Ventos ruins
Mesmoestando na maior das calmarias ninguém está imune que, num repente, ventosdevastadores mudem de modo significativo o seu modo de vida... assim meaconteceu a mim quando ciclone repentino atirou para o leito do hospital opatriarca do meu novo lar aqui por terras brasileiras... já lá vão umassemanas...
Desnecessárioserá dizer que tamanha contrariedade mexeu com as emoções de minha mulher eem vias do seu desejo de dizer presente outra coisa não temos feito que andarde ônibus em ônibus e de metrô em metrô, subindo e descendo elevadores,apelando sistematicamente à compreensão dos seguranças do colossal Hospitaldas Clínicas para, em verdadeira lufa-lufa e em perseguição persistente,buscarmos informações esclarecedoras ante o pessoal médico. É uma lutaàs vezes bem desigual, mas leal e gratificante, porque chovam as críticas quechoverem ao Sistema Público de Saúde (cá como lá, ora pois) o calor humano ea compreensão desses profissionais são enormes.
Para todoseles uma palavra de gratidão por nos escutarem e nos esclarecerem com ahonestidade reconfortante do verdadeiro médico... também é meu desejoregistar aqui a lembrança ao Zé da Silva, meu sogro, de que não me esqueci dabacalhoada que prometeu aquando do seu regresso ao lar.
A ausênciade textos está explicada... sinto desnecessidade em desculpar-me perante vós,porque sei que a vossa compreensão (também) é enorme, no entanto sintoobrigatoriedade de dirigir uma palavrinha a dois fiéis leitores que sepreocuparam com a ausência, ao compadri arqueólogo e ao homem dasartes de Parada, e dizer-lhes que o Seven só necessita de, para além deaprender a programar melhor (oh... oh...) a agenda do tempo, retemperar a forçainspiradora que, naturalmente, se escapuliu.