altura aindanão era velhinho), e aí, a Briosa venceu por 5-2!!!
Estava apurada para a final, o Sporting ficava p’ra trás, e a Académica iadisputar a final com o Benfica.

25 de Junho de1939
Estádio das Salésias (o Jamor só mais tarde é que vai existir)
30.000 adeptos nasbancadas

A Académica alinhou com:

Tibério    José Maria Antunes    César Machado     Portugal     Faustino      Octaviano
Manuel da Costa     Alberto Gomes     Arnaldo Carneiro      Nini      Pimenta

Treinador– Albano Paulo

A Académica estava apoiada por um grande número de adeptos, que se fizeramouvir!O jogo começou...
O Benficaadianta-se no marcador por intermédio de Rogério.
A malta não se foi abaixo e, aos 37 minutos Pimenta empata o jogo.
Por esta altura, as bancadas eram todas nossas!!!
Aos 46 minutos, 2-1para a Académica por Alberto Gomes. Mas, aos 47 Rogério faz o 2-2, e o jogo volta a estar empatado.
É então queArnaldo Carneiro, aos 50 minutos, marca o 3-2 e, passado 2 minutos volta amarcar, pondo o resultado em 4-2 para a Briosa.
O Benfica ainda vaireduzir para 4-3, mas já nada nos tirava aquela taça.
Depois, o apitofinal !!!
A invasão de campo...
A festa...
Os festejos...
A Taça já eranossa!!!!!
E... o hino:

“São horas de embalar a trouxa
Boa noite, Tia Maria
Que a malta ganhava a Taça
Já toda a gente sabia...
”

Depois, foi a continuaçãoda festa!
Regresso a Coimbra,com paragens em alguns locais (Leiria, Pombal, Condeixa), para continuar afestejar.
Chegados a Coimbra, deu-se uma grande recepção na Câmara Municipal e na Sededa Associação Académica.

A Taça já era nossa, e mais ninguémtem a 1ª !!!


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publicado às 18:45

A Ribeira das Hortas

por neves, aj, em 06.10.04

A Ribeira das Hortas

Nem tudo é encanto...

Nunca é demais escrever sobre ela.
Já em crónica anterior vos falei da mútua cumplicidade existente entre mim e a ribeira - Ribeira das Hortas, corrijo hoje.
Cumplicidade lúdica na infância, também inspiradora nos tempos actuais.
Na verdade, é em errantes passeatas ao longo dela que, por vezes, mentalmente cozinho o que à mesa vos sirvo.
Mesmo neste enigmático Dezembro, a tranquilidade das suas águas - lubridiando-nos com qualquer mês estival, não fora a baixa temperatura - puxa-nos até ela.
Neste lado, no lado da antiga central eléctrica e futuro museu, o tão badalado painel geomorfológico colocado nas suas paredes já fez as pazes com as povoações ofendidas. Também os espaços ajardinados circundantes tomam forma, dando mais vida à "versão dois" do Parque de Estacionamento automóvel.
Parque este que teima em não ficar totalmente lotado, contrariando vozes que praguejam tais faltas de lugares de arrumo. Questões puramente de comodismo ou reumatismais, talvez.
Do outro lado, a beleza tranquilizadora do bem tratado jardim leva-nos a anuir que valeu a pena o sacrifíciodo antigo e tão familiar lameiro.
Mas, mais harmonioso e cultural ficaria tal espaço se o hoje Posto de Turismo mantivesse em movimento as graníticas mós que, em tempos idos, os meus nostálgicos olhos testemunharam a triturar o grão, transformando-o em alva e fina farinha e que as mãos sábias e hábeis de minha tia amassavam, fabricando a mais saborosa das broas de milho.
Da ponte em arcada e do passadiço nada vos vou contar. Já conheceis. Abro um único parêntesis para enaltecer, visto que o dezasseis já lá vai, a feliz ideia da Junta deFreguesia e a exemplar execução por obreiros não citados. É obra digna de apreciação, oferecendo-nos ainda lazer e utilidade. Para além do prazer usufruído, pode o simples passeante esquivar-se a potencial atropelamento na parte final da estreita Rua Alexandre Herculano.
Também agradável e ternurenta é a paliçada dos palmípedes junto à ponte em arcada. Uma quase dezena de gansos e patos co-habitam em franca harmonia e podem ser vistos a vogar à tona de água, assim a vontade surja e a pontaria do observador esteja afinada.
Para uma mais cómoda apreciação, um ou dois bancos colocados junto aos antigos lavadouros "vinham mesmo a matar".
Quem também frequentemente navega nas águas da ribeira é um trio de patos, residentes no cuidado e embelezado mini-zoo dos Bombeiros Voluntários junto ao qual a Ribeira das Hortas serpenteia graciosamente entre firmes margens.
Mas, nem tudo é encanto...
E chego, finalmente, ao mote que me levou a redigir estas linhas.
Comodamente sentado ou debruçado nos varandins que ladeiam a ribeira, ao observador depara-se todo o tipo de objectos navegantes perfeitamente identificáveis. Os mais representativos são sem dúvida, os plásticos. Material verdadeiramente revolucionário, que em muito modificou a nossa forma de viver, o plástico necessita de uma eternidade para naturalmente se degradar.
Eles são sacos, com ou sem asas, embalagens de detergentes ou lixívias, de iogurtes e até recipientes que aparentemente parecem que ainda teriam utilidade para outrem. Mas a corrente das águas, persistentemente, de tudo um pouco lá vai transportando até à foz. Embalagens de cartão, panfletos, jornais e até cebolas e batatas.
Mesmo admitindo que uma certa percentagem de tais objectos possam ser lançados por factores ambientais, como o vento ou a chuva, não podem restar dúvidas que a maior contribuição é dada pela mão humana.
Torna-se imperioso uma mudançade mentalidades de modo a preservar este curso de água, verdadeiro ex-libris da nossa cidade de Santa Comba Dão.
Apetece repetir o badalado... Lixo nos contentores,já!
(Redigido em Junho 2002)

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publicado às 08:04




  


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