![Photobucket]()
clicar para ampliar um poucoPropositadamente apresento-vos foto que não retrata o exterior, para assim já poderdes concluir que até os meus hábitos de vida rodaram uns 150 graus, talvez para a esquerda para continuar a ser coerente e tentar mostrar que os Novembros não me envelheceram a mente, e não direi os costumeiros cento e oitenta porque nem os pregadores são perfeitos, apesar da lábia com que nos tentam enrolar. É, é verdade, meus estimados [e estimadas, porque ainda tenho gente no feminino que gosta de mim], este vosso amigo que vos escreve deixou a rua e refugiou-se entre quatro paredes. Mais caseirinho, como soi dizer-se, não por imposição mariana [por aqui não se usa "pagar para a ponte", apesar de que bananas há em todo o lado] nem pela tão apregoada violência [que felizmente nunca vi ao vivo e espero jamais ter contacto com ela], antes sim por opção, afinal agora tenho um lar, não rico, claro, mas também não miserável, onde as maiores riquezas serão a Maria, a Piruças 4patas e esta velha máquina que me permite estar sempre convosco, com os amigos, estar sempre atento ao que se vai passando pelo pequeno rectânculo [e ilhas adjacentes, porque se impõe a referência] e que até me permite mandar umas alfinetadas no leão que o meu mano Vasco continua defendendo com unhas e garras, e ainda ouvir [e ver] a eterna pequerrucha de um pai, apesar de ter crescido e já ser bem mulher.
O [meu] cantinho tal como se apresenta foi montado durante a última Copa 2010, onde do meu lado direito nessa parede forrada a madeira "preguei" os símbolos das duas Pátrias que gostaria de ver mais unidas, longe desse conceito lamechas de "Pátrias irmãs" antes sim de duas Nações independentes, situadas em continentes diferentes e distantes, com culturas mui próprias e mui distintas, embora com inúmeros laços culturais e de sangue, note-se, e de Língua, note-se muito bem, que as condenou a viver perpetuamente enleadas e não de costas viradas como se vê em tantas situações. Culpas? De ambas as partes, garantidamente, e se não especifico situações é porque o bom senso de estrangeiro em casa "alugada" e, por outro lado, o meu patriotismo lusitano, me impedem de divulgar algumas atrocidades tantas delas preconceituosamente primitivas como são aquelas de não se reconhecer como um dos nossos os filhos gerados em terra alheia e impor-se uma portagem [pedágio] para entrada na nossa terra quando afinal a História nos diz que os os nossos [garbosos e valentes] ancestrais invadiram a terra habitada pelos antepassados deles, tomando-a sua.