Legislativas 2011
... sem boletim de voto mas com propaganda!

... apesar de achar que burro velho já tem dificuldade em mudar ou, melhor, achar que não vale a pena mudar [porque para melhor está bem está bem para pior já basta assim...Chula, por Shiva] dou à estampa aquele que é para tantos um ilustre desconhecido mas não propriamente para o tornar conhecido antes sim para dizer que o PSD-Partido Social Democrata não olhou a despesas para me enviar propaganda eleitoral para as Legislativas, em carta selada em Lisboa capital do reino da Lusitânia. Mal empregadinho o dinheiro disse-me de caras o diabinho que cada um de nós transporta dentro de si já que ele é sabedor do que a casa gasta e acrescentou dizendo que seria bem melhor mandarem um vale-compras para adquirir um quilito de bacalhau, contudo o anjo bom que afinal também cada um transporta dentro de si, encheu-se de orgulho por lá pelo pequeno rectângulo à beira-mar escarrapachado ainda constar o meu nome.
Contudo quero votar e não me deixam porque o voto, o boletim, ainda não chegou e já desconfio que não vai chegar. Atraso nos Correios d'aquém ou d'além-mar? Contenção de despesas? As duas são hipóteses contudo até acredito nesta última já que o voto por correspondência fica caro demais [centenas de milhar de euros] e os resultados ficam muito aquém do esperado. Há um enorme desinteresse dos portugueses sediados no estrangeiro, muitos não se recenseiam e dos que o fazem, uma grossa fatia não exerce o seu direito: por exemplo, temos de memória que nas passadas Presidenciais pouco mais de cinco por cento dos inscritos votaram [abstenção de 94 vírgula tal por cento], apesar de nestas eleições o voto ter sido presencial [secções de voto instaladas nos Consulados] enquanto que nas que se aproximam a marcação da cruzinha é feita no sossego do lar, depois o boletim é embrulhado e enviado directamente para Lisboa. Claro que a abstenção sobe porque as despesas de envio são por conta do votante.
Ainda ontem comentei com o mano Vasco, em directo e ao vivo [maravilhas doskype] que nem me importo de não votar se a crise assim o determinou, mas lá que é chato esquecerem-se de nós portugueses que estamos fora do colo materno, lá isso é.