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A rachadura

por neves, aj, em 15.11.09

(crónica caseirinha que até pode ser útil a alguém que venha a ter problema similar)

CLICARNo Sábado, não ontem, no anterior, dia 7, porque o calor apertava e o mal-estar se apoderava do espírito reunimos em assembleia extraordinária cá em casa para tomar a decisão urgente: ventilador (ventoinha) ou circulador de ar.
Ar condicionado foi descartado porque voavam reais em demasia e após visitar páginas e mais páginas da web e esmiuçado modelos de ventiladores e circuladores, de três, quatro e cinco hélices, de cor branca e preta, de variados consumos emwatts, não sei quantas mais características e de puxarmos pela calculadora para ver em quantas parcelas se poderiam dividir os reais do preço total sem provocar buraco orçamental, optámos por unanimidade (três votos a zero) por um fazedor de vento igual ao da figura [clicar nela para ampliar].
Vai daí, números para aqui e para ali, nome e endereço para acolá, fizemos a compra via internet nas Casas Bahia.
Na Terça-feira veio o tão apetecido driblador das altas temperaturas. Deveriam ser umas 15 horas quando assinámos a guia de entrega. "Se notar algo faça favor de comunicar", disse o entregador na hora da despedida. Nada a declarar, pareceu-nos. A máquina fazia vento, trabalhava em silêncio na velocidade mínima e na máxima não era barulho que incomodasse nem nós e muito menos os vizinhos (pensamos). As várias posições de inclinação também funcionavam na perfeição e quando assim é, quando tudo nos parece nos trinques o espírito sossega porque vá lá saber-se das razões mas cada vez que o ser humano faz uma compra anda uns dias desconfiado e em sobressalto.
Ainda não teriam decorrido duas horas de atmosfera refrescante quando me cheguei perto do aparelho para lhe modificar o grau de inclinação (fase de experimentação que todos fazem, claro) e, em olhar mais atento, notei um risco na "tampa". Parecia um cabelo, um fio de cabelo aí de uns quinze centímetros, não meu, claro. Sacudi-o com os dedos, mas como não saiu peguei num pano mais ou menos húmido. Quando tratei de limpar, veio a surpresa: não era cabelo, era rachadura, um risco-rachadura. Putz. Ainda nem dormiu cá em casa e já tem a primeira mazela? A Maria que não estava por perto veio logo, claro, para saber a razão dos xingamentos.
No portal das Casas Bahia há uma janela que nos permite o contacto na hora via chat ou bate-papo como queiram chamar a esses espaços de conversação com os dedos. Saiu-me em sorte a menina Solange que depois de me fazer interrogatório policial em que só faltou perguntar-me qual o número dos sapatos que calço [normas da casa senhor António] para comprovar que estava perante o "homem da compra", me fez a sacra interrogação: em que posso ajudar?
Comecei por lhe dizer que me sentia enganado (ainda guardo dentro de mim um certo conservadorismo perante as transações via net) e contei o caso, blá, blá, blá com aquela "doçura e simpatia" de quem precisa que lhe resolvam um caso.
Não tem problema senhor António, de momento não temos em "estoque" esse modelo por isso agradecia que fosse à loja física das Casas Bahia mais próxima.
Ai, ai, já estou frito, pensei de imediato. Não tenho transporte próprio tive a preocupação de frisar.
Não tem problema senhor António [nos entretantos escrevi que tinha sim um problema, a rachadura] eles [os da loja física] trazem a casa o novo aparelho e levam esse, o senhor só tem que lá ir e apresentar a nota fiscal e a identificação.
Pouco confiante lá fui eu ao outro dia. Apresentei-me ao gerente e ao que vinha. De chofre, a primeira pergunta: onde tem o aparelho? Relatei a conversa que tive com a menina, mas fez orelhas moucas. Que isso de transporte só com geladeiras (frigoríficos), por exemplo. Passado um bocado já me dizia que não era surdo, mas eu dizia-lhe que era para toda a clientela ouvir já que as Casas Bahia não estavam a cumprir o contrato feito na compra. Disse-lhe mais: que a conversa com a menina tinha sido por escrito e que estava gravada, conversa onde constava que em caso de dúvida o gerente devia contactar com o departamento da Loja Virtual e que se ele se recusasse para eu comunicar. Curiosamente ou talvez não, acedeu. Dei-lhe o número do protocolo da conversa tida com a menina Solange, telefonou não sei para onde e só assim anuiu a fazer a troca cá em casa. Não mais falou comigo, desapareceu à francesa, mandou uma funcionária. Bem atenciosa por sinal. Mais uma papelada preenchida e a promessa de que em 12 dias o novo aparelho está cá em casa.
Vamos lá ver. Mas enquanto não vem funciona este, o da rachadura, e funciona em pleno diga-se de passagem. Parece que até já nos afeiçoámos a ele e nem vem à memória a rachadura, mas o que é, é: queremos um sem rachadura e se não vier no prazo estipulado, temos mais caso, mainada!

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publicado às 13:06

Liberdade

por neves, aj, em 15.11.09

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publicado às 08:01




  


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