... farias hoje 89 anos e eu, infantilmente, continuo a dar-te os parabéns como se estivesses aqui sentada a meu lado. Mas não estou doente, não Mãe, sei perfeitamente o que faço: engano a minha mente só para te ter mais presente, topas?
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Neste ano de 2010 aconteceu uma coisa bem curiosa, que me deixou feliz por um lado, mas cabisbaixo por outro, assim um pouco triste e ledo como no soneto do Camões: alegre e feliz porque consegui atingir a barreira dos 55 anos, um feito que não é grandiosidade alguma mas que, afinal, tu não conseguiste porque foste traída pela doença [jamais pela vontade de alguém], o que me deixa terrivelmente triste e angustiado e enormemente revoltado, contudo tenho agora que aceitar porque da Lei da Vida também fazem parte os espinhos não só as Rosas.
Verdade seja dita, Mãe, que na altura, apenas com 20 anos, acho que nem me apercebi o quanto ainda se pode fazer a partir desta idade que agora atingi e por isso só desejo que a tua memória me continue a dar força e imaginação para ir enganando os Novembros que por aí venham aparecendo!
Teu filho [o mais novo]