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ETAPA I – Prólogo

por neves, aj, em 30.10.05

A Caminho dos 50
Etapa I – Prólogo

Tudo teria começado por aqui, à volta do Chafariz da Ponta-Praça...

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Já lá vão bastantes anos...

Não tantos como a imagem possa transmitir, pois este postal ilustrado da minha Santa Comba terá sido certamente um dos primeiros a ser executado e deve datar dos primeiros anos do século XX, quem sabe finais do anterior, tendo eu apenas a certeza que foi fotografado após 1894 ano em que foi construído o Chafariz.
O postal retrata-nos um dos
ex-libris da minha terra natal, uma zona tão carregada de simbolismo, de histórias da História de Santa Comba Dão que uma vez me atrevia chamá-la de útero da cidade. Testemunhada ao alto pela Pedra Talhada, atravessada pela Ribeira das Hortas e tendo por fundo soberba construção, esta zona ribeirinha chamada pelo povo de Ponta-Praça (não sei se ponte ou ponta da praça) continua bela, apelativa e eternamente admirada pelos santacombadenses. O Chafariz lá continua imponente a cumprir a sua função se necessário e o edifício da esquerda ainda mantém a traça do antigamente.

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Ao fundo, o edifício da Câmara Municipal (Prefeitura) que chegou a servir também de estabelecimento prisional continua majestoso,ostentando orgulhosamente o brasão de Santa Comba, agora e há 6anos a esta parte com cinco torres indicadoras da sua condição decida de... à sua frente um dos símbolos do poder autárquico, o trabalhado Pelourinho em granito, que não o original pois esse parece que estará ornamentando moradia de particular.

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Mas,e o que interessa para o que nos propusemos, o postal também nos retrata um encontro, domingueiro certamente, de moças com o cântaro de barro à ilharga à espera de vez para o encher de água. Em tempos de antanho em que os encontros a sós eram literalmente proibidos, as idas à fonte eram pretexto e o único momento em que estas jovens em idade casadoira poderiam esperar a corajosa declaração do rapaz da sua simpatia e se já feita, conversar um pouco sobre os seus sonhos futuros.

Como que me chegava aos ouvidos na minha juventude, em saudosos serões familiares desprovidos de emissões de televisão, tudo indica que tivesse sido assim deste modo tão romântico que há 70 anos a jovem Rosita do Outeirinho, então uma menina de 14/15 anos e a mais nova de 6 filhas da Ti Margarida,teria ouvido as palavras de juramento de amor da parte do também jovem Zé Neves, órfão de mãe com o pai ausente em África, 17/18 anos de idade e alfaiate de profissão.

Meus futuros pais esperaram uns tempos, namoraram à volta de 7 anos e, em plena Grande Guerra Mundial, uniram-se pelo casamento no ano de 1942.

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(a"história" vai continuar, como é óbvio)

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publicado às 18:35




  


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