Porca miséria, Tó-Zé
[como diria o meu saudoso amigo Fernando]
Uns chamam-lhe feto, mas vá lá saber-se, já que se nasceu perdeu de imediato esse nome e passou a recém-nascido.
Se for feto estaremos então perante crime de aborto, já que em Portugal a interrupção voluntária da gravidez só é permitida até às 12 semanas de gestação. Mas, torna-se necessário apurar se os pulmões foram palco de troca gasosa [a autópsia o dirá, de forma bem simples, diga-se, se pedaço de pulmão colocado na água começar a boiar e não for ao fundo] e então já estaremos perante um infanticídio, provavelmente. .
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Não vou atirar achas para a fogueira e nem me atrevo a escalpelizar a situação, vergonhosa e chocante, diga-se, mas penso que mãe no seu normal estado psíquico ou emocional jamais o faria e, note-se bem, ninguém pode ainda provar que foi a própria mãe que praticou tão hediondo acto. Demos tempo ao tempo, os senhores comentadores nos jornais online também [qual dos comentários o mais vergonhoso e idiota], que certamente tudo se esclarecerá num futuro bem próximo.
