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Aproveitamento do Futebol

por neves, aj, em 04.01.06

ou oFutebol ao serviço de oportunistas

Ontem dia 3,ficámos maravilhados com o espírito crítico de LUIZZANIN, colunista d' <ahref="http://www1.estado.com.br/">

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<p><font color="#008000" size="2" face="Verdana"><strong>ou oFutebol ao serviço de oportunistas</strong></font></p><p align="justify"><font color="#008000" size="2" face="Verdana">Ontem dia 3,ficámos maravilhados com o espírito crítico de <strong>LUIZZANIN</strong>, colunista d' </font><ahref="http://www1.estado.com.br/" target="_blank"><fontcolor="#0080C0" size="2" face="Verdana">O Estado de S. Paulo</font></a><fontcolor="#008000" size="2" face="Verdana"> que nos revela uma&quot;outra face&quot;, uma &quot;face obscura&quot; do fenómenoFutebol, alertando ainda que devemos saber usar o nosso sentidocrítico, que não nos devemos deixar embalar, que devemos saberseparar o trigo do joio. Por comungarmos das mesmas ideias,atrevemo-nos a transcrever o artigo e convidamos os nossos amigosleitores a partilhar.</font></p><p><imgsrc="http://img.photobucket.com/albums/v642/Seven2005/diversos2/luizzanin.jpg"alt="Image hosted by Photobucket.com" width="295" height="103"> </p><p align="justify"><font color="#000080" size="5"><strong>A Copa e a crítica</strong></font><fontcolor="#000080" size="5" face="Verdana"><strong> </strong></font></p><p align="justify"><font color="#000080" size="2" face="Verdana">Um leitor mandae-mail alertando para a overdose que teremos neste período deCopa do Mundo. Lembra que o País tem problemas sérios e nãoconvém desperdiçar energias seguindo os passos da seleção.Afirma que nunca o futebol movimentou tanto dinheiro como agora,e toda essa importância econômica vai exigir contrapartida naforma de uma avalanche noticiosa e publicitária. Todosprocurarão tirar uma casquinha do evento, dos patrocinadores aospolíticos.<br>Sempre foi um pouco assim, mas, de fato, nunca como agora.<br>....<br>Que podemos fazer? Usar, como nunca, o espírito crítico.Selecionar as notícias e programas que valham a pena seremlidas, ouvidas e assistidos. Lembrar que uma operadora de celularnão é melhor do que outra só porque tem uma modelo ou umartista da bola como garotos-propaganda. Um político não ficamais ou menos confiável ao dar um tapinha nas costas de umcampeão.</font><font size="2" face="Verdana"><br>...<br><ahref="http://vozdoseven.weblog.com.pt/arquivos/220479.html#more"target="_blank"><font color="#FF5706" size="2" face="Verdana"><strong>lerartigo na íntegra</strong></font></a></p>

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publicado às 07:54

A Copa e a crítica (luiz zanin)

por neves, aj, em 04.01.06

<imgsrc="http://img.photobucket.com/albums/v642/seven2005/diversos2/luizzanin.jpg"alt="image>

A Copa e a crítica

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<p><imgsrc="http://img.photobucket.com/albums/v642/Seven2005/diversos2/luizzanin.jpg"alt="Image hosted by Photobucket.com" width="295" height="103"> </p><p align="justify"><font size="5"><strong>A Copa e a crítica</strong></font><fontsize="5" face="Verdana"><strong> </strong></font><fontface="Verdana"><br><br></font><font size="2" face="Verdana"><b>LUIZ ZANIN<br>luiz.zanin@grupoestado.com.br</b> <br><br><br>Um leitor manda e-mail alertando para a overdose que teremosneste período de Copa do Mundo. Lembra que o País tem problemassérios e não convém desperdiçar energias seguindo os passosda seleção. Afirma que nunca o futebol movimentou tantodinheiro como agora, e toda essa importância econômica vaiexigir contrapartida na forma de uma avalanche noticiosa epublicitária. Todos procurarão tirar uma casquinha do evento,dos patrocinadores aos políticos.<br>Sempre foi um pouco assim, mas, de fato, nunca como agora.<br>Quando Leônidas da Silva se consagrou numa Copa que o Brasilnão venceu - a de 1938, na qual foi artilheiro - encontrou umaforma de trocar sua fama por dinheiro, anunciando sabonetes echocolates. Na mesma Copa, Mussolini mandou telegrama aosjogadores da Azurra: 'Vencer ou morrer'. Para o Duce, ganhar nãoera apenas questão de orgulho nacional - era fundamental para adivulgação do regime fascista.<br>Mas, de fato, as Copas do Mundo muitas vezes serviram para finsde afirmação nacional. Em 1950, ganhar a Copa realizada aquiera questão de vida ou morte, da mesma forma que fora para oDuce. Como se o Brasil, sentindo-se inferiorizado no planointernacional, pudesse redimir sua fragilidade sagrando-secampeão do mundo. Perdeu, e a derrota para o Uruguaitransformou-se em tragédia. Os jogadores passaram de heróis avilões do dia para a noite. Três deles foram particularmenteexecrados - Barbosa, Bigode e Juvenal, todos negros. Do ufanismoantecipado, desceu-se à triste interpretação de que omiscigenado povo brasileiro não prestava. Nelson Rodriguesescreveu que a tragédia do Maracanã era pior que a de Canudos.<br>A redenção veio em 1958, e daí para a frente o Brasil começousua trajetória de maior vencedor de Copas do Mundo. Se vitóriasno futebol resolvessem problemas ancestrais hoje nosorgulharíamos de um nível de vida superior ao da Bélgica. Nãoé assim. O futebol não tem esse poder e nem temos o direito deexigir isso dele.<br>O mundo tomou novos caminhos desde então, mas o futebolcontinuou a fazer parte da agenda dos políticos e dos homens denegócios. Pelé faturou muito com sua arte, e mais ainda oSantos, por ter Pelé. Em 1970, o Brasil vivia numa ditaduramilitar e o general-presidente se exibia de radinho de pilha naorelha, acompanhando as partidas como qualquer torcedor. Quandoos jogadores chegaram, foram recebidos em Brasília. O que nãoera novidade e nem seria uma exceção. Antes e depois deMédici, todas as seleções vitoriosas posaram ao lado dospresidentes da República. Faz parte do ritual.<br>Com a expansão da Fifa sob Havelange, e depois com aglobalização da economia, o futebol atingiu países e cifrasjamais imaginados. Os jogadores viraram astros milionários, eisso porque os interesses envolvidos no espetáculo tornaram-setambém milionários. Aliás, bilionários, pois um negócio comoa Copa é da ordem de bilhões de dólares. Poderia amolar oleitor com um rosário de cifras, mas basta uma: segundo aAgência Ansa, um spot publicitário de 30 segundos, veiculadodurante o intervalo entre o primeiro e o segundo tempo da finalna Alemanha, custará ao anunciante a bagatela de 400 mil euros.<br>Assim é o mundo. A tal sociedade do espetáculo, que é a nossa,encontrou no esporte uma das formas privilegiadas para semanifestar. A publicidade descobriu que associar produtos aatletas é ótima jogada. Políticos sempre souberam queabrigar-se sob a aura dos vencedores é muito conveniente, emmomentos de crise ou de normalidade.<br>O que podemos fazer? Usar, como nunca , o espírito crítico.Selecionar as notícias e programas que valham a pena seremlidas, ouvidas e assistidos. Lembrar que uma operadora de celularnão é melhor do que outra só porque tem uma modelo ou umartista da bola como garotos-propaganda. Um político não ficamais ou menos confiável ao dar um tapinha nas costas de umcampeão.<br>E tentar redescobrir na Copa, por baixo de tantos interesseseconômicos e embustes publicitários, aquele velho e bom jogoque a gente aprendeu a amar.</font></p>

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publicado às 07:40




  


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