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Luso-Brasileirismo

por neves, aj, em 14.11.06

(o termo) atétem ares de doutrina filosófica, mas nem sabemos se existe nem estamos a tentarser os seus criadores... saiu...

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Como poderia eu ficar indiferente se sou acérrimo defensor da irmandade, da fraternidade entre os Povos, e logo entre as duas Pátrias que agora fazem parte da minha vida?

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O títulosurgiu apenas por falta de outro que justificasse tão bem a imagem lado a ladodas Bandeiras Nacionais das duas Nações a que agora "pertenço" (setal termo me é permitido, não querendo eu, de maneira alguma, ferir opatriotismo de quem me leia), a uma delas por condição natural por nela ternascido embrulhado e à outra por me ter acoitado e me estar a ajudar a viveruma vida diferente e, porque não, de me ter ajudado a gerar este filho a quechamei de Voz do Seven. 

Já o afirmeimais do que uma vez que apesar de existirem condições óptimas de cooperaçãonem sempre as Bandeiras "verde-amarelo" e "verde-rubro" dãoas mãos e até, em várias situações, vivem de costas voltadas... vá lásaber-se porquê... não será já tempo de assumir e gritar bem alto que o Atlântico émero riacho, demasiado pequeno para separar culturas, usos e costumes e, meuscaros senhores e senhoras, uma Língua? Língua que é tão forte, tãoenorme, que não quer saber das derivações da fila/bicha ou do moleque/puto,do ônibus/autocarro ou do quebrado/avariado, da redação/redacção ou doestou redigindo/a redigir ou até da recep(e)ção/recepção, diferençasperfeitamente entendíveis em meia-dúzia de minutos de convivência entre umbrasileiro e um português tornando perfeitamente obsoletos dicionáriostradutores, piores que literatura de cordel, apenas redigidos com o propósitoúnico de fazedor de dinheiro para o seu autor, como o Schifaizfavoire de Mário Prata.
(estou numa decrítica, mas até temo por mim próprio... quem sabe se um dia, e para ganharuns euros já que a necessidade aguça o engenho, não vou vender a veia literária ao diabo publicando pasquimtradutório, que eu saiba ainda não existe, pra luso entender os termos poraqui falados e escritos... será quechegarei a esse ponto?)

Continuemos...

e libertemo-nosda conversa da treta (a propósito, parece que o AntónioFeio e o J. Pedro Gomes continuam a saga) e justifiquemos o porquê de hoje,nesta manhã que acordou bem amena graças a uns pingos de chuva amaciadores,colocarmos o retrato de uma brasileira de Maringá, à janela da sua (nova) casaem Vila de Rei, mais propriamente na freguesia de São João do Peso, noDistrito de Castelo Branco. Na altura não o noticiámos, mas virá agora apropósito falar desta movimentação de cidadãos brasileiros daquela cidade doEstado do Paraná para a pacata e anónima, que deixou de o ser, localidadesituada precisamente no centrogeodésico de Portugal e que nem esta curiosa localização nem adenominação real a tinham conseguido colocar no mapa

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A razão ourazões foram bem simples... combater a desertificação do interior do país(maleita bem real que atinge proporções alarmantes em certas regiões), repovoando-o. Não vamos discutir, de maneira alguma, o que teria levado aautarca que preside aos destinos de Vila de Rei a estender o convitealém-Atlântico. Se os naturais abalam, porque não chamar os de fora? Até tema sua lógica e convenhamos que, talvez por passarmos por situação inversa,até achámos uma certa graça a este povoamento brasileiro em terras lusas.Tudo parecia correrbem, sóque nós e nem a autarca, nãoponderámos todas as consequências (como veremos mais à frente) e o projectofoi suspenso por tempo indeterminado.

Atenção aoscavalos... calma aí! Não ajuizeis precipitadamente, porque não estamos aqui apregar ideais contrários à salutar convivência humana, infelizmente logo demonstrados por certa escumalha(felizmente ínfima, mas existente) racista, xenófoba, preconceituosa,discriminadora, que se intitula nacionalista e até goza do privilégiodemocrático de se poder organizar em partido devidamente legalizado (paradoxosda Democracia, admitir no seu seio quem luta contra ela). Assim, um tal de PNRtratou de imediato classificar a ida (por aí leia-se vinda) de brasileiros como"invasão" e "colonização" e servindo-se de mais uma dasarmas da Democracia (que combatem) trataram de se reunir em manifestação emque alguns dos slogans eram deveras ofensivos e com natural segundo sentido..."contra a exploração da mão-de-obra escrava"... "a coisa estápreta"...

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... digam-me lá quantos portugueses se identificam com esta besta ou com esta

(bem apropósito divulgamos vídeoproduzido p'la AI e enviado ao Voz p'lo amigo Mário)

Sabemos nós etambém vós, estimados  leitores, que estas delicadas situações,principalmente envolvendo movimentos demográficos em tempos globalizantes e dedesemprego, dividem os corações... mas não fomos nós, e ainda somos, um povoemigrante por excelência a que o nosso espírito aventureiro nos condenou?Será que deixámos de primar pela sensatez, não admitindo agora que os outrosfaçam, afinal, o que sempre fizemos? Viajo ao passado, à nossa História, àmui bela e nobre História de Portugal, e até acredito que se trouxéssemospara o mundo actual os nossos antepassados, os nossos conquistadores ecolonizadores e todos os Gamas e Cabrais (todos eles tão bravos quanto rudes,sublinhe-se), a sua sensatez iria certamente concordar com todo o fluxo migrante(não deixando de ser considerados épicos) e condenar o que aqueles energúmenosprofessam... ah... não posso deixar de reparar que muitos destes cabeçasrapadas de princípios básicos da convivência humana são jovens e pergunto-me entãode quem será a culpa... será deles ou do que lhes estamos a transmitir?

Rematandoentão a questão dos brasileiros de Maringá repovoadores de Vila de Rei,o projecto falhou porque a selecção das pessoas não teria sido a maisindicada e como podemos constatar aquineste texto foi o próprio Presidente da Associação Brasileira em Portugala criticá-lo, que o projecto deveria envolver, isso sim, os brasileiros járesidentes em Portugal visto que "é necessário que venham pessoas queestejam em Portugal, habituadas à vida mais modesta e que necessitemefectivamente de um emprego". Na verdade o Presidente ABP terá toda arazão, tanto mais que até já houve deserções de Vila de Rei para Cascais...oh... oh... Cascais.

Esta crónicajá andava por aqui como perdida nos arquivos do Voz, mas merece, porque deve,ser publicada. Com algum receio de vos ir apoquentar, diga-se em abono daverdade, já que nos alargámos e como tentámos apanhar vários coelhos em umapaulada só também tememos que os estimados leitores fiquem atordoados. Devidoa acontecimentos últimos ainda temos que ir mais longe já que uma dasbrasileiras que aderiu ao projecto resolveu colocar a bocano trombone emandar umas farpas na direcção da Autarquia, mas não nos vai interessar ahipotética resposta visto que nem nós somos novelistas nem o Voz tem espaçopara elas, p'as novelas (ou até talvez tenha para uma... a seu tempo).

Resta confessarque esta saga começou por culpa, e apenas, de uma notíciaque desejávamos levar até vós.... segundo a Lei Portuguesa qualquer cidadãobrasileiro (e outros) pode recorrer à nacionalidade portuguesa desde que proveque um dos seus avós (antepassados) seja português. Fica a divulgaçãoe o modo como iniciar as buscar para a construção da sua árvoregenealógica.

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publicado às 08:44




  


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