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Um Livro de José M. Branquinho

por neves, aj, em 01.05.08

(a amizade ganhou o título)

PhotobucketApadrinhada pela "dimensão humana" de Lauro Gonçalves, teve lugar em finais de Março na Casa da Cultura de Santa Comba Dão a apresentação pública de um livro sobre a Misericórdia da nossa cidade da autoria de José Morais Branquinho, um santacombadense de gema e professor a dar aulas lá para sul pela deslumbrante costa alentejana.
Poderá parecer que não mas até o soubemos logo ao outro dia por comentário no Voz da parte do nosso xará e amigo António Neves, curiosamente o amigo que o autor escolheu para apresentar a obra na cerimónia, e claro que não foi por acaso que o xará nos informou já que como amigo aplicado fechou o triângulo onde os três vértices têm de comum a amizade e mesmo sabendo nós que nem sempre a lógica se pode aplicar ao quotidiano principalmente no que toca a emoções ou sentimentos diríamos ainda que o raciocínio dedutivo de que se A é igual a B e B a C, então A é igual a C, funcionou na perfeição no que toca à amizade entre nós, entre os dois António Neves e o Zé, o Dr. José Morais Branquinho autor da monografia A Misericórdia de Santa Comba Dão - Séculos XVI a XIX, a quem esta entrada é dedicada.

CLICARClaro que a igualdade que apontámos não é tão terra-a-terra como a matemática a torna porque sabemos nós que em questões sentimentais, de amizade no caso, muitos factores se elevam e com o Zé existe uma cumplicidade enorme afinal aquela que deve existir entre vizinhos que se estimam e que foram companheiros nas mesmas brincadeiras apesar de haver uns anos, meia-dúzia talvez, a separar-nos, mas é essa mesma diferença de idades, também uma hierarquia naqueles tempos, que me permite a mim Neves, AJ  olhar a foto e viajar ao tempo do Zezito, o ruço, quando circulava ainda de cueiros pela ainda poeirenta e não empedrada Rua do Outeirinho, a nossa rua.
Mas o tempo voa que nem relâmpago
e não há tempo para falar das brincadeiras das futeboladas das conversas já adultas noite adentro nos bancos do Mirante falando disto e daquilo e das peripécias e preocupações da tropa dele nem mesmo tempo para contar da frustrante espera madrugada afora pelas estrelas cadentes que deveriam passar pelo Outerinho mas que teriam ido cair a outro lado
e vejo já o Zé da Cristina licenciado, profissional do ensino que rumou a outras paragens mas que não esqueceu a sua terra natal e que agora como investigador nos diz que: "É impossível escrever a história de Santa Comba até ao século XIX sem conhecermos a história da Misericórdia".
A monografia está aí. Pessoalmente e como santacombadense congratulo-me que o trabalho de anos do Dr. José Morais Branquinho tenha dado fruto tão suculento após "cruzamento de abundantes informações recolhidas no importante Arquivo da Misericórdia com as outras do Arquivo Distrital de Viseu e do Arquivo Nacional da Torre do Tombo" como nos diz o Dr. António Neves, também ele um investigador e só espero que realmente a população santacombadense saiba tirar partido do que lhe é oferecido.
Antes de finalizar este texto que pela pobreza de palavras que estou a usar (há dias de tudo) está longe de ser homenagem digna, gostava que tomassem atento às palavras do autor, provavelmente aqui confundindo-se o investigador com o homem santacombadense, proferidas ao
Farol da Nossa Terra e que considero como uma mescla de repto e audácia: “É uma riqueza que não conhecemos, porque tudo está fechado" sendo que tudo se refere ao Arquivo da Santa Casa da Misericórdia de Santa Comba Dão e que o doutor investigador considera como "arquivo principal do concelho". Terão agora a palavra então a Misericórdia que parece exigir segurança (não é ironia, é citação) e a Câmara Municipal para que no futuro Santa Comba e as suas gentes possam saber mais da sua História.
Agora sim, chegou a hora do remate. Desculpa lá caro Zé só agora ter arranjado um tempinho, mas tu compreendes e verdade seja dita que  andava como que descalço quanto a informações precisas e, essencialmente, órfão de foto que consegui graças ao Farol da Nossa Terra. Recebe aquele abraço, desta vez um pouco mais forte por carregar pontinha de orgulho.

A Misericórdia de Santa Comba Dão - Séculos XVI a XIX - um clique para aceder ao livro






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publicado às 19:03


2 comentários

De gabriel sacras ramos (biè) a 12.06.2008 às 09:09

obrigado meu primo e atè qualquer dia

De José Branquinho a 08.08.2008 às 08:52

Este agradecimento do meu primo Bié, que o escreve de Paris, poderá parecer algo descontextualizado. No entanto, deverei referir, que o seu pai, o carpinteiro Gabriel Ramos, já falecido, também conheido por "Bié",foi um grande artista Santacombadense na arte da marcenaria. É de sua autoria o tecto actual da Igreja da Misericórdia. Daí o agradecimento do meu primo , por ter citado no meu livrinho, a obra de seu pai.
Sei, também, que o autor deste sítio, o Neves, conviveu de muito perto com o artita "Bié".
Quanto a ti Gabriel, um abraço e até qualquer dia

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