Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



... L de Lula!

por neves, aj, em 30.10.06

entrar no especial eleições do UOL

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:59

... a festa!

por neves, aj, em 30.10.06

sobrea festa

Sabe-se que uma mesmaimagem pode ser vista por mil e uma maneiras bem diferentes, porque cada um vê oque mais lhe chama a atenção.

Photobucket - Video and Image Hosting

O patriotaverá (deve obrigatória e respeitosamente ver) o homem que vai presidir, nospróximos 4 quatros, aos destinos da Nação Brasileira...
o Povo, numgeral, estará a ver o novo Presidente da República Federativa do Brasil acompanhado da Primeira-Dama...
ocompanheiro militante talvez recorde os
58milhões de votos eveja a imagem máxima do êxtase...
talvez o crenteveja o agradecimento do Presidente Lula da Silva ao Deus em que acredita...
vá lásaber-se se os seus adversários e/ou detractores não estejam já a ver "ohomem a abater"...

(respeitosamentedesculpando-se)
já estelusitano, que teve o privilégio de atravessar
Abril, vê toda a força emanadade um cravo (Cravo Vermelho de liberdade, fraternidade e igualdade, de justiçasocial) em apoio deliberado ao Presidente Lula da Silva...

Photobucket - Video and Image Hosting
Cravo Vermelhocarinhosamente ofertado p'lo mais querido dos companheiros e recebido com aternura própria dos homens apaixonados p'las causas...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:52

... mais um rombo!

por neves, aj, em 30.10.06

Já vos falei,mais do que uma vez, dos rombos que o Voz do Seven tem sofrido. Com doses depersistência lá vamos colocando umas "tabuítas" e o barco vainavegando... só que ontem vimos o caso mal parado. Estávamos nós à volta d' Adança das Horas,quando apareceu bala de canhão tão forte, deveria pesar toneladas, que o sistema(oh... oh... o sistema... sempre o sistema) foi abaixo, tornou-se instável enão sei o que mais a mensagem em fundo azul me dizia. 

Reset aandar, tá claro. Só que quando o velhinho PC (personal computer, atente-sebem) arrancava, o cursor cintilante escrevia Pri Master... not detected...ai ai, temos aqui pancada da grossa, pensei eu logo para os meus botões... bomé uma forma de expressão, porque os clássicos abotoadores estavam ausentesdos calções (shorts) que usava, calções estes, note-se bem, estampados com osímbolo da Nossa Selecção (a manhã estava quentinha, apesar de o relógiomarcar ainda só 7 horas e trinta).

Resultadológico e imediato... a entrada em que vos avisava que agora estou mais pertinhoda santa terrinha (agora são apenas 3 horas) não pôde ser colocada... ah,mais pertinho é como quem diz... mais perto no tempo dos homens claro está,porque (e infelizmente) o Atlântico não encolheu e sabemos nós que pelas leisda geologia ou da vulcanologia (e outras logias que tais), ele, oAtlântico, tem é tendência a afastar ainda mais os continentes, devido aomagma que emana, lá nas profundezas, da dorsal média atlântica que é bem arazão de existência do Arquipélago dos Açores.

A entradadas horas não entrou como não entrou a mensagem endereçada ao PovoBrasileiro, carinhosamente alinhavada com a esperança de que melhores dias aívirão... virá a propósito dizer que acredito sinceramente que, neste segundomandato, o Presidente Lula da Silva, se vire para os mais necessitados e queconsiga levar em frente as reformas sociais tão necessárias para que o desequilíbrioseja atenuado.

Ainda queroaproveitar esta entrada (que nem sei se o velhinho PC me deixará colocar no ar)para comunicar ao amigo João que a sua História ainda não navega, mas nãofoi colocada na gaveta do esquecimento, não... um tempinho mais, ok?  

Nos finalmentesresta pedir-vos compreensão e, já agora, quereis saber como é que estou aconseguir escrever? Ontem, este que vos escreve armou-se em técnico e sempre àvolta do chamado setup, com muita esperteza (para aí 1%) e alguma sorte (uns99%) e muita, muita persistência (centenas de porcentos), consegui que o tal PriMaster (deve ser coisa importante) fosse detectado. Fiquei tão feliz queaté telefonei à filhex a contar a façanha... sol de pouca dura... jáera noite escura quando regressei do Hospital com a minha Maria (meu sogrocontinua na sua luta) e mais escura ficou  com a tela toda negra do monitorcomunicando-me com meia dúzia de letras a branco que o Pri Master não estava aser detectado... novamente...

Desilusão...gritei heureca cedo demais, talvez. Cansado, nem sequer tentei apelar à sortepara me consertar a máquina. Deitadinhos no sofá (após o retempero com umsaboroso Caldo Verde) assistimos ao especial eleições, à euforia do Povão afestejar a estrondosa vitória de Lula da Silva, um metalúrgico na Presidência(alô senhores cinéfilos).

O travesseiro(almofada) é bom conselheiro, diz o Povo... é também retemperador efabricante de paciência, direi eu. Logo p'la manhã (o relógio passava poucodas 6 horas) sentei-me calmamente, saboreando um café acabadinho de saltar, emfrente a este meu caro amigo que me permite falar com todos vocês e... heurecanovamente... na hora certa, no local certo, pressionei um F6 qualquer e oamigalhaço arrancou para me permitir explicar perante vós...

Entro agora emprece aos deuses das informáticas rogando que a entrada cole no Voz...

A ver vamos...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:34

João de Jesus

por neves, aj, em 23.10.06

Bem vindo!
(que os leitorese o João me desculpem p'las divagações feitas, mas há razões que a própriarazão desconhece e que nos levam a recuar notempo)

Por mais voltas que dê aos neurónios não consigo atribuir a esta entradaoutro título que não o nome do meu amigo João, que conheço há muitos,muitos anos... quarenta e tal... e afirmo-o seguramente, mesmo atendendo a que euainda não saí da ternura dos cinquenta anos. Portanto, caros amigos, eu erauma criança (talvez 7 ou 8 anos) quando conheci o amigo João, quando eletrabalhava como Empregado de Café (por aqui diríamos garçom) no entãoCafé Estrela, refinado espaço da minha cidade situado perto do Largo doBalcão nas instalações que hoje albergam o Banco. 

Sem muito esforço as recordações afloram-mecom naturalidade e transcrevo-assem medo de errar, pormenorizando até, por que a convivência foi grande jáque o João passou a ser meu vizinho indo ocupar um quarto anexo à residênciacontígua a minha casa na Rua do Outeirinho, residência essa  habitadapelo casal proprietário do dito Café e que me considerava como filho... ouseja eu era realmente parte integrante da  família, passava grande partedo tempo lá em casa, passeava com eles, a pé ou de automóvel (oh... oh...) e sentia-me amado por todos (acrescente-se ainda quea minha estimada madrinha de baptismo é filha do casal Almeida e o meu nome écópia fiel do nome do filho).

Naturalmente, o João começou a fazer parte da minha vida... ora no Café,onde eu tinha o privilégio de poder entrar (e assistir a emissões televisivas)para desalento dos da minha idade(outros tempos, outras histórias), ora em encontro de vizinhos e, bem a propósito, sejadito que eu jamais esqueci o bolso de avelãs que o João me costumavaoferecer no dia imediato à sua folga semanal quando vinha de regresso de Treixedo, suaaldeia natal. Os anos passaram... o João foi p'ra tropa, pára-quedista, rumouaté às paragens de além-mar onde uma guerra estúpida (haverá alguma que onão seja?) matava, estropiava a juventude de ambas as partes.... ele regressou,e a nossa amizade continuou. Vieram os serões a ouvir as suas histórias e,caros leitores, não consigo inventar palavras para vos descrever o seu modo tão peculiar de as narrar... 

Hoje, gozando a merecida reforma ou aposentadoria como por aquipor estas bandas tropicais é referido,o João vai partir para um outro desafio... colocar no "papel" o que,como me afirmou, "está arquivado no computador com que me presentearam quando me puseram neste conturbadomundo". 
O João deu-nos então o prazer de escolher este nosso espaço para colocar o que lhe corre na alma eé com aquela pontinha de orgulho que Voz do Seven anuncia que já foi reservadoum espaço próprio para ele (coluna da esquerda, dos links) e que a primeira das Histórias de João de Jesus já navega p'las ondas da rede das redes. Detítulo bem sugestivo,
Tratando da saúde abarbos, bogas e companhia, esteprimeiro escrito conta-nos episódio deveras engraçado para além de nosrevelar um dos hobbies em que o João se sente como peixe dentro d'água.

E, em fim decrónica e depois das tais divagações de que fiz alerta, está assim feita a apresentação donovo colaborador do Voz que me pede, carregado de humildade, que nãoo apresente como "alguém exímio no manusear da pena...". 
É certo que sobre a escrita não o irei fazer, caro João... isso ficará acargo dos nossos leitores. Ora o que eu acho é que tenho o direito (e o dever)de enaltecer as tuas qualidades de grande narrador, onde a capacidade deimproviso é patente e a arte teatral, chamemos-lhe assim, é enorme. És umverdadeiro contador de histórias, espécie tão rara nestes tempos das novastecnologias e que é imperioso reinventar. Sei que não é fácil o desafio de"colocares na tela" essas tuas histórias, mas eu acho que quem assim escreve em enleada prosa metafórica como o trecho do último mail que me enviaste (e que passo a transcrever)
"...nunca gostei de ostentar penas depavão, porque as que realmente me cobrem são as do vulgar galo pedrês...até mais a atirar para o branco, sobretudo na zona da crista...", merecehonras de destaque neste humilde espaço.

Que os ares daencantada Coimbra te inspirem para nos ofereceres um pouco da tua larga vivência.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:20

Coimbra

por neves, aj, em 21.10.06

quem te não viu anda cego... 

quem te não ama não vive(Zeca)

Imortalizada p'las Capas Negras e p'lo Fado da Academia, Coimbraé e será sempre Coimbra

Coimbra... oh quão difícil se torna falar sobre ti, Coimbrados Encantos... em fuga e de pêlo eriçado, Voz do Seven prefere então deixar-vos aquicom (algumas) imagens em slide que aquisão acompanhadas p'la guitarra de Carlos Paredes.

Photobucket - Video and Image Hosting

O presente que vos oferecemos foi-nos enviado p'lo amigo Joãode Jesus, um santacombadense que, por motivos profissionais, rumou há uns bonsanos até à cidade banhada p'lo Mondego, por excelência a cidade dosestudantes que a cantam em Fado e Balada e, também e inevitavelmente, a cidadeda amada Briosa, a universal Académica de Coimbra.

Para o João, que em breve, muito em breve, se irá tornar numadas mais preciosas aquisições do Voz do Seven, vai aquele abraço.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:43

Alva espuma

por neves, aj, em 15.10.06

Oh... há quanto tempo nãote mencionava aqui ditosa Santa Comba minha amada...

... mas antes de falarmos de ti anda daí comigo até à Rússia dos czares, maispropriamente até SãoPetersburgo. Conto-te que a antiga capital do Império Russo foi fundada por Pedro, o Grande, no ano de1703 e é universalmente conhecida e reconhecida como cidade mui bela, histórica,mártir e heróica que apesar de ter mudado de identidade ao longo dos tempos(já foi Petrogrado e Leninegrado), por influência de ventos políticos, voltou à sua primeira denominaçãoe jamais perdeu a imponência da época imperial.

Perguntar-me-ás tu agora, minha querida Santa Comba, das razões que melevaram em te transportar para tão longe da Beira que te aconchega, mas seatentares nas fotos que te ofereço repararás então que também no teu seio,majestosa Santa Comba, se passou algo bem semelhante ao acontecimento retratadona longínqua São Petersburgo e que foi amplamente divulgado pelas cadeias noticiosasinternacionais.

clicarclicar

Como não tiveste direitoa tamanhas honras, emparte por muitos dos teus filhos considerarem o acto como vandalismo, a raiar oterrorismo, e por eu entender que nunca é tarde, trago-te até aqui àspáginas do meu singelo Voz do Seven para mostrar a todo o mundo que também atua fonte no Jardim fronteiro ao Palácio da Justiça foi um dia (na verdadehouve repetição) belamente pintada com alva espuma (brancura mais branca nãohá como diz anúncio publicitário) por malandreco desconhecido.

 
ampliar
ampliar

conhecer Santa Comba

clicar

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:16

Marco 85

por neves, aj, em 14.10.06

Neste dia de 14 de Outubro, meu sogro, Zé da Silva, atingiu o marco 85 da estrada da vida. Nascido lá p'las serranias da Lapa (Granjal, município de Sernancelhe), lá p'las terras férteis em castanha, aquelas terras imortalizadas nos livros de Aquilino Ribeiro (também ele natural do mesmo município) e por si apelidadas de "terras do demo", o Zé da Silva veio ainda pela mão de sua mãe para o Brasil...

Photobucket - Video and Image Hosting

85 de vida e 80 de Brasil, como fez questão de realçar no seu leito de hospital.

Como seimpunha, o acontecimento não passou desapercebido... de jeito nenhum. Apesar de não poder haverbolo, eu tive o descaramento de fazer "trocadilho" com os algarismosdas duas velas que teimei em levar até ele... o seu rosto magro sorriu, mas fezquestão de que corrigisse a idade. Mesmo não tendo havido festa cantámos os"Parabéns a você" em alegre convívio com o pessoal hospitalar evi felicidade no seu rosto cansado.

Em reflexãopenso que sendo o Zé da Silva um homem pacato e reservado talvez nãoconcordasse com esta ideia de o colocar aqui nas redes da internet... noentanto, eu respeitosamente desobedeço prestando-lhe homenagem simples, mas bemsentida.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:51

Sernancelhe

por neves, aj, em 14.10.06

SERNANCELHE

Photobucket - Video and Image Hosting

 

viajar clix Câmara Municipal Concelho de Sernancelhe wikipédia

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:44

AS HISTÓRIASDE JOÃO DE JESUS

No tempo emque o Reno vagueava p'las margens do Mondego

Quando me instalei nesta cidade que me acolheu, onde os meus filhos nasceram, cresceram, estudaram e se fizeram adultos, fui tentando com a timidez do provinciano que chega do seu pequeno meio, inserir-me na grandeza citadina.
É sabido que nem sempre é fácil adaptarmo-nos a um ambiente que não é o nosso, enfrentar novos desafios, conhecer novaspessoas, porém, digo-o com sinceridade, a minha inserção não foi tão difícil quantoimaginei... para isso muito contribuiu o precioso apoio de familiares por cá a residirem há muito, aliado ao meu gosto em conquistar amizades e, assim, rapidamente criei o meu núcleo de relacionamentos o qual fui enriquecendo no decorrer dos anos.
As actividades que fui exercendo, sempre vocacionadas para a área devendas com uma componente de relações humanas muito elevada, foram também um excelentecontributo para esse relacionamento em que as pessoas, normalmente afáveis e receptivas,sempre me recebiam cortesmente, exigindo em troca apenas o meu respeito e uma boa dose de humildade.
Em suma, rapidamente fui incluído em grupos de amigos, em tertúlias, onde a minha presença era habitualmente solicitada para contar umas anedotas, umas historietas, para o que segundo dizem, (modéstia à parte), tenho alguma vocação.

Assim, o leque de pessoas que fui conhecendo, quer a nível profissional quer mesmo em actividades lúdicas, foi-sealargando e eu fui apreciando-as, procurando sondar as suas preferências, os seus gostos, de modo a poder com elas conviver em sã harmonia ecamaradagem.
Naturalmente, fui reparando também nalgumas figuras com quem me comecei a cruzar no dia a dia, nas minhas deambulações pelas artérias dacidade... figuras típicas como existem em quase todas as localidades. Empequeno aparte diga-seque também na minha cidade natal as havia e bem marcantes como tem sido descrito de forma tão empolgante quão apaixonada, em prosa ou em verso, pelo autor e director do Voz doSeven.

E, nesta cidade de Coimbra que me acolheu, uma dessas figuras passou a ser alvo da minha curiosidade. Via-o diariamente fazendo o seu trajecto entre alguns estabelecimentos comerciais da “Baixa”. Umdeles era propriedade de um meu familiar, onde eu habitualmente fazia uma pequena paragem para as saudações da manhã ou datarde e, muitas vezes, aproveitava a sua companhia para saborearmos um delicioso café em casa da especialidadesituada nas proximidades.
Fui-me familiarizando com o Reno, como era apelidada essa figura, e cuja presença por ali se devia à sua actividade, ao seu modo desobrevivência: disponibilizava-se diariamente para satisfazer as necessidades dos seus diversos “patrões”, executando pequenas tarefas, era o homem dosrecados e como recompensa tinha o garante de uns escudos diários que supriam as suas necessidades básicas.
Diga-se, em abono da verdade, que o Reno era um homem sempre muito prestável, embora não gostasse de “grandes velocidades”.

O registo duma carta, o levantar duma encomenda era motivo de longo período ao “serviço daquele patrão”e quando questionado sobre o motivo da demora, a resposta era sempre a mesma...que estava muita gente para registar cartas ou levantar encomendas!
Um dia uma gata, mascote de um dos estabelecimentos, deu à luz abundante ninhada de rebentos. Alguns dos recém-nascidos tiveram que ser sacrificados e o Reno foi incumbido de tal tarefa. Lá partiu, balde preparado em direcção à margem do Mondegoe o regresso verificou-se horasdepois e à pergunta do motivo de tão longa demora a resposta foi a mesma desempre... que estava lá muita gente!
Muita gente a fazer o quê?... A afogar gatitos!

Também não recusava dar uma informação “pronta e esclarecida” ao turista que vendo-o por ali, algumas vezes se lhedirigia... como aquele francês, que um dia, de binóculos e mapa na mão, lhe perguntou:
– S`il vous plaît, université?
O Reno com o seu ouvido já bastante duro, aliado a uma pronúncia que não lhe era familiar, ripostou com o manifesto desejo de ser útil:
Como?... UNIVERSITÉ, insistiu o visitante. Então fez-se luz, e a informação chegou aopormenor...
UNIVERSITÉ? NÃO TEM NADA QUE ENGANʅ SEMPRE EM FRENTʅ DEPOIS ESQUERDʅARCO DEALMEDINÊ... ESCADÊ... E UNIVERSITÊ!

Diziam que pernoitava num casebre no extremo da cidade. Os anos foram passando e o desgaste das faculdades físicas do Reno começaram a ser notórias.
Um dos seus “patrões” querendo agraciá-lo com uma prenda na velhice chamou-oum dia e disse-lhe:– Ó Reno, tu que andas por aí sabe Deus como... se eu conseguir um lugar, queres ir viver para a Casa dos Pobres?
– Claro que quero, Sr. Felisberto! Pelo menos passaria a ter um refúgio onde ficar e uma sopa quente para me aconchegar o estômago.
–Então quando houver uma vaga podes contar que a irás ocupar.
Volvidas algumas semanas a tão aparentemente desejada vaga verificou-se...
– Reno, podes juntar as tuas coisitas que aches por bem levar contigo e no principio domês podes então ir para a Casa dos Pobres.
O Reno ficou mudo e quedo!
– Não estás contente com a notícia?
– Não Sr. Felisberto. E peço-lhe desculpa mas não vou poder aceitar a sua amiga e simpática oferta...
– Mas porquê?
– Olhe Sr. Felisberto, tenho andado a pensar no assunto e não posso realmente ir para a Casa dosPobres... se fosse para a Casa dos Ricos, Sr. Felisberto, eu aceitaria, mas para a dos pobres não posso aceitar, pobre já eu sou e era mais um a juntar aos que já por láestão!

E com esta filosofia de vida, o Reno lá continuou nas suas andanças pelas ruas da cidade.Tempos depois deixei de o ver... provavelmente ter-se-á finado no seu tugúrio, mas usufruindo de um bem inestimável:

DA TOTAL LIBERDADE ATÉ À MORTE!

João de Jesus
Coimbra
07/11/2006

quemé João de Jesus
HISTÓRIASDE JOÃO DE JESUS
joaojesus_3645@clix.pt

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:12

Hoje é Feriado,

por neves, aj, em 12.10.06
clicar

porque é dia de a República Federativa do Brasil homenagear a sua Padroeira, Nossa Senhora Aparecida, melhor dizendo Conceição Aparecida visto que a imagem encontrada, ainda durante os tempos coloniais, nas águas do Rio Paraíba do Sul representava a (ainda) Padroeira de Portugal, Nª Sª da Conceição. 

Voz doSeven (queprima pela isenção religiosa) assinala a efeméride p'lo respeito que osdevotos merecem (abstraindo-se contudo do culto em si) e essencialmente por setratar de umacomemoração institucional no país em que reside.

Como no anotransacto, quando assinalou o 12de Outubro, Voz doSeven jamais poderia esquecer e novamente aproveita para recordar (ecomemorar) que, no Brasil, o dia de hoje é também dedicado aos mais novos... 

... salve, então, o 12 de Outubro, Dia das Crianças que nos atrevemos a alargar a todos aqueles que mesmo já tendo ultrapassado a idade limite de serem considerados crianças sofrem abusos e esperam em vão que os seus direitos sejam respeitados.

clicar

Com o tempo (e a disposição) em fuga, mais não nos resta que remeter os estimados leitores (e seus filhos) para entradas anteriormente feitas (como esta de Junho 2005) e que permitem milhentas ligações lembrando que uma delas é deveras interessante com jogos educativos onde nós, por vezes, desanuviamos a mente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:29

Pág. 1/2





  


calendário

Outubro 2006

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031



Comentários recentes


Ligações

SANTA COMBA DÃO

NOTÍCIAS NO VOZ

FUTEBOL NO VOZ

INFORMÁTICA NO VOZ

LUSO IN SÃO PAULO

FOTOS NO FACEBOOK